Saúde · Regulação

Falsificações de retatrutida invadem mercado negro antes de aprovação

Droga experimental da Eli Lilly para perda de peso ainda não foi liberada por reguladores, mas cópias ilegais já circulam amplamente no Reino Unido e outros países.

Falsificações de retatrutida invadem mercado negro antes de aprovação
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O mercado negro de medicamentos para emagrecimento ganhou um novo protagonista: a retatrutida, droga experimental da farmacêutica Eli Lilly que ainda não recebeu aprovação de nenhum órgão regulador para uso humano. Mesmo assim, versões falsificadas do produto já circulam em larga escala no Reino Unido e em outros mercados, segundo reportagem da BBC.

Especialistas ouvidos pela emissora britânica afirmam que esta é uma das primeiras vezes em que observam cópias contrafeitas de um medicamento experimental — ainda em fase de testes clínicos — se tornarem tão amplamente disponíveis antes de qualquer liberação oficial.

A situação representa um desafio tanto para a Eli Lilly quanto para autoridades regulatórias ao redor do mundo. O entusiasmo em torno de novos tratamentos para obesidade, especialmente aqueles que demonstram resultados promissores em estudos iniciais, tem alimentado uma demanda que escapa aos canais legais.

Riscos da automedicação

Os perigos associados ao uso dessas versões ilegais são concretos. Tom, usuário que preferiu não revelar o sobrenome, relatou à BBC ter tomado acidentalmente oito vezes a dose recomendada de uma versão falsa de retatrutida, quase resultando em internação hospitalar.

Frascos vendidos como "reta" — apelido pelo qual o produto ficou conhecido — estão sendo comercializados em academias, salões de beleza e manicure, barbearias, redes sociais e até por vendedores ambulantes de flores nas ruas britânicas, segundo a reportagem.

Agregado por AAR News · fonte: BBC

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