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S&P 500 sobe com semicondutores em alta e recuo do petróleo

Broadcom lidera ganhos do setor após financiamento bilionário para Anthropic, enquanto Fed inicia reunião de política monetária e balanços movimentam ações nos EUA

S&P 500 sobe com semicondutores em alta e recuo do petróleo
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A bolsa americana fechou em alta nesta terça-feira, impulsionada por mais uma sessão de ganhos nas fabricantes de chips e por uma queda nos preços do petróleo que animou o apetite por risco dos investidores. O mercado também digeriu uma série de resultados corporativos no mesmo dia em que o Federal Reserve deu início ao seu encontro de política monetária de dois dias, segundo a CNBC.

O S&P 500 avançou 0,5%, enquanto o Dow Jones Industrial Average oscilou perto da estabilidade. O Nasdaq Composite, mais exposto a tecnologia, subiu 1%, puxado pelo desempenho das companhias de semicondutores.

Broadcom puxa alta dos chips pelo segundo dia seguido

As ações da Broadcom saltaram mais de 3% depois que um consórcio de bancos — Bank of America, Citi e Morgan Stanley — reunido à gestora Blackstone anunciou um pacote de financiamento de US$ 63 bilhões destinado à compra de tecnologia da Broadcom pela Anthropic. O movimento contagiou outras fabricantes do setor: a Micron Technology subiu mais de 1% e a Advanced Micro Devices avançou quase 3%.

Esses ganhos se somam às valorizações já registradas na sessão anterior, quando os principais índices fecharam em alta impulsionados também por ativos ligados à inteligência artificial, após a Anthropic protocolar pedido de abertura de capital na Nasdaq. Segundo a reportagem, essa oferta pública inicial marcaria mais um grande IPO de tecnologia em 2026, na sequência da listagem robusta da SpaceX em junho.

Petróleo recua com expectativa de menor tensão geopolítica

A queda nos preços do petróleo também contribuiu para o humor positivo do mercado, à medida que investidores alimentavam esperança de arrefecimento em um conflito regional. Os futuros do WTI (West Texas Intermediate) recuaram cerca de 1%, para perto de US$ 101 o barril, enquanto o Brent, referência global, cedeu cerca de 1%, para próximo de US$ 114 o barril.

Earnings movimentam ações individuais

No câmbio de resultados trimestrais, a JetBlue disparou 11% mesmo após reportar um prejuízo no terceiro trimestre maior do que o esperado pelo mercado — a companhia aérea afirmou esperar nova expansão de margem no quarto trimestre. As ações da UPS subiram ligeiramente depois que a gigante de entregas divulgou números acima do previsto para o período. Na direção oposta, a Whirlpool caiu mais de 1% após registrar um prejuízo trimestral surpresa.

Fed inicia reunião de política monetária

O Federal Reserve deu início nesta terça-feira ao seu mais recente encontro de política monetária. Embora o banco central seja amplamente esperado para manter os juros inalterados, operadores buscarão sinais sobre a possibilidade de uma nova alta antes do fim do ano.

Thomas Block, estrategista de política em Washington na Fundstrat, comentou que, caso se confirme a manutenção dos juros, será relevante observar como ficará a votação dentro do comitê após oscilações nas duas reuniões anteriores. Segundo ele, embora o Fed se veja acima da política partidária, seria improvável que a instituição alterasse os juros a uma semana de uma eleição nacional.

SoFi dispara após superar estimativas de lucro

As ações da SoFi Technologies subiam mais de 13% no pregão da manhã de terça-feira, após a fintech divulgar resultados do terceiro trimestre acima do esperado pelo mercado. Tanto receita quanto lucro superaram as projeções compiladas pela FactSet, e o Ebitda ajustado veio mais de US$ 40 milhões acima das estimativas.

A empresa elevou as projeções para todas essas métricas no ano fiscal de 2026 e apresentou estimativas para 2027 também superiores ao consenso de mercado. O CEO Anthony Noto afirmou, em comunicado à imprensa, que os resultados do terceiro trimestre foram excepcionais mesmo considerando o pano de fundo do ano, e destacou que são ainda mais notáveis diante de como 2026 vem se desenrolando.

Novo fundo de venture capital mira tecnologia e segurança nacional

Um novo fundo de capital de risco com US$ 10 bilhões busca capturar a demanda crescente por segurança e defesa impulsionada por sistemas de inteligência artificial. A gestora Disruptive Technology Advisers, sediada em Dallas, no Texas, afirmou que apoiará empresas privadas de tecnologia líderes em suas categorias por meio do veículo batizado de Disruptive Flagship Fund.

A firma, fundada em 2012, prevê uma nova era de investimentos em negócios de defesa e segurança nacional, com potencial para gerar companhias de escala e importância estratégica sem precedentes. Em comunicado, a gestora afirmou ter desenvolvido um modelo voltado a identificar um pequeno número de empresas excepcionais e alocar capital significativo nelas — o novo fundo poderá destinar até US$ 1 bilhão por companhia. A reportagem destaca ainda que a inteligência artificial tem avançado em campos sensíveis como criptologia, gerando preocupação entre matemáticos, ainda que as implicações de segurança e as possibilidades comerciais resultantes sejam, segundo a CNBC, potencialmente mais amplas.

Mercado abriu em alta na manhã de terça-feira

Logo após a abertura do pregão, os três principais índices já operavam em terreno positivo. O S&P 500 ganhava 0,3%, o Dow Jones subia 74 pontos, ou 0,1%, e o Nasdaq Composite avançava 0,5% — movimento que se intensificou ao longo do dia.

Pedidos de bens duráveis surpreendem em setembro

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos informou nesta terça-feira que a demanda por bens de longa duração — como aviões, equipamentos de defesa e eletrodomésticos — subiu com força em setembro. Os pedidos de bens duráveis cresceram 1,8% no período, acima do avanço de 0,1% registrado em agosto e ligeiramente superior ao consenso de 1,7% apurado pela Dow Jones. Excluindo o setor de transporte, os pedidos subiram 0,5%; já descontando itens de defesa, o salto foi de 2,2%.

PayPal, Corning e UPS entre os destaques do pré-mercado

Entre as ações que mais se movimentaram antes da abertura, a PayPal recuou 1% após reportar receita abaixo do esperado no terceiro trimestre: US$ 8,58 bilhões, contra estimativa de US$ 8,71 bilhões compilada pela LSEG. Ainda assim, o lucro superou as projeções e a empresa elevou sua previsão de lucro para o ano inteiro.

A Corning, companhia de ciência de materiais, saltou quase 3% após divulgar resultados do terceiro trimestre acima do esperado, com lucro de 91 centavos por ação, excluindo itens, sobre receita de US$ 5,08 bilhões. Analistas ouvidos pela LSEG projetavam lucro por ação de 88 centavos e receita de US$ 5,02 bilhões.

A UPS avançou 1,6% depois de reportar resultados do terceiro trimestre acima das expectativas de Wall Street e elevar sua projeção para o ano cheio. A companhia de entregas agora projeta receita consolidada anual de aproximadamente US$ 92,6 bilhões, ante expectativa anterior de US$ 91,2 bilhões, além de receita de US$ 25,7 bilhões para o quarto trimestre.

Boeing avança com receita acima do previsto

As ações da Boeing subiram quase 1% no pré-mercado de terça-feira depois que a receita do terceiro trimestre da fabricante de aeronaves superou as expectativas dos analistas. A companhia reportou receita de US$ 24,19 bilhões no período, acima dos US$ 23,84 bilhões projetados por analistas consultados pela LSEG. Por outro lado, a Boeing registrou prejuízo ajustado de 34 centavos por ação, resultado pior do que a perda de 21 centavos por ação esperada pelo mercado.

Detalhes do balanço da UPS

Em relação aos números específicos da UPS, a empresa registrou lucro ajustado de US$ 1,69 por ação sobre receita de US$ 22,9 bilhões. Analistas consultados pela LSEG esperavam lucro de US$ 1,63 por ação e receita de US$ 22,29 bilhões. Além de superar as estimativas, a companhia revisou para cima sua projeção de receita para o ano fiscal, reforçando o tom construtivo dos resultados do setor de logística divulgados nesta temporada.

A reportagem da CNBC também menciona, sem detalhar números, um alerta de uma entidade de varejo no Reino Unido sobre pressão crescente de preços, descrita pela entidade como um represamento prestes a ceder — ponto que aparece de forma pontual na cobertura, sem maior aprofundamento no material disponível.

O que isso significa para o investidor

O conjunto de dados desta terça-feira reforça um padrão que vem se repetindo em Wall Street: o apetite por ações ligadas a inteligência artificial e semicondutores segue como principal motor de alta dos índices americanos, com a Broadcom servindo de termômetro direto para o interesse em infraestrutura de IA. Para o investidor brasileiro com exposição a ETFs globais ou ações americanas, o episódio do financiamento bilionário para a Anthropic — e o IPO em preparação da própria empresa — são sinais de que o ciclo de investimento em IA segue atraindo capital em escala, o que tende a sustentar valuations elevados em um grupo concentrado de companhias.

Ao mesmo tempo, a dinâmica de bens duráveis acima do esperado e o início da reunião do Fed colocam o foco na trajetória de juros americanos. Segundo o registro da TradingView referente a 27/10/2026 às 12h25 BRT, o S&P 500 era cotado a 7.717,66 pontos, alta de 0,53% no dia, enquanto o Nasdaq operava em 26.415,40 pontos, avanço de 0,94% — níveis que confirmam a continuidade do movimento de alta relatado nesta matéria e sugerem que o mercado já precifica, por ora, a manutenção dos juros pelo banco central americano.

Para quem acompanha o mercado a partir do Brasil, vale observar três frentes nos próximos dias: o resultado da votação dentro do comitê do Fed, mencionado como ponto de atenção por analistas; a evolução dos preços do petróleo, que impacta diretamente o câmbio e ativos ligados a commodities; e a continuidade da safra de balanços corporativos nos EUA, que tem mostrado dispersão relevante entre setores — com logística e tecnologia surpreendendo positivamente, enquanto consumo discricionário, caso da Whirlpool, mostra sinais mais frágeis.

Por fim, o lançamento de fundos como o Disruptive Flagship Fund, voltado a tecnologia de defesa e segurança nacional, ilustra como o capital de risco também está se reposicionando em torno de temas estruturais ligados à IA, o que pode ampliar o número de empresas privadas desse setor buscando listagens públicas nos próximos ciclos — um fluxo que merece acompanhamento por quem investe em teses de longo prazo ligadas à tecnologia americana.

Agregado por AAR News · fonte: CNBC

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos