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Nasdaq sobe 1% e corta prejuízo após pior sessão em 18 meses

Índice de tecnologia avança 1,09% na sexta-feira, mas fecha a semana no vermelho após correção puxada por temores com data centers; CNBC detalha os movimentos

Nasdaq sobe 1% e corta prejuízo após pior sessão em 18 meses
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O Nasdaq Composite fechou a sexta-feira com alta de 1,09%, a 24.579,42 pontos, em um movimento de recomposição depois de uma das piores sessões dos últimos 18 meses. Segundo a CNBC, investidores aproveitaram a queda acentuada de ações de semicondutores para comprar papéis a preços mais baixos, revertendo parte das perdas que haviam colocado o índice em território de correção.

O S&P 500 também avançou, com ganho de 0,31%, encerrando o pregão em 7.376,86 pontos. Já o Dow Jones Industrial Average destoou e recuou 237,33 pontos, ou 0,46%, fechando em 51.285,73 pontos, de acordo com os dados reportados pela emissora americana.

O tombo de quinta-feira que antecedeu a reação

A virada positiva de sexta-feira veio um dia depois de um pregão marcado por vendas pesadas. Segundo a CNBC, temores de uma possível desaceleração na construção de data centers, após vitórias democratas expressivas na Câmara, no Senado e em governos estaduais importantes, pressionaram fortemente os mercados americanos na quinta-feira.

A reportagem descreve que essa onda de vendas levou os três principais índices de Wall Street às suas piores perdas diárias desde abril de 2025. O Nasdaq Composite recuou 5,5% naquele pregão, fechando mais de 10% abaixo de sua máxima mais recente — o que caracteriza, na leitura do mercado, uma correção. O S&P 500, por sua vez, caiu 4,4%, enquanto o Dow perdeu mais de 1.800 pontos, equivalente a 3,4%.

Todos os 11 setores do S&P 500 fecharam em queda naquele dia, mas a CNBC destaca que as ações ligadas à expansão de infraestrutura de inteligência artificial lideraram o movimento de baixa.

Na sessão de sexta-feira, as ações da Micron Technology subiram 5%, depois de um tombo de 17% na quinta-feira. A Nvidia avançou quase 3%, recuperando-se parcialmente de uma queda de 9% no dia anterior e retornando a território positivo no acumulado do ano, segundo a matéria.

Stuart Clark, gestor de portfólio da Quilter, comentou à CNBC por e-mail que a magnitude das quedas em alguns dos maiores nomes do mercado chamou atenção. Para ele, isso evidencia o risco de concentração que se acumulou nos mercados acionários americanos, já que um número relativamente pequeno de ações de tecnologia e semicondutores carrega peso suficiente para que sua fraqueza se traduza rapidamente em quedas expressivas no Nasdaq e no S&P 500.

A reportagem ainda informa que as chamadas 'Magnificent Seven' perderam, somadas, US$ 1 trilhão em valor de mercado apenas na quinta-feira. Na sexta-feira, além da Nvidia, Tesla, Meta Platforms e Alphabet também registraram ganhos.

Pressão política sobre data centers

Segundo a CNBC, lideranças democratas têm defendido a contenção da expansão de data centers desde a vitória eleitoral do partido. A governadora eleita do Texas, Gina Hinojosa — estado apontado como um dos principais polos de data centers do país —, afirmou em entrevista à CNN na noite de quinta-feira que o estado terá leis para proteger os texanos e que é preciso interromper o que vem sendo feito com data centers até que essas proteções existam.

Chris Grisanti, estrategista-chefe de mercado da MAI Capital Management, avaliou à CNBC que os receios dos investidores devem persistir, já que Hinojosa e outros eleitos só assumem seus cargos em janeiro. Ainda assim, ele se disse otimista em relação à inteligência artificial, por acreditar que os acordos relacionados à expansão de infraestrutura acabarão sendo concluídos.

Grisanti declarou que, apesar de agora existir claramente mais um obstáculo após a eleição, o movimento atual é comparável a revoluções industriais anteriores, como as ferrovias e a internet, e que não vai parar. Ele acrescentou não acreditar que o mercado já tenha atingido o fundo, mas que é possível enxergar esse ponto a partir daqui.

Microsoft reduz parceiros neocloud e se afasta da Oracle

O clima relativamente mais positivo de sexta-feira foi moderado depois que pessoas a par do assunto disseram à CNBC que a Microsoft planeja reduzir o número de parceiros neocloud com os quais trabalha.

Um relatório da Bloomberg, citado pela CNBC, informou que a Microsoft está se afastando de um acordo para alugar capacidade de computação de inteligência artificial da Oracle. Segundo a reportagem, que cita pessoas a par da situação, a empresa vem encerrando capacidade computacional alugada da Oracle depois de deixar um contrato expirar.

A CNBC apurou que a Microsoft também avalia reduzir o número de neoclouds que considera parceiras, mantendo relações com alguns fornecedores enquanto constrói infraestrutura própria, de acordo com fontes ouvidas pela emissora. Neoclouds são provedores de computação menores e dedicados a inteligência artificial que, segundo a matéria, vêm enfrentando dificuldades recentemente. A consultoria Gartner projetou em outubro que até 80% dessas empresas podem deixar de operar de forma independente até 2030.

Payroll surpreende e ajuda o apetite por risco

A CNBC relata que os investidores também reagiram ao relatório de emprego mais recente nos Estados Unidos, que veio bem acima do esperado: a criação de vagas não agrícolas em outubro somou 165 mil, muito superior à projeção de 59 mil feita por economistas consultados pela Dow Jones. A taxa de desemprego recuou para 4,1%, quando a expectativa era de estabilidade em 4,2%.

Semana de perdas apesar da recuperação pontual

Mesmo com o repique de sexta-feira, os três principais índices fecharam a semana no vermelho, segundo a CNBC, mesmo após a forte alta registrada na quarta-feira no rastro do resultado eleitoral. O Nasdaq acumulou perda de 3,4% na semana e o S&P 500 recuou 2,7%. O Dow, de 30 ações, teve o melhor desempenho relativo, com queda de 0,9% no período.

A reportagem pondera que, historicamente, correções do Nasdaq costumam ser seguidas por uma recuperação das ações de tecnologia nos três a seis meses seguintes, ainda que a negociação tenda a permanecer volátil no curto prazo.

Setor de tecnologia tem pior semana desde abril de 2025

De acordo com dados reportados pela CNBC, o Technology Select Sector SPDR Fund (XLK) caiu 8% na semana, colocando o fundo a caminho de sua quinta perda semanal consecutiva. Com esse recuo, o XLK caminha para seu pior desempenho semanal desde a semana encerrada em 4 de abril de 2025, quando havia perdido 11,6%.

Energia lidera as perdas setoriais da semana

O setor de energia do S&P 500 caminhava para ser o pior desempenho da semana entre os 11 setores do índice amplo, segundo a CNBC, com perda acumulada de quase 12% no período — quase o dobro do recuo do segundo colocado, tecnologia da informação.

A reportagem associa esses movimentos à queda relevante dos preços do petróleo ao longo da semana, impulsionada por expectativas de investidores de que uma resolução no Oriente Médio poderia ser alcançada e de que as vitórias democratas nas eleições de meio de mandato poderiam dar ao partido margem para pressionar o presidente Donald Trump a encerrar o conflito.

Os futuros do WTI (West Texas Intermediate) eram negociados próximos a US$ 91 por barril, enquanto o Brent operava acima de US$ 98, segundo a matéria. O WTI acumulava queda de 12% na semana, e o Brent recuava 16% no mesmo período.

Bank of America: correção é de avaliação, não de lucros

Um relatório do Bank of America, citado pela CNBC, argumenta que o tombo de quinta-feira na negociação de ações ligadas à inteligência artificial e no mercado mais amplo decorreu mais da compressão dos múltiplos de avaliação do que de projeções de lucro mais fundamentais.

O analista Wamsi Mohan escreveu em nota aos clientes na sexta-feira que a recente venda em ações de hardware de TI expostas à IA veio de múltiplos de avaliação mais baixos, e não de estimativas de lucro mais fracas. Segundo ele, as estimativas de lucro por ação do banco para o ano fiscal de 2028 permanecem no nível do consenso ou acima dele para a maior parte do grupo analisado.

A CNBC observa que diversos analistas vêm descrevendo os mercados acionários americanos como precificados para a perfeição nos últimos meses, o que significa que o boom da negociação em torno de inteligência artificial vinha sustentando preços premium para as ações. Caso a correção de quinta-feira reflita mais uma reavaliação desse prêmio do que uma revisão da matemática de investimentos em capacidade e lucros, isso pode sugerir que o movimento foi mais uma descompressão de curto prazo do que a formação de um piso definitivo, segundo a reportagem.

O que isso significa para o investidor

Para quem acompanha a bolsa americana a partir do Brasil, o episódio reforça um ponto já sinalizado pela cobertura do AAR News sobre a venda generalizada de tecnologia e IA após as eleições de meio de mandato: a concentração em um grupo restrito de ações de tecnologia e semicondutores amplia a sensibilidade dos índices a qualquer ruído regulatório ou político envolvendo data centers. Segundo o scanner da TradingView em 7 de novembro de 2026, às 6h17 (horário de Brasília), o S&P 500 marcava 7.376,86 pontos, com alta de 0,31% no dia, e o Nasdaq estava em 24.579,42 pontos, avançando 1,09% — números que confirmam a recuperação relatada pela CNBC, mas que ainda convivem com uma semana de perdas acumuladas nos três principais índices.

O debate levantado pelo Bank of America sobre a origem da correção — compressão de múltiplos versus revisão de lucros — é um ponto central para quem decide se compra a queda ou espera mais clareza. Se a tese do banco se confirmar, a volatilidade recente tende a ser um ajuste pontual de preço, não um sinal de deterioração dos fundamentos das empresas de IA. Ainda assim, a manutenção da incerteza política em torno de data centers, com normas regulatórias que só devem avançar a partir de janeiro, sugere que o mercado pode seguir reagindo a notícias específicas, estado a estado, nos próximos meses.

O movimento da Microsoft de reduzir parceiros neocloud e recuar em relação à Oracle, somado à projeção da Gartner sobre a fragilidade futura desses provedores, é outro vetor a monitorar: contratos entre hyperscalers e fornecedores menores de computação têm peso direto nas expectativas de capex do setor e podem continuar gerando sobressaltos pontuais em ações específicas, mesmo sem alterar o quadro macro mais amplo.

Por fim, a queda acentuada do petróleo na semana, puxando o setor de energia a um desempenho pior que o da própria tecnologia, mostra que o episódio não ficou restrito a ações de IA. Investidores com exposição a commodities e a ativos ligados ao Oriente Médio devem acompanhar de perto qualquer sinalização concreta sobre o conflito na região, já que movimentos de preço do WTI e do Brent, como os registrados nesta semana, têm potencial de reverberar em carteiras diversificadas, inclusive as com foco em mercados emergentes.

Agregado por AAR News · fonte: CNBC

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos