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Schroders leva fundo de bônus de mercados emergentes para a Solana

Gestora britânica, com US$ 1,1 trilhão sob gestão, tokeniza estratégia de renda fixa emergente em parceria com a Centrifuge

Schroders leva fundo de bônus de mercados emergentes para a Solana
CoinDesk

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A gestora britânica Schroders anunciou a tokenização de sua estratégia de bônus de mercados emergentes, em parceria com a especialista em tokenização Centrifuge, segundo reportagem da CoinDesk. A iniciativa representa a primeira movimentação da gestora na blockchain Solana e amplia sua presença no universo de investimentos tokenizados.

Com isso, investidores poderão deter cotas tokenizadas de um fundo alimentador que aplica recursos no fundo de bônus subjacente da Schroders, com o valor das cotas acompanhando o valor patrimonial líquido do fundo original. O movimento se soma a iniciativas recentes de tokenização por parte de outras grandes gestoras, como Federated Hermes e o braço de gestão de ativos da New York Life, num processo que, segundo a CoinDesk, expande a tokenização de Wall Street para além dos fundos do mercado monetário.

A Schroders, gestora global sediada em Londres e fundada há mais de 200 anos, geria US$ 1,1 trilhão (£ 867,8 bilhões) em ativos até junho, conforme dados citados pela reportagem. A empresa informou nesta quarta-feira que trabalha com a Centrifuge para tokenizar sua estratégia Schroder International Selection Fund Emerging Market Bonds.

Essa estratégia investe em dívida emitida por governos e empresas de economias emergentes, oferecendo aos investidores exposição a mercados e moedas além dos Estados Unidos e da Europa. Segundo a matéria, a Schroders administra dívida de mercados emergentes há mais de 50 anos e conta com mais de 40 profissionais de investimento dedicados a essa classe de ativos.

Tokenização além dos fundos de mercado monetário

A movimentação da Schroders ilustra como a onda de tokenização entre grandes gestoras globais vem se expandindo para além dos produtos de caixa que dominaram o crescimento inicial do setor. Títulos do Tesouro americano e fundos de mercado monetário tokenizados ganharam espaço como forma de os investidores obterem rendimento sobre caixa enquanto movimentam ativos entre redes blockchain. Segundo dados da RWA.xyz citados pela CoinDesk, esses produtos ainda representam US$ 14 bilhões dentro de um mercado total de ativos do mundo real tokenizados estimado em US$ 39 bilhões.

Os bônus de mercados emergentes propõem uma dinâmica diferente, com retornos atrelados à qualidade de crédito dos tomadores, a movimentos cambiais e às condições econômicas de países em desenvolvimento.

"Até agora, a renda fixa onchain foi construída majoritariamente em torno de caixa e títulos públicos de curta duração", afirmou Anil Sood, diretor de estratégia e crescimento da Centrifuge, em declaração citada pela reportagem. Segundo ele, "a dívida de mercados emergentes introduz uma fonte de risco e retorno fundamentalmente diferente".

A Centrifuge, que mantém mais de US$ 750 milhões em ativos tokenizados em sua plataforma, fornece a infraestrutura para emissão e gestão desses ativos. De acordo com a CoinDesk, o fundo SISF é juridicamente um fundo alimentador com uma classe de cotas onchain: ele investe no Emerging Market Bond Fund da Schroders, e os investidores detêm cotas tokenizadas do fundo alimentador, não diretamente do fundo original da gestora.

"À medida que o ecossistema financeiro digital se desenvolve, também reconhecemos a importância de trazer oportunidades relevantes de dívida de mercados emergentes para onchain, ajudando a tornar essa classe de ativos mais acessível e preparada para o futuro", disse John Mensack, diretor sênior de investimentos em renda fixa da Schroders, em comunicado reproduzido pela reportagem.

O movimento marca a estreia da Schroders na blockchain Solana, mas não é sua primeira iniciativa de tokenização. Em agosto, a gestora obteve aprovação regulatória na Irlanda para sua primeira classe de cotas tokenizada de um fundo de mercado monetário em dólar, batizado de Schroders Onchain Active Returns (SOAR).

"A chegada de uma gestora como a Schroders marca um novo estágio para os mercados de capitais onchain", disse Nick Ducoff, responsável por crescimento institucional da Solana Foundation, segundo a CoinDesk. Ele afirmou que o mercado está "avançando além dos produtos de caixa tokenizados em direção a um mercado onde estratégias sofisticadas e de gestão ativa podem ser emitidas, distribuídas e integradas em infraestrutura blockchain pública".

A Schroders se junta a uma lista crescente de grandes gestoras que levam estratégias de investimento para infraestrutura blockchain. A Federated Hermes, gestora sediada em Pittsburgh com US$ 911 bilhões em ativos sob gestão, anunciou em outubro planos de emitir suas primeiras cotas de fundo tokenizadas no início de 2027. Já o braço de gestão de ativos da New York Life, que administra mais de US$ 800 bilhões, também entrou nesse mercado por meio da Centrifuge, levando uma estratégia de bônus corporativos de alto rendimento para a infraestrutura blockchain.

O que isso significa para o investidor

Para o investidor brasileiro que acompanha o movimento de tokenização de ativos financeiros, o caso Schroders reforça uma tendência: gestoras tradicionais de grande porte estão deslocando o foco da tokenização de produtos de caixa — como títulos públicos de curto prazo e fundos de mercado monetário — para estratégias de maior complexidade e risco, como dívida de mercados emergentes. Isso pode sinalizar amadurecimento da infraestrutura blockchain para suportar produtos financeiros mais sofisticados, mas também implica que os riscos de crédito, câmbio e condições macroeconômicas dos países emergentes passam a conviver com os riscos operacionais e regulatórios ainda inerentes a esse tipo de tokenização.

A escolha da Solana como rede de lançamento, e não de outras blockchains já mais associadas a produtos institucionais, é um dado relevante a acompanhar: pode indicar uma estratégia de diversificação de infraestrutura por parte de gestoras como a Schroders, buscando redes com características técnicas específicas para diferentes tipos de produto.

Vale observar também o movimento conjunto de outras gestoras citadas na reportagem — Federated Hermes e New York Life — como sinal de que a tokenização de estratégias ativas, e não apenas passivas, pode se tornar uma frente de disputa competitiva entre grandes asset managers nos próximos anos. Para quem acompanha o espaço de ativos digitais no Brasil, isso significa observar com atenção se e quando esse tipo de produto chega a plataformas acessíveis a investidores locais, bem como entender a estrutura de fundo alimentador adotada pela Schroders, que mantém uma camada de intermediação entre o investidor final e o fundo subjacente.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos