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Verizon tem pior dia desde 2002 após SpaceX fechar acordo de espectro nos EUA

Ação da operadora cai 8,75% e lidera tombo do setor depois que a empresa de Elon Musk anunciou compra de portfólio de espectro para expandir o Starlink ao celular

Verizon tem pior dia desde 2002 após SpaceX fechar acordo de espectro nos EUA
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As ações de telecomunicações dos Estados Unidos tiveram uma sexta-feira de forte pressão depois que a SpaceX, de Elon Musk, anunciou um acordo para adquirir um portfólio nacional de espectro de radiofrequência. O movimento é interpretado pelo mercado como um passo concreto da empresa para transformar o Starlink, seu serviço de internet por satélite, em uma oferta de conexão móvel capaz de competir diretamente com as operadoras tradicionais.

O impacto nos preços das ações foi imediato e expressivo. A Verizon fechou o pregão com queda de 8,75%, seu pior desempenho diário desde julho de 2002. A T-Mobile recuou 13,27%, no pior dia desde 2013, enquanto a AT&T caiu 9,81%, também registrando sua pior sessão desde 2000. Em contraste, os papéis da SpaceX subiram cerca de 1% no dia.

O acordo de espectro

Segundo comunicado divulgado pela SpaceX na quinta-feira, a operação envolve a compra de espectro da Grain Management. A empresa descreveu o ativo como um portfólio de licenças de até 14 megahertz de espectro pareado na faixa de 800 MHz. Essa faixa de frequência é relevante porque amplia a capacidade da SpaceX de oferecer conectividade móvel terrestre, somando-se à infraestrutura de satélites já existente da companhia.

Regulador vê 'boa notícia' para o consumidor

O presidente da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC), Brendan Carr, cuja agência será responsável por aprovar a transação, afirmou em entrevista à CNBC que o aumento da competição no mercado de espectro é algo positivo. Segundo ele, a expectativa é que algo em torno de US$ 100 bilhões em espectro cheguem ao mercado nos próximos dois anos, em meio a um cenário de maior disputa entre as empresas.

Carr também comentou a reação do mercado acionário ao anúncio. Segundo ele, é natural que haja movimentos de preço quando empresas buscam competir e inovar, e cabe ao mercado, e não ao regulador, determinar vencedores e perdedores nesse processo.

Analistas divergem sobre o impacto real

Casas de análise que cobrem a SpaceX reagiram de forma favorável ao acordo. A Evercore ISI escreveu que a empresa agora tem o esboço de uma rede real, somando-se às capacidades de satélite que já possui. O JPMorgan, por sua vez, avaliou que a aquisição torna mais crível a oportunidade de longo prazo do Starlink Mobile.

Apesar do otimismo com a SpaceX, o próprio JPMorgan ponderou que o risco de curto prazo para as operadoras tradicionais de telefonia móvel nos Estados Unidos segue limitado, dado o tempo, a infraestrutura e o capital necessários para construir uma rede terrestre competitiva, segundo nota divulgada na sexta-feira.

Agregado por AAR News · fonte: CNBC

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