O açúcar registrou valorização de 21,5% em agosto, a maior alta mensal desde outubro de 2010, quando avançou 24%. O movimento levou a commodity a acumular ganho de cerca de 20% no ano, superando o índice S&P 500, que avança quase 13% em 2026, segundo dados da CNBC.
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) apontou que o Índice de Preços de Alimentos subiu em agosto com aumentos generalizados, liderados justamente pelo açúcar.
Fatores por trás da alta
A FAO atribui a escalada a expectativas de menor produção de beterraba açucareira na União Europeia devido a condições climáticas adversas, preocupações com o impacto do El Niño sobre as perspectivas de produção em países-chave da Ásia, queda na produção brasileira e o anúncio da Índia sobre importação de açúcar bruto sem tarifas.
William Osnato, diretor de pesquisa e análise de commodities da Barchart, disse à CNBC que o dano à safra de beterraba na Europa durante uma onda de calor no verão foi um dos fatores imediatos mais relevantes. A beterraba açucareira é cultivada nas mesmas regiões e época do milho e do trigo, tornando a produção vulnerável a eventos climáticos extremos.
Segundo Osnato, o rali do açúcar reflete uma mudança nas expectativas sobre a oferta global da commodity, com múltiplos fatores de oferta pressionando os preços simultaneamente.
Agregado por AAR News · fonte: CNBC
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