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Apple e Meta engrossam lista de recusas a ações tokenizadas da OKX-ICE

Com 67 objeções, projeto fica restrito a empresas já ligadas a cripto, como Strategy, Coinbase, Circle e Robinhood

Ler na fonte → CoinDesk

A parceria entre a corretora cripto OKX e a Intercontinental Exchange (ICE), controladora da NYSE, para lançar negociação de ações tokenizadas perdeu mais dois nomes de peso. Apple e Meta Platforms, controladora do Facebook, juntaram-se à lista de companhias que rejeitaram participar da iniciativa, elevando o total de objeções a 67, segundo levantamento da CoinDesk.

Com isso, o grupo de empresas que ainda não manifestou objeção formal ficou reduzido praticamente a companhias que já têm algum vínculo com o setor cripto — um sinal de que o projeto pode nascer bem mais restrito do que o planejado originalmente.

Quem ainda não objetou

Segundo a CoinDesk, Strategy, Coinbase, Circle e Robinhood seguem fora da lista pública de objeções divulgada pela OKX-ICE em aviso datado de quinta-feira, 5 de novembro. Securitize e BitGo também não constam como objetoras — ambas já haviam informado anteriormente à própria CoinDesk que não pretendiam bloquear a tokenização de suas ações.

A decisão dessas empresas deve ser determinante para definir o que, de fato, estará disponível para negociação no mercado baseado em blockchain planejado pela dupla OKX-ICE. Das 62 companhias inicialmente selecionadas pelo projeto, 56 — cerca de 90% do total — já apresentaram objeção, de acordo com a contagem da CoinDesk.

Esse número deixa um ponto de partida bem mais estreito do que o originalmente pretendido, já que a proposta buscava abranger ações de empresas de tecnologia de grande porte, bancos, varejo e indústria.

Novas recusas e o total acumulado

O total de objeções divulgadas chegou a 67, incluindo 11 empresas que estavam fora da seleção original do projeto. As adições de quinta-feira, segundo a CoinDesk, foram Meta, Palantir, S&P Global, KLA e Super Micro Computer. Apple, Home Depot, GE Vernova, Nebius, Boeing e ServiceNow haviam entrado na lista ainda nesta semana.

Como funciona a estrutura regulatória

A OKX-ICE planeja oferecer negociação de ações tokenizadas dos Estados Unidos 24 horas por dia, com liquidação feita em stablecoins. A operação ocorreria sob a chamada "Innovation Exemption" da SEC, isenção de cinco anos que permite a venues qualificados usar market makers automatizados — sistemas que executam negociações por meio de pools de ativos, em vez do tradicional livro de ofertas.

As empresas têm 30 dias corridos após o recebimento da notificação para bloquear a tokenização de suas ações por terceiros não afiliados. Os venues, por sua vez, têm até cinco dias úteis para publicar as objeções recebidas, o que faz a lista pública correr atrás das decisões reais dos emissores.

O prazo para as empresas que constavam do aviso público de 4 de outubro já se encerrou nesta semana, mas a CoinDesk ressalta que a OKX-ICE pode ainda não ter divulgado todas as objeções recebidas até o momento.

Concorrência e expectativa do setor

Enquanto isso, a venue baseada em Canton, chamada TSV, já entrou em operação nesta semana negociando ações tokenizadas da Canton Strategic Holdings, usando uma abordagem patrocinada pelo próprio emissor que dispensa o processo de objeção de 30 dias.

Andrew Cuomo, copresidente da OKX-ICE e ex-governador de Nova York, afirmou durante entrevista coletiva na semana passada que empresas fora da seleção inicial já teriam procurado o projeto para participar, embora não tenha identificado quais nem informado um número. Cuomo também argumentou que a familiaridade do mercado com o novo modelo deve, ao longo do tempo, estimular a adesão.

O que isso significa para o investidor

A lista de objeções reforça um padrão que a cobertura do AAR já vinha apontando: segundo reportagem anterior, Amazon, Tesla e SpaceX também haviam engrossado a fileira de recusas, num movimento que já somava 56 nomes antes mesmo das novas adições de Apple e Meta. O recado para quem acompanha o setor é que o mercado de ações tokenizadas, pelo menos neste formato, tende a nascer concentrado em empresas que já operam no universo cripto — caso de Strategy, Coinbase, Circle e Robinhood —, e não como uma ponte ampla entre Wall Street tradicional e blockchain.

Para o investidor, isso significa calibrar expectativas: a promessa inicial de negociar ações de gigantes como Apple, Boeing ou S&P Global em formato tokenizado perde força a cada nova objeção, e o produto final pode se parecer mais com um nicho cripto do que com uma revolução no acesso a ações americanas. Vale observar paralelamente outros movimentos do setor, como a aposta da ICE em contratos perpétuos via Hyperliquid, mencionada em cobertura recente do AAR, que mostra a operadora da NYSE testando múltiplas frentes para competir com Kalshi e Coinbase no espaço de ativos digitais regulados.

Do ponto de vista macro, o apetite por esse tipo de inovação ocorre num momento em que o S&P 500 opera perto de máximas, cotado a 7.376,86 pontos, alta de 0,31% no dia, segundo o scanner da TradingView em 7 de novembro de 2026 às 6h17 (horário de Brasília) — um pano de fundo de mercado acionário ainda resiliente, que pode tanto acomodar experimentos como o da OKX-ICE quanto reduzir a urgência das empresas tradicionais em aderir a modelos ainda não testados em escala.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos