A ação preferencial perpétua de alto rendimento da Strive, negociada sob o código SATA, está próxima de atingir capitalização de mercado de US$ 1 bilhão. A empresa de tesouraria em bitcoin adquiriu 1.375 BTC na semana passada por US$ 109 milhões — preço médio de US$ 79.281 por unidade —, elevando suas reservas totais para 24.531 BTC, avaliadas em aproximadamente US$ 1,96 bilhão.
O CEO Matt Cole informou que a SATA respondeu por 70% do capital levantado pela Strive na semana; os outros 30% vieram de vendas de ações ordinárias. A preferencial oferece dividendos diários a uma taxa anualizada de 13% e continua sendo negociada em torno de seu valor nominal de US$ 100, o que permite à companhia captar recursos adicionais por meio de ofertas no mercado. As ações ordinárias da Strive (ASST) mais que dobraram de preço no último mês e acumulam alta de 56% no acumulado do ano, embora ainda estejam cerca de 90% abaixo da máxima histórica registrada há aproximadamente um ano.
Strategy mantém bitcoin parado e recompra preferencial
A Strive tem superado recentemente a Strategy (MSTR), que acumula queda de 12% em 2025. A Strategy não adquiriu novos bitcoins na semana passada; em vez disso, recomprou outros US$ 176 milhões de STRC, sua ação preferencial de alto rendimento com taxa de 12%, ao mesmo tempo em que dobrou o programa autorizado de recompra de STRC de US$ 1 bilhão para US$ 2 bilhões.
A Strategy não alterou suas reservas de bitcoin, que permanecem em 845.050 BTC. A empresa financiou as recompras de STRC com caixa disponível, sem emitir ações ordinárias, reduzindo seu saldo de caixa em dólares para US$ 1,438 bilhão. A STRC continua sendo negociada abaixo de seu valor nominal de US$ 100.
O que isso significa para o investidor
A divergência de estratégia entre Strive e Strategy ilustra dois caminhos distintos para empresas de tesouraria em bitcoin em momento de volatilidade. A Strive consegue levantar capital de forma eficiente porque sua preferencial SATA mantém-se próxima ao par — investidores recebem dividendo atrativo de 13% ao ano sem sofrer desconto significativo no principal. Isso cria um círculo virtuoso: a empresa capta recursos, compra mais bitcoin e reforça a tese de valorização para o acionista ordinário, que viu ASST subir 56% no ano.
Já a Strategy enfrenta o problema oposto: sua preferencial STRC negocia com desconto em relação aos US$ 100 nominais, sinalizando desconfiança do mercado ou falta de apetite pelo papel. Em vez de emitir ações ordinárias ou preferenciais descontadas para comprar mais bitcoin, a companhia opta por usar caixa para recomprar STRC — movimento defensivo que reduz passivo mas não aumenta exposição ao ativo digital. Com MSTR em queda de 12% no ano, a gestão parece priorizar estabilização do balanço a crescimento agressivo das reservas.
Para quem investe em veículos de exposição a bitcoin via bolsa tradicional, o desempenho relativo das duas empresas reforça a importância de observar não apenas o volume de BTC no balanço, mas a capacidade de levantar capital em condições favoráveis. Segundo dados da TradingView de 08/09/2026 às 20h44 BRT, o bitcoin era cotado a US$ 78.439,29 (queda de 0,84% no dia) — patamar próximo ao preço médio pago pela Strive na semana. Investidores devem acompanhar se a Strategy conseguirá reverter o desconto de STRC e retomar compras de bitcoin, ou se a Strive consolidará vantagem competitiva via custo de capital mais baixo e execução mais ágil.
Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk
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