Aposentados que adotam estratégia excessivamente conservadora em seus investimentos aumentam a probabilidade de esgotar os recursos antes do fim da vida, segundo análise de especialistas do mercado financeiro americano.
A orientação tradicional de reduzir drasticamente a exposição a ações após deixar o mercado de trabalho vem sendo revista. Assessores financeiros agora defendem que renda variável deve representar fatia significativa das carteiras de aposentados — frequentemente entre 40% e 80% do portfólio — para gerar retorno e proteger contra inflação e risco de longevidade.
Cheri Belski, responsável por soluções de gestão de investimentos na LPL Financial, explica que a regra antiga recomendava cortar a parcela em ações para cerca de 30% logo na aposentadoria. A abordagem atual propõe planejamento intencional em vez de postura meramente defensiva.
Não existe alocação única adequada para todos os aposentados. Definir a exposição apropriada a ações exige análise detalhada de variáveis como idade, tolerância a risco, renda, patrimônio, necessidades de gastos e impostos, com objetivo de fazer os recursos durarem 30 anos ou mais.
A questão ganha urgência diante do envelhecimento populacional: estimativas do Retirement Income Institute indicam que mais de 11.200 americanos completam 65 anos diariamente — acima de 4,1 milhões por ano — no período entre 2024 e 2027.
Para Belski, ações não representam necessariamente mais risco, mas sim chance de a carteira acompanhar as demandas da longevidade. Com aposentadorias que podem se estender por três décadas, manter capacidade de geração de retorno torna-se essencial para sustentabilidade financeira no longo prazo.
Agregado por AAR News · fonte: CNBC
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