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Saques de bitcoin de exchanges alimentam aposta em squeeze pós-eleições

Traders monitoram posições vendidas na CME e retirada de moedas para cold storage enquanto eleições de meio de mandato nos EUA geram incerteza

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Operadores de bitcoin estão divididos entre dois movimentos concorrentes: o risco de uma vitória democrata nas eleições de meio de mandato de terça-feira nos Estados Unidos e sinais técnicos de que o ativo pode estar se preparando para uma recuperação. Bilhões de dólares em posições vendidas e uma onda recente de retiradas de exchanges chamam atenção de analistas do setor, segundo reportagem da CoinDesk.

Chris Sullivan, fundador e CEO da Hyperion Decimus, identificou cerca de 29.220 posições vendidas em equivalente a bitcoin na CME, avaliadas em aproximadamente US$ 2,2 bilhões, além de US$ 21,99 bilhões em volume de vendas tomadoras (taker) no período de 24 horas. Esse posicionamento abriu espaço para um possível short squeeze — mecanismo em que a alta de preços obriga vendedores a recomprar posições, o que tende a reforçar ainda mais o movimento de alta.

Hack da Binance embaralha a leitura dos dados

O episódio recente de invasão à Binance, no entanto, tornou mais difícil interpretar esses números. Sullivan apontou que grandes volumes de bitcoin foram retirados das exchanges nesse intervalo e movidos para cold storage, modalidade de autocustódia em que os investidores mantêm os ativos fora das plataformas de negociação.

"So much BTC was pulled off exchanges and into cold storage self-custody", afirmou Sullivan, classificando o movimento como otimista para os preços, ainda que não de forma imediata, segundo a CoinDesk.

Com menos moedas disponíveis nas exchanges, a oferta para venda tende a ficar mais restrita caso a demanda volte a crescer. Sullivan espera que as retiradas, somadas ao posicionamento vendido anterior, sustentem os preços do bitcoin ao longo dos próximos meses.

Indicadores de exaustão vendedora

Sullivan também observou outros sinais de que a recente queda pode estar perdendo força. Segundo ele, o Crypto Fear and Greed Index e outras métricas de exaustão de vendedores mostram padrões semelhantes aos vistos no primeiro recuo de um novo ciclo de alta do bitcoin.

"What we need for confirmation is the 200-day moving average to hold on any additional weakness short term", disse Sullivan à CoinDesk, indicando qual nível técnico os traders devem monitorar nas próximas sessões.

Dados atualizados de posicionamento em futuros são esperados para terça-feira e devem oferecer um retrato mais claro de como os operadores se posicionaram após as retiradas das exchanges. A própria eleição, por sua vez, pode trazer nova rodada de volatilidade ao mercado.

Eleições e legislação cripto

Os mercados de previsão Polymarket e Kalshi colocaram em evidência a possibilidade de os democratas assumirem o controle das duas casas do Congresso americano. Um resultado assim tenderia a travar o avanço do Clarity Act e de outras propostas de legislação voltadas ao setor cripto.

Mark Connors, diretor de investimentos da Risk Dimensions, considera que os investidores estão dedicando tempo demais tentando operar em cima do resultado eleitoral. "All eyes are on Polymarket, Kalshi and early exit polls", disse Connors à CoinDesk, acrescentando que esse é "tempo mal gasto" em sua avaliação, especialmente para uma aposta de fim de ano.

Mesmo em um cenário de vitória democrata nas duas casas, Connors argumenta que a adoção de cripto já conta com respaldo suficiente de reguladores e grandes instituições financeiras para seguir avançando. Ele citou investimentos em negociação 24 horas feitos pela Intercontinental Exchange (ICE) e pela Robinhood, cujas ações (HOOD) eram cotadas a US$ 84,19, além dos esforços de bancos para desenvolver sistemas de pagamento baseados em stablecoins.

Connors destacou ainda que o bitcoin tem se mostrado mais resiliente do que outros ativos de risco tradicionais, num momento em que ações de tecnologia ligadas a gastos com inteligência artificial sofrem pressão. Ele mantém uma visão de alta para o bitcoin, com preço-alvo de US$ 180.000 para 2027 e um cenário-base de US$ 500.000 para 2030.

O que isso significa para o investidor

O episódio se soma a um pano de fundo já tenso para o bitcoin: a cobertura anterior do AAR News mostrou que, logo após os primeiros saques suspeitos da carteira da Binance, grandes traders correram para comprar puts no mercado de opções, segundo rastreamento da plataforma Paradigm. Essa busca por proteção reforça a leitura de que o mercado ainda processa os efeitos do hack de US$ 6,3 bilhões antes de validar qualquer tese de squeeze.

Ao mesmo tempo, casas como Cantor Fitzgerald, TD Cowen e Compass Point já sinalizaram enxergar no ataque uma oportunidade de compra para o setor cripto, avaliação que conversa com o otimismo estrutural defendido por Connors em relação à adoção institucional. Para o investidor brasileiro, isso sugere que o resultado das eleições americanas pode gerar ruído de curto prazo, mas não necessariamente altera a tese de longo prazo sobre o ativo.

Vale observar, no entanto, que o bitcoin era negociado a US$ 76.953,84 em 2 de novembro de 2026, às 16h30 (horário de Brasília), com queda de 1,67% no dia, segundo scanner do TradingView — patamar bem distante das projeções de US$ 180 mil para 2027 citadas por Connors. Quem acompanha o ativo deve monitorar de perto a manutenção da média móvel de 200 dias mencionada por Sullivan, os dados de posicionamento em futuros previstos para terça-feira e o desenrolar da apuração eleitoral, fatores que devem ditar o tom dos próximos movimentos de preço.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos