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'Rei das Criptomoedas' canadense é condenado por fraude milionária

Júri de Toronto considera Aiden Pleterski culpado por desviar recursos de investidores para jatos particulares e carros de luxo

'Rei das Criptomoedas' canadense é condenado por fraude milionária
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Um júri de Toronto concluiu que Aiden Pleterski, que se autodenominava 'Crypto King', é culpado de fraude após ouvir provas de que ele desviou milhões de dólares de investidores para financiar um estilo de vida de luxo, incluindo viagens em jatos particulares.

A decisão saiu rapidamente: após apenas algumas horas de deliberação, o júri condenou o jovem de 27 anos nesta quinta-feira por um caso de fraude envolvendo valor superior a C$5.000 (equivalente a US$3.600 ou £2.900), segundo apuração da BBC.

Durante o julgamento, promotores da Coroa ouviram mais de uma dezena de testemunhas, entre elas investidores lesados pelo esquema, além de contadores e especialistas financeiros que detalharam a operação. Pleterski se declarou inocente e optou por se defender sozinho no tribunal, interrogando apenas uma testemunha, sem apresentar provas próprias nem depor em sua defesa.

O réu havia sido formalmente acusado em maio de 2024 por um caso de fraude e outro de lavagem de dinheiro, resultado de uma investigação conjunta de 16 meses conduzida pela Polícia Regional de Durham e pela Comissão de Valores Mobiliários de Ontário (Ontario Securities Commission). A acusação de lavagem acabou sendo retirada ao longo do processo.

À época da prisão, o chefe da Polícia Regional de Durham, Peter Moreira, chegou a classificar o caso como potencialmente a maior fraude já registrada na região.

Jatos particulares, mansão e carros de luxo

Segundo a cobertura da imprensa local citada pela BBC, os promotores apresentaram um volume expressivo de provas sobre os gastos de Pleterski com dinheiro de investidores. Estima-se que ele tenha recebido mais de C$36 milhões de aplicadores e gasto cerca de metade desse montante.

Os recursos captados por meio de sua empresa, a AP Private Equity Limited, teriam sido usados para custear múltiplas viagens em jatos particulares e cerca de C$5,6 milhões em veículos de luxo. A acusação também apontou gastos mensais de C$45.000 com uma mansão à beira de um lago em Burlington, Ontário, além de faturas de cartão de crédito que somaram C$4,9 milhões.

Processos de falência revelaram ainda que Pleterski comprou um McLaren e um BMW para os pais — que haviam investido C$50.000 em criptomoedas com ele —, além de uma bolsa da Louis Vuitton, um casaco da Burberry e um Bentley Bentayga 2017.

O promotor da Coroa Akshay Aurora resumiu o caso em suas alegações finais na quarta-feira: 'Pleterski não era nenhum Crypto King'. Segundo reportagem da CBC News citada pela BBC, ele classificou o réu como 'um ladrão que roubou dinheiro de investidores e o usou como bem entendeu'.

O sequestro que precedeu a prisão

A situação de Pleterski começou a desmoronar antes mesmo de sua prisão, em maio de 2024. Em dezembro de 2022, ele foi sequestrado durante a madrugada no centro de Toronto, com os captores exigindo uma quantia alta pela sua libertação.

Em um vídeo obtido pela CBC News, Pleterski aparece machucado e ensanguentado, dizendo lamentar os danos causados às vítimas de seu esquema. Ele foi libertado três dias depois, após ser torturado — os captores teriam usado técnicas como afogamento simulado, queimaduras de cigarro e espancamentos com tacos de golfe.

O condenado deve retornar ao tribunal em 13 de novembro para uma audiência de sentença, quando será definida a pena pelo crime de fraude.

O que isso significa para o investidor

O caso reforça um alerta recorrente para quem investe em ativos digitais ou em veículos pouco regulados: a promessa de retornos vinculados a uma figura pública carismática não substitui a diligência sobre onde o dinheiro efetivamente está sendo aplicado. A trajetória de Pleterski, de captar mais de C$36 milhões e direcionar metade para consumo pessoal, ilustra como esquemas desse tipo podem operar por tempo considerável antes de serem desmontados por investigação formal.

Para investidores brasileiros expostos a plataformas de criptoativos ou gestores independentes que operam fora do perímetro de supervisão tradicional, o episódio é um lembrete de que a verificação de registro junto a órgãos reguladores — como fez a Ontario Securities Commission no caso canadense — é um passo que não deveria ser dispensado antes de qualquer aporte.

A sentença marcada para 13 de novembro deve ser acompanhada como um indicador de como a Justiça canadense trata fraudes ligadas a criptoativos, o que pode servir de referência para discussões regulatórias em outras jurisdições, incluindo o Brasil, onde o mercado de criptomoedas ainda constrói seu arcabouço de supervisão.

Agregado por AAR News · fonte: BBC

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos