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Venda forçada tira US$ 1,53 bi em apostas alavancadas após brecha na Binance

Quase 84% das liquidações eram apostas na alta de bitcoin, ether e XRP; Binance concentrou quase metade do total, segundo CoinGlass via CoinDesk

Venda forçada tira US$ 1,53 bi em apostas alavancadas após brecha na Binance
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Uma onda de liquidações forçadas varreu o mercado de criptomoedas nas últimas 24 horas, somando US$ 1,53 bilhão em posições encerradas à força, segundo dados da CoinGlass citados pelo CoinDesk. O movimento foi deflagrado pela queda de preços que se seguiu à violação de segurança divulgada pela Binance.

Do total liquidado, cerca de US$ 1,29 bilhão correspondia a posições compradas — apostas de que os preços continuariam subindo —, o equivalente a 83,8% do montante geral. A exchange estimou que a brecha afetou US$ 6,3 bilhões em ativos, prometeu cobrir eventuais perdas dos usuários e suspendeu depósitos e saques enquanto realiza verificações de segurança.

Concentração nas últimas horas

A maior parte das perdas ocorreu num intervalo recente de 12 horas, período que respondeu por aproximadamente US$ 1,37 bilhão em liquidações, dos quais US$ 1,23 bilhão em posições compradas. O bitcoin chegou a cair para cerca de US$ 76.460 antes de se recuperar na direção de US$ 78.500, segundo o CoinDesk.

O ether negociava perto de US$ 2.240 depois de ter recuado abaixo de US$ 2.200, enquanto solana (SOL), XRP e dogecoin também operavam em queda no período, de acordo com a reportagem.

Como funciona a liquidação forçada

Em operações alavancadas, o trader deposita apenas uma fração do valor total da posição como garantia. Quando o preço se move o suficiente contra essa aposta, a corretora encerra a operação automaticamente para conter perdas adicionais. O fechamento de posições compradas costuma gerar ordens de venda, o que intensifica a pressão baixista num mercado que já está caindo, explica o CoinDesk.

Por ativo, bitcoin respondeu por cerca de US$ 499 milhões em liquidações e ether por mais US$ 358 milhões, juntos somando mais da metade do total. Solana veio em seguida, com US$ 82,6 milhões, XRP com US$ 38,1 milhões e dogecoin com US$ 18,6 milhões.

Binance concentra quase metade das liquidações

Entre as corretoras, a própria Binance registrou US$ 754,6 milhões em fechamentos forçados, ou 49,2% do total do mercado — dos quais cerca de US$ 670,6 milhões vieram de posições compradas. A Hyperliquid apareceu na sequência, com US$ 251,4 milhões, seguida pela Bybit, com US$ 186,5 milhões. A maior liquidação individual rastreada pela CoinGlass foi uma posição comprada em bitcoin de US$ 11 milhões, fechada na própria Binance.

Recuperação começa a pegar vendidos

Com o início da recuperação dos preços, o quadro passou a penalizar também quem apostava em novas quedas. Nas últimas quatro horas mencionadas pelo CoinDesk, posições vendidas responderam por US$ 57,3 milhões dos US$ 85 milhões liquidados no período. Na última hora, essa proporção chegou a cerca de 95%, com US$ 20,6 milhões de US$ 21,6 milhões em liquidações vindos de posições vendidas.

Fechar uma posição vendida exige recomprar o ativo, de modo que traders surpreendidos por uma recuperação acabam, eles mesmos, contribuindo para empurrar os preços ainda mais para cima ao saírem da operação — um efeito espelhado ao que ocorreu horas antes com os comprados.

O que isso significa para o investidor

O episódio reforça um padrão já discutido na cobertura do AAR sobre o ataque à Binance: mercados cripto altamente alavancados amplificam qualquer choque de confiança, transformando um evento de segurança em uma cascata de liquidações que atinge tanto otimistas quanto pessimistas em questão de horas. Para quem opera com margem nesse mercado, o episódio é um lembrete de que a exposição alavancada pode ser zerada de forma automática e rápida, independente da direção da aposta.

Vale notar que o próprio bitcoin seguia pressionado na tarde desta sexta-feira: às 16h58 (horário de Brasília) de 30/10/2026, era cotado a US$ 76.784,90, com queda de 1,42% no dia, segundo o scanner da TradingView — patamar próximo à mínima intraday mencionada pelo CoinDesk durante o pico das liquidações.

Para investidores de perfil mais conservador, o episódio reforça a importância de distinguir exposição direta a criptoativos de exposição a infraestrutura de negociação, já que boa parte do estresse recente teve origem operacional na própria exchange, não apenas em fundamentos de preço. Acompanhar se a Binance cumprirá a promessa de cobrir perdas e normalizar depósitos e saques será o próximo indicador relevante para avaliar se o episódio fica restrito a um choque pontual de liquidez ou se contamina a confiança do mercado de forma mais duradoura.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos