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Wall Street recupera fôlego com ações de IA antes de balanços decisivos

S&P 500 e Nasdaq avançam na segunda-feira após pior semana desde junho, enquanto petróleo em queda e balanços de peso movimentam o pregão

Wall Street recupera fôlego com ações de IA antes de balanços decisivos
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Os principais índices de tecnologia de Nova York abriram a semana em recuperação. Segundo a Reuters, papéis ligados à inteligência artificial se reergueram após a forte liquidação registrada na semana anterior, enquanto o recuo nos preços do petróleo adicionava fôlego ao mercado em um dia marcado pela expectativa de resultados corporativos relevantes.

A reportagem lembra que, na sexta-feira, tanto o S&P 500 quanto o Nasdaq Composite haviam fechado a pior semana desde o fim de junho. O movimento refletiu o temor de que juros mais elevados pudessem limitar os investimentos bilionários em infraestrutura de inteligência artificial, pressão que atingiu em cheio o setor de tecnologia — sobretudo as companhias que operam centros de dados.

Ainda conforme a Reuters, por trás da onda vendedora está uma dúvida crescente entre investidores sobre como será bancada a cara expansão da IA, tema que tem colocado sob holofote justamente as empresas que vêm sustentando a atual fase de alta prolongada do mercado americano, já com quatro anos de duração.

Dow Jones destoa com quedas pontuais

Enquanto os índices de tecnologia avançavam, o Dow Jones seguia em território negativo, puxado para baixo por recuos discretos em JPMorgan Chase, Sherwin-Williams e Visa, aponta a reportagem. A coincidência de datas chamou atenção: o pregão ocorreu no aniversário de 39 anos da chamada "Segunda-feira Negra", episódio de 1987 em que o Dow desabou 22,6% em uma única sessão.

Chips lideram a reação

Entre as fabricantes de semicondutores, a Broadcom valorizava 2,2% e a Micron chegava a subir 4,3%, segundo os números citados pela Reuters. O Índice de chips da Filadélfia avançava 2,5%, movimento que o colocava a caminho de interromper uma sequência de oito pregões consecutivos de perdas — a mais longa desde outubro de 2008.

A Amazon também se destacava, com ganho de 2,3%, impulsionada pela decisão do Morgan Stanley de elevar a gigante de comércio eletrônico e computação em nuvem à condição de sua escolha preferida entre as ações do setor.

CoreWeave ganha respaldo do Goldman Sachs

A CoreWeave, operadora de data centers que vinha sendo um dos epicentros da turbulência recente, recebeu elevação de recomendação do Goldman Sachs, que passou a classificar o papel como compra — até então a avaliação era neutra. O banco argumentou que a recente derrocada abriu uma oportunidade de entrada. Na última cotação mencionada pela reportagem, as ações subiam 0,2%, depois de terem desabado mais de 25% na semana anterior em meio a preocupações com uma dívida de US$ 50 bilhões da companhia.

"Não acho que isso tenha acabado"

Sam Stovall, estrategista-chefe de investimentos da CFRA Research, avaliou que a venda generalizada de ações de tecnologia na semana passada — motivada pela alta das taxas de juros somada aos problemas da CoreWeave — gerou um abalo no mercado. "Não acho que isso tenha acabado ainda", disse ele à Reuters. Stovall acrescentou que os balanços corporativos desta semana serão decisivos, já que os investidores buscarão identificar quais companhias estão mais expostas a esse risco.

Semana cheia de resultados

A reportagem antecipa resultados de peso nos próximos dias: a expectativa é que a Meta supere as projeções de Wall Street quando divulgar seu balanço na quarta-feira, mesma data em que a Tesla, de Elon Musk, também apresentará seus números. A SpaceX, por sua vez, deve divulgar seus resultados na terça-feira.

Os números do pregão

Por volta das 10h52 no horário de Brasília, o Dow Jones Industrial Average recuava 0,20%, cotado a 51.900,39 pontos. Já o S&P 500 avançava 0,45%, a 7.693,71 pontos, e o Nasdaq Composite subia 0,95%, a 26.389,16 pontos. A reportagem destaca que, apesar de a maior parte das companhias do S&P 500 operar no vermelho, o setor de tecnologia — de peso elevado no índice — liderava os ganhos, com avanço de 1,2%.

No mercado de commodities, os futuros do petróleo Brent recuavam 1,3%, cotados perto de US$ 108 o barril, movimento associado pela Reuters à decisão do presidente americano Donald Trump de suspender parte das sanções impostas à Rússia.

O que isso significa para o investidor

A cobertura anterior do AAR News já havia registrado que o Nasdaq recuou mais de 2% na semana passada em meio a dúvidas sobre o endividamento ligado à expansão da inteligência artificial, e que os futuros americanos abriram domingo em alta cautelosa, num movimento de compra na baixa. O pregão desta segunda-feira confirma, em parte, essa leitura: a recuperação de chips e de nomes como Amazon e CoreWeave sugere apetite por risco entre investidores que veem o recuo recente como oportunidade, mas a fala de Sam Stovall indica que o episódio ainda não está encerrado.

Segundo o scanner da TradingView, às 13h31 (horário de Brasília) desta segunda-feira o S&P 500 operava a 7.709,96 pontos, com alta de 0,66% no dia, enquanto o Nasdaq avançava 1,55%, a 26.545,24 pontos — números que mostram a continuidade do movimento de recuperação observado também mais cedo no pregão, segundo a Reuters.

Para quem investe no Brasil, o episódio reforça a necessidade de acompanhar de perto o calendário de balanços desta semana, especialmente de Meta, Tesla e SpaceX, como termômetro para saber se a confiança no ciclo de investimentos em IA se sustenta. A elevação de recomendação da CoreWeave pelo Goldman Sachs e a recuperação do Índice de chips da Filadélfia também são sinais a monitorar, já que indicam se o mercado está disposto a separar empresas mais endividadas das que têm fundamentos mais sólidos dentro do mesmo setor.

Por fim, o pano de fundo macro — juros mais altos pressionando ativos de crescimento e o petróleo reagindo a decisões geopolíticas como a suspensão de sanções à Rússia — segue sendo uma variável relevante para carteiras expostas a tecnologia americana e a commodities, exigindo cautela adicional até que os resultados corporativos da semana tragam mais clareza sobre a saúde financeira das empresas mais vulneráveis citadas pelo mercado.

Agregado por AAR News · fonte: InfoMoney

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos