A economia brasileira registrou expansão de 0,5% no segundo trimestre de 2026, com alta anual de 2,0%, segundo dados divulgados na semana. Embora o resultado tenha ficado ligeiramente acima das projeções de mercado, a composição do crescimento revelou fragilidades estruturais que preocupam analistas.
O avanço foi sustentado quase exclusivamente pelo setor agropecuário, enquanto indústria e serviços apresentaram desaceleração. O ponto mais crítico foi a retração inesperada do consumo das famílias, movimento que contraria tanto o aumento da renda real quanto os estímulos conjunturais implementados no período.
Bolsa brasileira sob pressão
O Ibovespa encerrou agosto em queda, pressionado pela saída de capital estrangeiro e por balanços corporativos locais abaixo das expectativas. O desempenho contrasta com a solidez dos resultados trimestrais das empresas americanas, que seguiram robustos mesmo diante das incertezas globais.
Apesar do cenário doméstico desfavorável, a projeção de valor justo para o índice brasileiro ao fim de 2026 permanece em 200 mil pontos, de acordo com análise da InfoMoney.
Balanços nos EUA superam projeções
A temporada de resultados do segundo trimestre nos Estados Unidos trouxe surpresas positivas. A expansão anual do lucro por ação das companhias do S&P 500 superou as estimativas de mercado em aproximadamente 28 pontos percentuais.
O desempenho foi impulsionado em grande parte por lançamentos extraordinários de empresas de tecnologia, com destaque para Alphabet e Amazon, segundo a fonte.
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