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Hunter Biden lança memecoin LAPTOP na Base mirando detentores de TRUMP

Token estreia em 9 de setembro com oferta de 1 bilhão de unidades; parte será queimada se democratas vencerem em 2028 e outras condições se confirmarem

CoinDesk

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Hunter Biden, filho do ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, lançará em 9 de setembro a memecoin LAPTOP na rede Base, segundo reportagem do Wall Street Journal. O nome do token faz referência ao computador que Biden deixou em uma loja de reparos em Delaware em 2019 e cujo conteúdo — incluindo e-mails e mensagens sobre negócios estrangeiros — vazou para o público às vésperas da eleição de 2020.

A oferta total do token é de 1 bilhão de unidades. Os fundadores, incluindo o próprio Biden, receberão uma parcela da oferta que ficará bloqueada para venda por seis meses e será liberada gradualmente ao longo de mais de dois anos. Outros segmentos da distribuição incluem airdrop para carteiras que perderam dinheiro com a memecoin TRUMP, assinantes da newsletter de Biden no Substack e uma lista de contatos mantida por Andrew Callaghan, jornalista de vídeo e amigo de Biden.

Uma fatia adicional da oferta será queimada caso um conjunto de trinta eventos específicos se resolva a favor do projeto. Entre os critérios estão uma vitória democrata na eleição presidencial de 2028, uma nova máxima histórica do bitcoin ou a capitalização de mercado de LAPTOP ultrapassar a de TRUMP.

Divulgação e contexto do lançamento

Horas após a reportagem do Wall Street Journal, Biden divulgou o ticker do token na rede social X acompanhado de uma montagem de âncoras de noticiários discutindo o laptop que se tornou alvo de controvérsia política. O episódio do computador abandonado ganhou destaque nacional durante a campanha de 2020, quando o conteúdo armazenado no dispositivo foi tornado público.

A memecoin TRUMP, lançada no início de 2025, atingiu pico de capitalização de mercado de US$ 15 bilhões antes de despencar para US$ 2 por unidade. No momento da reportagem, o token valia US$ 600 milhões. Divulgações financeiras de Donald Trump mostram US$ 1,4 bilhão provenientes da memecoin e de acordos relacionados a criptomoedas no ano passado.

O que isso significa para o investidor

O lançamento de LAPTOP insere mais um ativo de alto risco e forte componente político no universo das memecoins, segmento conhecido pela volatilidade extrema e pela dependência de narrativas virais. A estratégia de distribuição — com airdrop direcionado a quem perdeu dinheiro em TRUMP — busca capturar atenção de uma base já exposta ao tema e potencialmente ressentida, mas não garante sustentação de preço.

A queima condicional de tokens vinculada a eventos políticos e de mercado introduz um mecanismo de deflação programada que pode atrair especuladores de curto prazo, mas também aumenta a incerteza sobre a oferta efetiva futura. Investidores devem considerar que memecoins carecem de fundamentos econômicos tradicionais e que o bloqueio de seis meses para os fundadores reduz a pressão de venda imediata, mas não elimina o risco de dumping posterior.

Para quem acompanha o mercado cripto no Brasil, o episódio reforça a tendência de tokenização de figuras públicas e eventos políticos como vetor de especulação. O bitcoin, segundo dados da TradingView de 7 de setembro de 2026 às 20h50 BRT, era negociado a US$ 79.185,76, recuo de 1,45% no dia — patamar distante da máxima histórica que seria um dos gatilhos de queima de LAPTOP. Acompanhar o desempenho inicial do token, o volume de negociação e a reação da comunidade cripto será essencial para avaliar se o projeto ganha tração ou replica a trajetória de queda acentuada vista em TRUMP.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

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