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Rivian supera estimativas no terceiro trimestre com avanço do R2

Fabricante de elétricos reduz prejuízo, eleva margem de software e revisa para cima a meta de entregas em 2026

Rivian supera estimativas no terceiro trimestre com avanço do R2
CNBC

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A Rivian Automotive divulgou resultados do terceiro trimestre acima das projeções do mercado, apoiada pelo avanço na produção do R2, SUV de entrada que a empresa aposta como caminho para a rentabilidade. Os números foram reportados para o período encerrado em 30 de setembro, segundo a CNBC.

De acordo com estimativas médias compiladas pela LSEG e citadas pela CNBC, a Rivian registrou prejuízo ajustado por ação de 48 centavos, melhor do que a perda de 62 centavos esperada pelos analistas. A receita somou US$ 2,16 bilhões, também acima da previsão de US$ 1,99 bilhão.

Guidance revisado para 2026

A fabricante de veículos elétricos atualizou suas projeções para 2026, sinalizando melhora em três frentes: entregas, resultado ajustado antes de impostos e investimentos de capital. A nova meta prevê prejuízo ajustado antes de impostos entre US$ 1,75 bilhão e US$ 1,85 bilhão, o que representa uma melhora de US$ 100 milhões no ponto médio em relação à orientação anterior.

A empresa também elevou a expectativa de entregas de veículos para uma faixa entre 67 mil e 70 mil unidades, ante a previsão anterior de pelo menos 65 mil. Já os investimentos de capital (capex) foram revisados para uma faixa de US$ 1,4 bilhão a US$ 1,5 bilhão, redução de US$ 300 milhões no ponto médio frente ao guidance anterior.

Segundo a Rivian, a melhora na projeção de resultado ajustado reflete receita acima do esperado com a venda de créditos regulatórios, um valor a receber referente a reembolso de tarifas no âmbito do IEEPA registrado no terceiro trimestre, além da expectativa de aumento nas entregas de veículos.

R2 vira o carro-chefe de vendas

O R2, cujas primeiras entregas a clientes começaram em junho, tornou-se o modelo mais vendido da Rivian e foi responsável, segundo a companhia, por boa parte do ganho de um trimestre para o outro. A Rivian entregou um recorde de 19.248 unidades entre julho e setembro.

A empresa segue com prejuízo no consolidado, mas continuou reduzindo as perdas no período. O prejuízo líquido atribuível aos acionistas comuns foi de US$ 913 milhões, ante perda de US$ 1,17 bilhão no mesmo trimestre do ano anterior.

O lucro bruto, métrica acompanhada de perto por investidores, somou US$ 176 milhões no terceiro trimestre, ante US$ 24 milhões um ano antes. O Ebitda ajustado ficou negativo em US$ 435 milhões, uma melhora de US$ 167 milhões na comparação com o mesmo período do ano passado.

Software ganha peso nos resultados

O segmento de software e serviços da Rivian seguiu em expansão, com receita de US$ 605 milhões e lucro bruto de US$ 256 milhões, o que representa margem de 42%. Em contraste, a operação automotiva registrou receita de quase US$ 1,55 bilhão, mas com prejuízo bruto de US$ 80 milhões.

O CEO RJ Scaringe afirmou que a empresa alcançará rentabilidade neste ano em base de produção por unidade com o R2, modelo menor e mais barato que o R1S, SUV de luxo da marca. Ele ponderou, no entanto, que a Rivian precisa ampliar a produção para além do plano atual de 160 mil unidades do R2 para atingir a rentabilidade de fato.

A companhia também reconfirmou, nesta quinta-feira, saldo de caixa, equivalentes de caixa e investimentos de curto prazo de US$ 5,5 bilhões, ante US$ 5,3 bilhões ao fim do segundo trimestre.

O que isso significa para o investidor

Os números reforçam a narrativa de que a Rivian está, de fato, avançando na curva de produção do R2 — ponto central da tese de recuperação da empresa. A melhora simultânea em receita, margem bruta e redução de prejuízo, somada à revisão para cima do guidance de entregas, tende a ser lida pelo mercado como sinal de execução mais consistente do plano.

Ainda assim, vale notar que parte da melhora no resultado ajustado veio de itens não recorrentes, como a venda de créditos regulatórios e o reembolso tarifário relacionado ao IEEPA — fatores que não necessariamente se repetem trimestre a trimestre e que merecem atenção na hora de avaliar a qualidade do resultado.

O crescimento do segmento de software, com margem de 42%, é outro ponto a acompanhar: se essa linha de receita ganhar peso proporcional ao negócio automotivo, isso pode alterar a forma como investidores precificam a empresa, menos como montadora pura e mais como um negócio híbrido de hardware e software.

Para quem acompanha o setor de elétricos, a declaração do próprio CEO de que a escala atual do R2 ainda não é suficiente para garantir rentabilidade plena é um lembrete de que a trajetória até o breakeven depende de execução continuada em produção e demanda — não apenas do resultado de um único trimestre.

Agregado por AAR News · fonte: CNBC

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos