A relação entre o presidente Donald Trump e o chairman do Federal Reserve, Kevin Warsh, marca uma mudança significativa na dinâmica entre a Casa Branca e o banco central dos Estados Unidos. Segundo reportagem do Wall Street Journal publicada nesta quarta-feira, Trump tem conversado repetidamente com Warsh desde sua confirmação no cargo.
O cenário contrasta com o relacionamento tenso que Trump manteve com Jerome Powell, antecessor de Warsh e também indicado pelo próprio presidente. Registros oficiais do Fed mostram apenas um encontro direto entre Trump e Powell durante o segundo mandato presidencial, até a posse de Warsh em 22 de maio — além de um episódio conturbado durante visita conjunta a uma obra do banco central.
A proximidade entre presidente e chairman levanta preocupações sobre a autonomia da autoridade monetária. A independência do Fed não representa apenas uma convenção institucional, mas funciona como proteção contra pressões políticas por estímulos econômicos excessivos e garante que decisões sobre juros sejam tomadas com base técnica.
A Casa Branca não nega o contato frequente entre os dois. Porta-voz Kush Desai afirmou em comunicado que Trump tem dado a Warsh o espaço necessário para restaurar confiança e competência nas decisões do Fed, ressaltando que o presidente respeita a independência do chairman.
Durante a gestão Powell, Trump adotou medidas legais que ameaçavam a autonomia do banco central. Com Warsh, o presidente parece ter mudado de postura — embora continue pressionando publicamente por cortes de juros, Trump tem declarado repetidamente que confia no novo comando da instituição.
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