Mercados · Cripto

Zerohash lança ferramenta para simplificar transferências de cripto entre contas

Serviço AUTH dispensa cópia de endereços de carteira e escolha de blockchain; lançamento ocorre em meio a pedido de licença bancária federal

Zerohash lança ferramenta para simplificar transferências de cripto entre contas
CoinDesk

Ler na fonte → CoinDesk

A empresa de infraestrutura cripto Zerohash apresentou um novo serviço chamado AUTH, que permite movimentar ativos digitais entre contas vinculadas sem que o usuário precise copiar endereços de carteira ou selecionar manualmente a rede blockchain utilizada na operação, segundo informações da CoinDesk.

O anúncio foi feito durante a conferência Money20/20, em Las Vegas, e tem como objetivo reduzir etapas no processo de transferência de criptoativos, de acordo com a empresa.

Como funciona o AUTH

Pelo modelo apresentado, o usuário escolhe uma conta ou carteira dentro de um aplicativo que ofereça suporte ao AUTH, faz login e aprova a movimentação. A partir daí, o serviço cuida do roteamento e da liquidação da transação, enquanto cada aplicativo define quais ativos, contas e tipos de transferência são permitidos.

A Zerohash afirma que o AUTH já conta com mais de 600 conexões, sendo quatro delas referentes a contas de corretoras ou exchanges e o restante a carteiras digitais. Segundo a documentação de desenvolvedores da empresa, são 639 carteiras suportadas e quatro contas de exchange ou corretagem integradas. Entre os nomes citados estão Coinbase, Robinhood, Gemini, MetaMask e Phantom. Coinbase, Robinhood e Gemini já estão em operação plena, enquanto a Kraken segue em fase beta.

O AUTH dá suporte a criptomoedas, stablecoins e também a valores mobiliários baseados em blockchain, como tokens de ações, segundo a Zerohash.

Ryan Beaudry, que atuará como gerente-geral do AUTH e já foi vice-presidente executivo global de produto e operações de open finance na Mastercard, comentou o lançamento em comunicado: "Onchain rails scale when users stop thinking about the underlying technology", afirmou, acrescentando que usabilidade, confiança e controle são o ponto de inflexão para a adoção em massa.

Alex LaPrade, CEO de uma carteira não custodial de Ethereum e multichain com ampla base de usuários, disse que as transferências para carteiras historicamente exigiam verificações repetidas de endereço e pagamentos de teste — um dos principais pontos de atrito que o AUTH busca eliminar, segundo ele.

Licença bancária federal em disputa

O lançamento do produto ocorre em um momento em que a Zerohash tenta avançar em sua situação regulatória nos Estados Unidos. Em julho, o Office of the Comptroller of the Currency (OCC) devolveu o pedido da empresa para obtenção de uma licença de trust bank nacional — medida adotada pelo órgão quando considera que uma solicitação apresenta deficiências materiais.

A Zerohash classificou a devolução como parte de um processo administrativo e reapresentou um pedido mais restrito em 18 de agosto, que segue pendente de análise pelo regulador.

Histórico da empresa

Fundada em 2017 e sediada em Chicago, a Zerohash afirma ter presença regulatória global, com operações na União Europeia, América Latina, Bermudas e Estados Unidos, além de entidades regularizadas em 51 jurisdições norte-americanas, segundo informações de seu próprio site.

A empresa já esteve em negociações de aquisição com a Mastercard, movimento que não avançou ainda neste ano. Na época, segundo relatos, a Zerohash também buscava captar US$ 250 milhões a uma valuation de US$ 1,5 bilhão.

O modelo de negócio da empresa é baseado em conexões via API e ferramentas para desenvolvedores: a Zerohash assume a custódia dos ativos, compliance, liquidez, liquidação financeira e conectividade com blockchains para as empresas parceiras. Entre os clientes que utilizam essa infraestrutura está a E*Trade, unidade da Morgan Stanley.

O que isso significa para o investidor

O movimento da Zerohash se insere em uma tendência mais ampla do setor cripto: reduzir fricção operacional para tornar transferências de ativos digitais mais próximas da experiência de sistemas de pagamento tradicionais. Para investidores institucionais e gestores que acompanham infraestrutura cripto, a expansão de conexões com exchanges como Coinbase, Robinhood e Gemini, somada à integração com clientes como a E*Trade, sinaliza tentativa de consolidar presença em um mercado competitivo de custódia e liquidação.

A pendência regulatória junto ao OCC, no entanto, é um ponto de atenção relevante. O fato de o primeiro pedido de licença de trust bank ter sido devolvido por deficiências materiais, mesmo com reapresentação em formato mais restrito, mostra que a obtenção de uma estrutura bancária federal regulada nos EUA ainda não está garantida — e isso pode afetar a capacidade da empresa de expandir operações customizadas para instituições financeiras maiores.

Vale observar que o contexto de mercado cripto segue sensível a movimentos de preço: segundo dados do TradingView referentes a 19/10/2026, às 13h31 BRT, o Ethereum era cotado a US$ 2.396,81, com variação de −0,49% no dia — um lembrete de que, independentemente de avanços em infraestrutura e usabilidade, o apetite por ativos digitais continua atrelado à volatilidade típica da classe.

Para investidores de perfil mais especulativo, episódios como as negociações de aquisição frustradas com a Mastercard e a busca por capitalização a valuation elevada reforçam que empresas de infraestrutura cripto seguem em fase de consolidação, com modelos de receita ainda em maturação e dependentes de parcerias estratégicas e aprovações regulatórias para ganhar escala.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos