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Mercado de opções aposta em reviravolta para Palantir e Apple nos balanços

Fluxo de puts dispara antes dos resultados de segunda-feira, com Palantir e Apple descoladas do movimento geral do setor de IA

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O mercado de opções mostra um apetite crescente por apostas pessimistas antes da divulgação de resultados de Palantir e Apple, marcada para a tarde de segunda-feira, segundo reportagem da CNBC. As duas ações vinham seguindo trajetórias distintas do restante do universo ligado à inteligência artificial, mas isso não impediu especuladores de posicionarem suas carteiras para uma possível reversão após os balanços.

Dados da Cboe LiveVol citados pela CNBC mostram que, de 620 mil contratos de opções negociados sobre a Apple até o meio do dia, 385 mil eram puts, com pelo menos 113 mil deles provavelmente iniciados por compradores — ante apenas 64 mil calls adquiridas no mesmo período. Paralelamente, o preço das puts da Apple atingiu o percentil 86 do último ano, segundo a Nations Indexes, contra o percentil 51 para as calls, evidenciando uma precificação mais cara para proteções de baixa.

Apple destoa do Nasdaq

A reportagem destaca que a Apple acumula alta de 25% no ano e, no momento, opera com correlação negativa de 0,65 em relação ao Nasdaq 100, de acordo com dados da plataforma ThinkOrSwim — ou seja, o papel tem se movido, em boa medida, na direção oposta ao índice de tecnologia. As opções da empresa precificam um movimento de pouco menos de 4% para a ação após o balanço, patamar acima da oscilação média de 2,5% registrada nos últimos dois anos, segundo a LiveVol.

Palantir: puts caras e aposta bilionária

No caso da Palantir, o fluxo de opções também pende para o pessimismo, com volume maior de puts do que de calls. Segundo a Nations Indexes, o preço das puts está no percentil 97 do último ano — nível extremo —, enquanto as calls, também caras, ficam no percentil 76.

A CNBC lembra que investidores devem se preparar para uma movimentação expressiva no papel: os formadores de mercado precificam um movimento implícito de 11,5%, acima da média histórica de 10% dos últimos dois anos. A ação já havia disparado quase 30% após o balanço anterior, mas recuou após os resultados divulgados em maio.

A maior operação da sessão de segunda-feira em Palantir, de acordo com a reportagem, foi a abertura de uma nova posição com a compra de cerca de 750 puts in-the-money com strike de 250 dólares e vencimento em meados de fevereiro, totalizando 5,1 milhões de dólares em prêmios.

O que isso significa para o investidor

O desenho das opções sugere que parte do mercado está se protegendo contra quedas tanto em Apple quanto em Palantir, mesmo sendo papéis com dinâmicas recentes diferentes entre si e em relação ao restante do setor de tecnologia. Para o investidor brasileiro com exposição a esses nomes, via ETFs internacionais ou BDRs, o sinal relevante não é a direção da aposta, mas o tamanho do movimento implícito precificado — maior do que a média histórica em ambos os casos, o que indica expectativa de volatilidade elevada no curto prazo.

Vale observar que volume elevado de puts não significa necessariamente previsão de queda: parte dessas posições pode ser hedge de carteiras já compradas no papel, não uma aposta direcional pura. Ainda assim, o fato de os prêmios de puts estarem em percentis tão altos — 86 para Apple e 97 para Palantir — indica que o mercado está disposto a pagar caro por proteção, o que normalmente reflete incerteza elevada em torno do resultado.

Quem acompanha essas teses deve monitorar a reação do mercado nas horas seguintes à divulgação dos balanços, já que o histórico recente de Palantir mostra oscilações bruscas em ambas as direções após resultados — alta expressiva em um trimestre, seguida de queda no trimestre seguinte. Para Apple, a correlação negativa recente com o Nasdaq 100 é um dado a ser observado por quem usa a ação como diversificação dentro de carteiras de tecnologia.

Agregado por AAR News · fonte: CNBC

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos