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Strategy se aproxima de cruzamento dourado semanas após sinal do bitcoin

Ação da maior acumuladora pública de bitcoin pode confirmar golden cross já nesta segunda-feira, segundo a CoinDesk

Strategy se aproxima de cruzamento dourado semanas após sinal do bitcoin
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A Strategy, negociada sob o ticker MSTR a US$ 138,31 e maior detentora corporativa de bitcoin listada em bolsa, está próxima de registrar um golden cross em seu gráfico de preços — semanas depois de o próprio bitcoin ter exibido o mesmo sinal técnico. A informação é da CoinDesk, que destaca o movimento como potencial indicador de mudança de momentum para a ação.

O golden cross ocorre quando a média móvel de 50 dias de um ativo ultrapassa a média móvel de 200 dias. Parte dos investidores técnicos interpreta essa transição como um sinal de virada altista que pode anteceder rallies prolongados.

A Strategy detém atualmente US$ 69,81 bilhões em bitcoin em seu balanço, e o cruzamento técnico poderia se confirmar já na segunda-feira, conforme a CoinDesk.

Dois precedentes históricos

Desde que a companhia começou a comprar bitcoin para seu balanço, em agosto de 2020, o ativo registrou apenas duas ocorrências anteriores de golden cross — e ambas foram seguidas por altas expressivas, segundo o levantamento da CoinDesk.

O primeiro cruzamento aconteceu em 15 de setembro de 2020, com a ação em cerca de US$ 15,57. A partir daí, a Strategy subiu até US$ 127,29 em fevereiro de 2021, avanço de 717%. Um death cross — o sinal oposto, de baixa — surgiu em janeiro de 2022, quando a ação estava em US$ 46,83, ainda o triplo do valor registrado no dia em que o sinal altista apareceu pela primeira vez.

O segundo golden cross ocorreu em 2 de março de 2023, com a ação em US$ 25,29. As ações atingiram pico de US$ 473,83 em novembro de 2024, alta de 1.774%. Quando o death cross surgiu em outubro de 2025, a MSTR estava em US$ 328,40, ainda 1.199% acima do patamar inicial.

Um sinal nem sempre confiável

A CoinDesk pondera que o indicador está longe de ser infalível. Segundo dados analisados pelo veículo, desde 1999 a ação já registrou 19 golden crosses. Em 11 dessas ocasiões a ação estava mais alta três meses depois, e em apenas 10 casos o ganho se sustentou ao longo de 12 meses.

Isso representa uma taxa de acerto de 50%. O retorno mediano em 12 meses foi de apenas 3,3%, e os dois piores cruzamentos, registrados em 2001 e 2007, foram seguidos por uma perda de 61%, de acordo com a reportagem.

Bitcoin já confirmou o próprio sinal

Desde que o bitcoin confirmou seu golden cross em 8 de setembro, a criptomoeda subiu quase 5%, para US$ 82.000, estendendo a recuperação iniciada a partir das mínimas de julho, abaixo de US$ 60.000. O preço chegou a superar US$ 87.000 no início deste mês, segundo a CoinDesk.

A publicação ainda não confirma se a Strategy seguirá o mesmo caminho do bitcoin, mas destaca que o cruzamento das médias móveis de 50 e 200 dias segue uma ruptura de linha de tendência — outro desenvolvimento classificado como altista no material analisado.

Outros destaques do radar cripto

A CoinDesk também listou movimentos relevantes no noticiário do dia. Nos Estados Unidos, companhias como Broadcom, Verizon e UnitedHealth integram um grupo de nove empresas que se opõem à inclusão de suas ações em uma plataforma de tokenização ligada à OKX e à ICE, sob um arcabouço regulatório da SEC. A Nasdaq também rejeitou a tokenização de suas próprias ações sob essa estrutura, citando preocupações com transparência de preços e reporte de negociações.

No mercado de stablecoins, a firma de análise Allium estimou US$ 482 bilhões em pagamentos até setembro, alta anual de 45%, mesmo com pouca expansão do volume em circulação — um sinal, segundo a CoinDesk, de que empresas como Visa, Mastercard e Stripe estão conectando cripto a fluxos de caixa tradicionais.

A reportagem ainda menciona o crescimento dos chamados crypto vaults, com depósitos superando US$ 10 bilhões, ante US$ 4 bilhões no início de 2025, conforme dados citados do Financial Times, à medida que investidores buscam retornos maiores em stablecoins — movimento que já atraiu atenção de reguladores nos Estados Unidos e na Europa quanto à supervisão dos gestores dessas estratégias.

O que isso significa para o investidor

O possível golden cross da Strategy chega num momento em que o bitcoin já havia validado o mesmo padrão técnico semanas antes, com a criptomoeda cotada a US$ 81.887,95 às 13h31 (BRT) desta segunda-feira, variação de −0,18% no dia, segundo o scanner da TradingView. A correlação entre o desempenho da ação e o do ativo que ela acumula no balanço torna o movimento de MSTR um reflexo direto da trajetória do bitcoin, mais do que um sinal independente sobre a operação da companhia.

Vale lembrar que o histórico de golden crosses da própria ação, conforme os dados citados pela CoinDesk, mostra taxa de acerto de apenas 50% em horizontes de três e doze meses, com retorno mediano modesto de 3,3% — e também episódios de perdas superiores a 60%. Isso recomenda cautela a quem interpreta o sinal técnico como garantia de valorização, especialmente após uma sequência recente de volatilidade no mercado cripto, incluindo as liquidações forçadas que atingiram bitcoin, ether e XRP noticiadas pelo AAR News em 15 de outubro.

Para o investidor brasileiro exposto a ativos digitais ou a ações ligadas a bitcoin, o episódio reforça a necessidade de acompanhar tanto o desempenho do bitcoin quanto o apetite por risco em bolsas americanas — o Nasdaq operava em alta de 1,55% no dia, a 26.545,24 pontos, segundo a TradingView, sugerindo ambiente ainda favorável a ativos de maior risco. A confirmação ou não do cruzamento técnico na Strategy nos próximos dias, e sua reação de preço subsequente, será um indicador a observar para quem monitora o apetite por exposição indireta a bitcoin via mercado acionário.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos