Cripto · EUA

Hunter Biden lança memecoin LAPTOP na Base com airdrop para perdedores de TRUMP

Token de 1 bilhão de unidades reserva 30% para queima condicionada a vitória democrata em 2028 e outros eventos; fundadores travam participação por seis meses

CoinDesk

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Hunter Biden, filho do ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, estreia nesta quarta-feira (9 de setembro) a memecoin LAPTOP na rede Base, segundo reportagem do Wall Street Journal. O nome faz referência ao computador que Biden deixou em uma loja de reparos em Delaware em 2019 e cujo conteúdo — incluindo e-mails de negócios estrangeiros e mensagens de texto — vazou para o público às vésperas da eleição presidencial de 2020.

A oferta total do token é de 1 bilhão de unidades. Os fundadores, incluindo Biden, detêm 30% dessa quantidade, com trava de venda por seis meses e cronograma de liberação (vesting) ao longo de mais de dois anos. Outros 20% serão distribuídos gratuitamente em duas rodadas de airdrop: para carteiras que perderam dinheiro com a memecoin TRUMP, para assinantes da newsletter de Biden no Substack e para uma lista de contatos mantida por Andrew Callaghan, jornalista de vídeo e amigo de Biden.

Os 30% restantes da oferta estão reservados para queima (burn) caso 30 eventos específicos se concretizem a favor do projeto. Entre os critérios estão uma vitória do Partido Democrata na eleição presidencial de 2028, uma nova máxima histórica do Bitcoin ou a capitalização de mercado de LAPTOP ultrapassar a de TRUMP.

Horas depois do anúncio pelo Wall Street Journal, Biden divulgou o ticker do token na rede social X acompanhado de uma montagem de âncoras de noticiários comentando o episódio do laptop.

Histórico da memecoin TRUMP

A memecoin TRUMP, lançada no início de 2025, atingiu pico de capitalização de mercado de US$ 15 bilhões. Desde então, o token despencou para US$ 2 por unidade, com valor de mercado de US$ 600 milhões no momento da publicação da reportagem do Wall Street Journal.

Declarações financeiras de Donald Trump mostram que ele obteve US$ 1,4 bilhão em receitas provenientes da memecoin e de acordos relacionados a criptomoedas no ano passado.

O que isso significa para o investidor

O lançamento de LAPTOP marca mais um capítulo na crescente presença de figuras políticas de alto perfil no mercado de memecoins, fenômeno que ganhou força após o sucesso inicial de TRUMP. A estratégia de airdrop direcionado a quem perdeu dinheiro com TRUMP sugere tentativa de capturar uma base de investidores já familiarizada com tokens políticos e potencialmente ressentida com perdas anteriores.

A trava de seis meses sobre os tokens dos fundadores e o vesting de dois anos são mecanismos que, em tese, reduzem o risco de dumping imediato por insiders — prática comum em lançamentos de memecoins que costuma prejudicar compradores de varejo. Ainda assim, a alocação de 30% para fundadores permanece elevada e representa pressão de venda futura significativa.

O mecanismo de queima condicionada a eventos políticos e de mercado introduz elemento especulativo adicional: investidores estarão apostando não apenas na adoção do token, mas em desfechos eleitorais e no desempenho do Bitcoin. Segundo dados da TradingView de 7 de setembro de 2026 às 16h34 (horário de Brasília), o Bitcoin era negociado a US$ 79.313,06, em queda de 1,29% no dia — ainda distante de nova máxima histórica, um dos gatilhos de queima.

Para quem investe em criptoativos no Brasil, o caso reforça a necessidade de cautela extrema com memecoins vinculadas a personalidades: a volatilidade é amplificada por fatores políticos imprevisíveis, a liquidez tende a ser concentrada e o histórico recente de TRUMP demonstra que valorizações iniciais estratosféricas podem evaporar rapidamente. Acompanhar o volume de negociação nas primeiras semanas, a efetiva distribuição do airdrop e eventuais movimentações das carteiras dos fundadores será essencial para avaliar a seriedade do projeto além do apelo midiático.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos