A Holanda concluiu a transferência de 86 toneladas de ouro de cofres norte-americanos de volta ao país, segundo informações da BBC. O movimento faz parte de uma tendência mais ampla entre nações europeias de repatriação de reservas do metal precioso.
A decisão reflete preocupações crescentes com segurança geopolítica e o desejo de manter controle físico direto sobre ativos estratégicos. Durante décadas, parte significativa das reservas de ouro de países europeus ficou armazenada em cofres nos Estados Unidos e no Canadá, herança de arranjos estabelecidos durante a Guerra Fria.
Outros países europeus já realizaram movimentos semelhantes nos últimos anos. A Alemanha, por exemplo, repatriou centenas de toneladas de ouro guardadas em Nova York e Paris entre 2013 e 2017, antecipando o prazo original de 2020.
Analistas apontam que a repatriação não sinaliza necessariamente desconfiança nas instituições norte-americanas, mas sim uma reavaliação de riscos em um cenário geopolítico mais fragmentado. O ouro permanece ativo de reserva fundamental para bancos centrais, especialmente em períodos de incerteza econômica global.
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