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Dino é sorteado relator de ação da CNC contra cronograma do fim da escala 6x1

Confederação do Comércio pede adiamento das duas etapas de transição da redução de jornada aprovada em outubro

Dino é sorteado relator de ação da CNC contra cronograma do fim da escala 6x1
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, foi designado por sorteio como relator de uma ação apresentada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O pedido busca postergar o calendário de fim da escala de trabalho 6x1, definido pela emenda constitucional promulgada em outubro.

A norma reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas, sem redução de salário, mas prevê implementação em etapas. Segundo o texto aprovado, a primeira fase passa a valer 60 dias após a promulgação — ou seja, em 16 de dezembro deste ano —, quando a carga cai para 42 horas semanais e os trabalhadores passam a ter direito a dois dias de descanso remunerado. Um ano depois dessa data, a jornada chega ao limite de 40 horas semanais.

O que a CNC está pedindo

A confederação argumenta que o prazo de 60 dias é insuficiente para que as empresas se adaptem às novas regras, já que a mudança pode exigir contratação de pessoal, reorganização de turnos de trabalho e renegociação de acordos coletivos com sindicatos. Por isso, a entidade pede ao STF que a primeira etapa da transição seja adiada para 16 de outubro de 2027. Já a segunda fase, de redução para 40 horas semanais, deveria ocorrer somente a partir de outubro de 2028, segundo a CNC.

Como chegou até aqui

A emenda constitucional que extingue a escala 6x1 foi promulgada pelo Congresso Nacional em 16 de outubro, em sessão que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A proposta era uma das bandeiras do petista para a disputa à reeleição.

A regulamentação de exceções ao novo regime de trabalho também está em discussão em Brasília. Conforme reportagem do Estadão, o governo entende que não é necessária uma nova Proposta de Emenda à Constituição para tratar das categorias com jornadas diferenciadas — um projeto de lei complementar seria suficiente para isso, segundo a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE).

O texto da emenda já sinaliza que determinadas categorias profissionais, com regimes de trabalho específicos, precisarão de regulamentação própria por lei. Entre os citados estão aeronautas, vigilantes, médicos plantonistas, petroleiros e trabalhadores do setor agropecuário.

Mesmo antes da promulgação da emenda, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) já havia sinalizado que pretende apresentar um projeto paralelo sobre o tema. Segundo ele, é preciso detalhar melhor as especificidades da mudança para evitar efeitos negativos sobre a economia brasileira.

O que isso significa para o investidor

A judicialização do cronograma de transição da escala 6x1 adiciona um fator de incerteza regulatória relevante para setores intensivos em mão de obra, como comércio, serviços e turismo — justamente os representados pela CNC, autora da ação. Enquanto o STF não decide sobre o pedido de adiamento, empresas desses segmentos seguem obrigadas, pelo calendário atual, a se preparar para a primeira mudança já em dezembro deste ano, o que pode pressionar custos operacionais no curto prazo caso a liminar não seja concedida a tempo.

Para investidores com exposição a varejo, redes de serviços e companhias que dependem de escalas de trabalho tradicionais, o desfecho da ação de relatoria de Dino é um ponto a monitorar de perto nas próximas semanas, dado o prazo apertado de 16 de dezembro. Uma eventual concessão de liminar adiando a primeira etapa aliviaria pressões de custo no balanço de 2026 dessas empresas, enquanto a manutenção do calendário original tende a antecipar despesas com contratação e reestruturação de turnos.

Vale acompanhar também o andamento paralelo da regulamentação complementar no Congresso, incluindo o projeto de lei mencionado pela líder do governo no Senado e a proposta alternativa anunciada pelo senador Eduardo Braga. A forma como essas exceções setoriais forem desenhadas pode diferenciar o impacto da mudança entre indústrias — com efeitos potencialmente distintos para aviação, segurança privada, saúde, petróleo e agropecuária, segmentos explicitamente citados como candidatos a regimes diferenciados.

Agregado por AAR News · fonte: InfoMoney

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos