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Trump compartilha vídeo editado que distorce reação do rei Charles a desmaio

Presidente dos EUA publicou montagem que omite imagens do monarca britânico prestando assistência a trabalhador que passou mal durante visita oficial

Trump compartilha vídeo editado que distorce reação do rei Charles a desmaio
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou em sua rede social Truth Social um vídeo editado que apresenta de forma enganosa a reação do rei Charles III a um trabalhador que desmaiou durante visita oficial. A montagem faz parecer que o monarca britânico deu de ombros e se afastou do homem, omitindo as cenas em que ele prestou assistência.

O vídeo faz parte de uma compilação de três minutos publicada por Trump no feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos. A montagem contrasta clipes editados de outros líderes mundiais com imagens do próprio Trump em cerimônias militares e eventos com veteranos, segundo reportagem da BBC.

O que mostra o vídeo original

A cena envolvendo Charles foi extraída de uma visita que ele fez, ainda como príncipe de Gales, a um centro de distribuição do supermercado Asda em Bristol, em julho de 2020, durante a pandemia de Covid-19. A BBC teve acesso ao material completo.

As imagens originais mostram Charles estendendo a mão para o trabalhador no momento da queda e permanecendo próximo enquanto ele recebia atendimento médico. O vídeo compartilhado por Trump edita essas partes, removendo as cenas em que o monarca acompanha o socorro ao homem.

Fotografias tiradas mais tarde durante a mesma visita registraram Charles conversando com o trabalhador que havia desmaiado, confirmando que houve acompanhamento posterior ao incidente.

Estrutura da montagem

O vídeo de três minutos publicado por Trump abre com imagens do presidente francês Emmanuel Macron no Palácio do Eliseu, enquanto um guarda aparentemente desmaia atrás dele. A compilação também inclui cenas do ex-presidente Joe Biden supostamente olhando o relógio durante cerimônia militar de repatriação e do ex-presidente Barack Obama descendo do helicóptero Marine One e fazendo continência a fuzileiros navais enquanto segurava um copo de papel.

Essas cenas são seguidas por uma série de clipes mostrando Trump pegando o quepe de um fuzileiro naval, fazendo continência em cerimônia de repatriação e confortando famílias de soldados mortos em combate.

AFP via Getty Images Then-Prince Charles in a grey suit speaks to a man with his back to the camera who is wearing Asda uniform
AFP via Getty Images Then-Prince Charles in a grey suit speaks to a man with his back to the camera who is wearing Asda uniform · Foto: BBC

Durante alguns dos clipes aparecem legendas dizendo "o lado de Trump que a mídia não mostra" e "o presidente do povo". A música A Thousand Years, de Christina Perri, toca ao longo de toda a montagem.

Reação oficial

O Palácio de Buckingham informou à BBC que não comentaria o episódio. A Casa Branca não respondeu a pedido de comentário sobre o vídeo.

Trump tem falado com frequência sobre seu bom relacionamento com Charles. Ao final da visita de Estado do rei e da rainha ao território americano, o presidente descreveu o monarca como "o maior rei no meu livro".

O que isso significa para o investidor

O episódio ilustra como a diplomacia entre Estados Unidos e Reino Unido navega tensões criadas por declarações e ações públicas de Trump, mesmo diante de relações bilaterais historicamente sólidas. Para investidores com exposição a ativos britânicos ou americanos, o ruído político pontual tende a ter impacto limitado sobre fundamentos econômicos de longo prazo.

A relação comercial e de segurança entre as duas nações permanece ancorada em interesses estratégicos que transcendem episódios de mídia social. Acordos comerciais, fluxos de investimento direto e cooperação em defesa seguem trilhas institucionais menos suscetíveis a volatilidade gerada por controvérsias pontuais.

Investidores devem monitorar se declarações ou ações do governo Trump geram respostas formais do Reino Unido que possam afetar negociações comerciais ou clima de negócios. Até o momento, a ausência de comentário oficial de Buckingham Palace sugere tratamento do caso como ruído político, não como crise diplomática.

O foco para quem investe em ativos transatlânticos permanece em indicadores econômicos concretos: política monetária do Federal Reserve e do Banco da Inglaterra, dados de crescimento, inflação e evolução de tarifas comerciais que possam emergir de negociações bilaterais formais.

Agregado por AAR News · fonte: BBC

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos