O SRP Americas Awards, uma das principais referências internacionais para o mercado de operações estruturadas, divulgou os vencedores de sua edição 2026. A premiação avalia instituições financeiras, plataformas de distribuição e prestadores de serviços que se destacaram ao longo do ano em inovação, desempenho e contribuição para o amadurecimento do setor, com recortes específicos para América do Norte e América Latina.
Entre os destaques brasileiros, o UBS Brasil levou o reconhecimento de produto mais inovador do país com uma nota estruturada batizada de Brazil Onshore Issuer-Callable Credit-Linked. Já a XP foi eleita a melhor operação do ano em toda a América Latina, com uma nota estruturada que oferece potencial de valorização atrelado ao desempenho do ETF que replica o S&P 500.
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Na frente de iniciativas educacionais, o destaque foi a Stifel EDGE Conference, promovida pela Stifel. No segmento de ETFs estruturados, a Calamos Investments levou o prêmio de melhor solução, enquanto a MONEX foi reconhecida por sua plataforma integrada voltada a notas estruturadas.
Entre os índices usados como referência para produtos estruturados, o BNP Paribas apresentou uma solução multiativos diversificada que recebeu o reconhecimento de índice do ano na categoria de produtos estruturados. Já no segmento de anuidades indexadas, o destaque coube a um índice de estabilização ligado ao S&P 500. O UBS, por sua vez, foi premiado pela série Engle Index em pesquisa e inovação de índices.
No recorte por país, o Canadá teve como operação do ano um produto de investimento garantido da Desjardins, enquanto nos Estados Unidos a nota vencedora foi uma estrutura de três anos batizada Catapult, do Goldman Sachs. Na América Latina, como já mencionado, a vitória ficou com a XP. Nas categorias de anuidades, a Athene foi reconhecida na modalidade de anuidades indexadas fixas, e a Nationwide levou o prêmio de melhor operação em anuidades vinculadas a índice registradas, com estratégia baseada no Growth Fund of America.
A Calamos repetiu presença entre os vencedores ao ser apontada como responsável pela inovação do ano em ETF estruturado, com um produto autocallable de perfil de crescimento. Nos produtos mais inovadores por país, os Estados Unidos tiveram reconhecido um índice de aceleração do setor de tecnologia, enquanto o México teve premiada uma nota com proteção de capital vinculada a um índice global de sentimento de analistas. No Brasil, a vitória nessa categoria coincidiu com o prêmio do UBS já citado.
Nas categorias que reconhecem profissionais, Thomas Laborderie, do HSBC, foi eleito profissional revelação, e Mary-Beth Dvorak, da FirstTrust Portfolios, recebeu o título de personalidade do ano.
Prestadores de serviços
Entre os provedores de índices, a S&P Dow Jones Indices foi reconhecida nos Estados Unidos e a Solactive no Canadá, além de ter sido apontada como melhor provedora de índices temáticos. O Scotiabank levou o prêmio de melhor provedor de índices proprietários, enquanto o J.P. Morgan foi eleito melhor provedor de hedge para operações indexadas.
No campo de plataformas, o BBVA, com sua ferramenta ePricer, foi reconhecido como melhor plataforma de emissor único, e a iCapital levou o prêmio de melhor plataforma multiemissor. A Luma Financial Technologies foi apontada como melhor provedora de tecnologia para o setor, e a Bloomberg recebeu o reconhecimento de melhor provedora de precificação e análise de risco.
A New York Stock Exchange foi eleita melhor bolsa de valores do período avaliado, e o escritório Mayer Brown LLP levou o prêmio de melhor escritório de advocacia atuante no segmento. Já o Goldman Sachs, além de vencer na categoria de operação do ano nos Estados Unidos, também foi reconhecido como melhor provedor de hedge de forma geral.
Melhor instituição
Na categoria que elege a melhor instituição financeira do setor por país, o Santander foi o vencedor no Brasil. No Canadá, o reconhecimento foi dividido entre o Scotiabank, na modalidade de produtos com principal em risco, e a Desjardins, na modalidade de produtos com principal protegido.
O que isso significa para o investidor
Prêmios como o SRP Americas Awards funcionam como termômetro de onde está concentrada a inovação no mercado de produtos estruturados, um segmento que no Brasil tem ganhado espaço entre gestoras e bancos como alternativa de diversificação para investidores de maior patrimônio. A presença de UBS Brasil, XP e Santander entre os reconhecidos reforça que o país segue como praça relevante para esse tipo de produto na América Latina.
Vale lembrar que o mercado de crédito estruturado em geral tem estado sob maior atenção global recentemente: segundo cobertura anterior do AAR News, de 11 de outubro de 2026, o mercado de junk bonds nos Estados Unidos vinha mostrando sinais de alerta, com elevação de yields e spreads de crédito nas faixas mais arriscadas, ainda que analistas descartassem um cenário de pânico generalizado.
Para o investidor brasileiro que avalia notas estruturadas e produtos vinculados a índices internacionais, como o S&P 500 — negociado a 7.805,45 pontos, com variação de -0,02% no dia, segundo scanner da TradingView em 13 de outubro de 2026 às 21h22 BRT —, o cenário pede atenção redobrada à qualidade de crédito do emissor e às condições de proteção embutidas em cada estrutura, especialmente em produtos com barreiras de capital ou gatilhos de autocall.
O reconhecimento de plataformas tecnológicas e provedores de precificação também sinaliza um movimento de profissionalização e maior transparência na distribuição desses produtos, o que tende a beneficiar o investidor final ao ampliar o acesso a ferramentas de análise de risco antes restritas a grandes instituições.
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