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Semana traz IPCA de agosto no Brasil e CPI nos EUA como destaques

Após feriado de segunda, calendário concentra indicadores de inflação e atividade nas duas maiores economias das Américas

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A semana de 7 a 11 de setembro concentra divulgações centrais para a leitura de conjuntura dentro e fora do país. Depois do feriado de segunda-feira, Dia da Independência, a agenda doméstica ganha corpo com a publicação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto, enquanto nos Estados Unidos o foco recai sobre o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) do mesmo mês.

A expectativa do Bradesco é de recuo de 0,26% no IPCA mensal, puxado sobretudo pela queda nos preços de energia elétrica em função do bônus de Itaipu. O banco projeta que os núcleos de inflação permaneçam estáveis na margem, dando continuidade à melhora observada nas últimas leituras. Do lado americano, após os dados robustos do payroll, economistas acompanharão de perto a trajetória dos preços ao consumidor — em julho, o indicador subiu 0,1% na comparação mensal.

Agenda doméstica

Com o feriado no início da semana, a agenda brasileira arranca na terça-feira, dia 8. Às 8h, a Fundação Getulio Vargas (FGV) publica o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) e o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S). Às 8h25, o Banco Central divulga o Relatório Focus semanal, que reúne as projeções do mercado para os principais indicadores macroeconômicos.

Ainda na terça, às 11h, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apresenta os números de produção e vendas de veículos referentes a agosto. Às 15h, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) traz a balança comercial semanal.

Na quarta-feira, dia 9, o Banco Central volta à cena com duas divulgações às 14h30: o Fluxo Cambial semanal e o Índice de Commodities Brasil (IC-Br) de agosto. Ambos os indicadores ajudam a mapear a dinâmica de entrada e saída de dólares e a evolução dos preços das principais commodities negociadas pelo país.

A quinta-feira, dia 10, concentra o maior volume de publicações da semana. Às 5h, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulga o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) mensal. Às 8h, a FGV apresenta a primeira prévia de setembro do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), indicador amplamente utilizado em contratos de aluguel e reajustes.

Às 9h, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publica dois levantamentos de julho: a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), com projeção de alta de 0,2% na comparação mensal, e a Pesquisa Industrial Mensal – Regional (PIM-Regional), que traz o desempenho da indústria por estado.

Fechando a agenda doméstica, na sexta-feira, dia 11, às 9h, o IBGE divulga o IPCA de agosto. A projeção é de queda de 0,26% na comparação mensal, resultado que será determinante para as expectativas de política monetária nos próximos meses.

Agenda internacional

Nos Estados Unidos, a agenda ganha densidade apenas no final da semana. Na quinta-feira, dia 10, às 9h30, saem os pedidos semanais de auxílio-desemprego e o Índice de Preços ao Produtor (PPI) de agosto. O PPI mede a variação de preços no atacado e costuma antecipar movimentos no varejo.

Na sexta-feira, dia 11, às 9h30, é a vez do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de agosto, um dos termômetros mais acompanhados pelo Federal Reserve para calibrar a política de juros. Às 11h, a Universidade de Michigan divulga o Índice de Confiança do Consumidor de setembro, que capta as expectativas das famílias sobre a economia. Às 15h, o Tesouro americano publica o Resultado Fiscal Mensal de agosto.

Outros mercados

Na segunda-feira, dia 7, a Alemanha divulga a produção industrial de julho às 3h, e a Área do Euro apresenta o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre às 6h. Às 20h, a Colômbia publica o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de agosto, com projeção de 6,1% na comparação anual.

Na terça-feira, dia 8, o Chile traz o IPC de agosto às 8h, com expectativa de 3,8% no acumulado de doze meses. Às 18h, o Banco Central chileno anuncia sua decisão de política monetária, com taxa básica atualmente em 4,50%. Às 22h30, a China divulga os índices de preços ao produtor e ao consumidor de agosto.

Na quarta-feira, dia 9, o México publica o IPC de agosto às 9h, com projeção de 3,3% na comparação anual. Na quinta-feira, dia 10, a Alemanha divulga o índice de preços ao consumidor de agosto às 3h, e o Banco Central Europeu anuncia sua decisão de política monetária às 9h15, com taxa de depósito atualmente em 2,5%.

O que isso significa para o investidor

A semana será decisiva para calibrar expectativas de juros nas duas maiores economias das Américas. No Brasil, um IPCA de agosto em linha com a projeção de queda de 0,26% reforçaria a narrativa de desaceleração inflacionária, mas o mercado seguirá atento aos núcleos — se vierem estáveis, como espera o Bradesco, a pressão sobre o Banco Central para subir a Selic pode arrefecer. Qualquer surpresa altista nos núcleos, porém, reacenderia apostas em alta de juros já na próxima reunião do Copom.

Nos Estados Unidos, o CPI de agosto será lido à luz do payroll robusto divulgado recentemente. Se a inflação ao consumidor vier acima do esperado, o Federal Reserve ganhará argumentos para manter juros elevados por mais tempo, o que tende a fortalecer o dólar globalmente e pressionar ativos de risco — incluindo bolsas emergentes e o real. Segundo dados da TradingView de 6 de setembro de 2026 às 17h52 (horário de Brasília), o euro estava cotado a R$ 5,9516, com alta de 0,01% no dia, refletindo a dinâmica recente de câmbio.

Para quem opera renda variável no Brasil, a combinação de IPCA doméstico benigno e CPI americano controlado abriria espaço para um rali de alívio, especialmente em setores sensíveis a juros como varejo, construção e tecnologia. Já investidores em renda fixa devem acompanhar o tom do Focus na terça-feira: revisões altistas nas projeções de IPCA para 2025 sinalizariam prêmio maior nos vencimentos longos de NTN-B.

Fora do eixo Brasil-EUA, a decisão do Banco Central Europeu na quinta-feira pode trazer volatilidade para o euro e, por tabela, para a cesta de moedas que influencia o real. Se o BCE sinalizar cortes adicionais de juros diante de desaceleração na Zona do Euro, o dólar tende a se fortalecer ainda mais, pressionando emergentes. Acompanhar o PIB da Área do Euro na segunda-feira e o IPC alemão na quinta ajudará a antecipar o tom da autoridade monetária europeia.

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