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Por que investidores de IA queriam comprar fatia da Copa do Mundo

Grupo liderado por Joshua Kushner apostava que futebol é à prova de inteligência artificial — plano foi cancelado após pressão

Por que investidores de IA queriam comprar fatia da Copa do Mundo
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A Fifa recuou de planos para vender participação minoritária na Copa do Mundo depois de forte oposição, que incluiu ameaças de boicote futuro e pedidos de renúncia do presidente Gianni Infantino, segundo a BBC.

O grupo de investidores por trás da proposta era liderado por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro e ex-conselheiro de Donald Trump. Kushner comanda a Thrive Capital, fundo de venture capital focado em empresas de inteligência artificial e um dos principais financiadores da OpenAI.

A estratégia partia de uma tese: em um mundo onde a IA pode transformar recreação e entretenimento humanos, o esporte não apenas sobreviveria à revolução tecnológica, mas cresceria em valor.

Aposta em ativos 'eternos'

Em abril deste ano, a Thrive Capital criou um braço de investimentos chamado Thrive Eternal, sediado em Nova York, dedicado a áreas com qualidades que não podem ser replicadas por tecnologia, conforme reportado pela BBC.

O esporte é central nessa estratégia. A Copa do Mundo de futebol, o maior torneio esportivo do planeta, representava uma oportunidade de adquirir participação minoritária por meio da proposta Forward Enterprise (FFE) da Fifa.

O plano foi abandonado antes de se concretizar, mas a movimentação expõe uma visão de mercado: investidores de tecnologia enxergam competições esportivas como ativos resilientes à automação.

Agregado por AAR News · fonte: BBC

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