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Gestor da Matthews Asia diz que China é a 'peça que falta' para exposição a IA

Andrew Mattock, da Matthews Asia, defende que investidores busquem fundos focados na China para capturar o tema de inteligência artificial, já que estratégias amplas de emergentes deixariam a peça chinesa de fora

CNBC

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O gestor de portfólio da Matthews Asia, Andrew Mattock, afirmou que investidores interessados em ampliar a exposição a inteligência artificial deveriam mirar especificamente a China, em vez de recorrer a estratégias genéricas de mercados emergentes.

Segundo Mattock, uma abordagem mais deliberada é necessária porque fundos amplos de emergentes não seriam eficazes para capturar o tema. Em entrevista ao programa 'ETF Edge', da CNBC, esta semana, ele disse que 'investidores precisam estar cientes de que, ao comprar um fundo de mercados emergentes ou um produto genérico ligado ao MSCI... eles não estão obtendo muito disso' e completou que 'a grande peça que falta... é a peça chinesa'.

Mattock observou que empresas da Coreia do Sul e de Taiwan compõem quase metade da carteira do iShares MSCI Emerging Markets ETF (EEM), enquanto o iShares MSCI China ETF (MCHI) careceria de foco em ações ligadas a IA.

O fundo por trás da tese

Mattock comanda o Matthews China Fund (MCHFX), que, segundo o site da gestora, investe pelo menos 80% de seus ativos líquidos em ações ordinárias e preferenciais de empresas localizadas na China. O fundo acumula queda de 4% no ano, segundo o fechamento de sexta-feira, e tem entre suas maiores posições Tencent e Alibaba.

Flashback à aposta de Tepper em 'tudo' na China

O material recorda que a China parece passar por uma mudança relevante na percepção de investidores. O bilionário gestor de hedge fund David Tepper, fundador da Appaloosa Management, voltou a considerar atrativa a segunda maior economia do mundo, dizendo à CNBC em setembro de 2024 que havia comprado mais de 'tudo' relacionado à China.

Proteção contra volatilidade

Já Brendan Ahern, da KraneShares, recomendou que investidores considerem estratégias capazes de proteger carteiras contra oscilações fortes no mercado chinês. Na mesma entrevista, o diretor de investimentos da firma disse: 'gosto da ideia de utilizar opções em torno de alguns desses ETFs... como o KWEB [KraneShares CSI China Internet ETF]'.

Ahern acrescentou que 'por isso alguns desses hedge funds gravitam para esses ETFs. Porque eles conseguem escrever uma call e principalmente se proteger', dando a si mesmos 'alguma proteção contra queda'.

De acordo com a FactSet, o KraneShares CSI China Internet ETF tem as mesmas duas maiores posições do Matthews China Fund: Tencent e Alibaba. No entanto, até o fechamento de sexta-feira, o fundo acumulava queda superior a 27% no ano.

O que isso significa para o investidor

A tese de Mattock aponta para uma diferenciação relevante dentro da categoria de mercados emergentes: quem busca exposição a inteligência artificial via veículos genéricos pode estar, na prática, mais exposto a Coreia do Sul e Taiwan do que à China propriamente dita. Isso reforça a importância de olhar a composição interna de ETFs e fundos antes de assumir que eles entregam o tema desejado.

O contraste de desempenho entre o Matthews China Fund, com queda de 4% no ano, e o KraneShares CSI China Internet ETF, com perda superior a 27% no mesmo período, ilustra como a escolha do veículo específico dentro da China pode gerar resultados bastante distintos, mesmo com posições em comum como Tencent e Alibaba.

A recomendação de Ahern sobre uso de opções para proteção sinaliza que parte do mercado profissional ainda trata ativos chineses como voláteis o suficiente para justificar hedge estruturado, mesmo diante de sinais de apetite renovado, como o movimento relatado de David Tepper em 2024. Para o investidor brasileiro que avalia exposição internacional, o episódio reforça a necessidade de diligência sobre a composição setorial e geográfica de fundos rotulados como 'emergentes' ou 'China', além de considerar instrumentos de proteção diante da volatilidade histórica observada nos números citados.

Agregado por AAR News · fonte: CNBC

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos