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Saylor rebate Calacanis após investidor decretar 'obituário' do bitcoin

Discussão pública entre os dois expõe visão dividida sobre o papel do bitcoin quase duas décadas após sua criação

CoinDesk

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Uma troca pública de mensagens entre o investidor Jason Calacanis e o defensor histórico do bitcoin Michael Saylor reacendeu o debate sobre o papel do ativo quase 17 anos após seu surgimento. O episódio ocorreu na sexta-feira, quando o bitcoin voltava a operar próximo da casa dos US$ 80 mil.

Calacanis usou a expressão "o gato morto continua quicando" para descrever o movimento de recuperação do preço, questionando o que o bitcoin efetivamente representa quase duas décadas depois de seu lançamento.

As críticas de Calacanis

O investidor argumentou que o bitcoin não se consolidou como meio eficiente de transação nem como base para contratos inteligentes, além de manter uma experiência de uso pouco amigável para novos usuários. Segundo ele, o ativo também teria perdido espaço no imaginário popular.

"Se aparece em uma conversa de jantar", escreveu Calacanis, "vem seguido de um sonoro 'lembra daquilo!'" — numa referência ao que classificou como perda de relevância cultural do tema.

Ele acrescentou que o público passou a esperar estabilidade do bitcoin e que o ativo deixou de ser visto como caminho para enriquecimento rápido. "É chato... Os defensores passaram de piratas a executivos de gravata laranja, compartilhando memes constrangedores de forma estudada — igualzinho aos descolados", ironizou. Para ele, se o bitcoin fosse alcançar adoção em massa e um caso de uso relevante, isso já teria acontecido.

A resposta de Saylor: 'preservar riqueza entre gerações'

Michael Saylor rebateu apontando a trajetória do ativo desde 2011, quando Calacanis passou a acompanhá-lo. Segundo Saylor, o bitcoin se tornou hoje um ativo digital avaliado em US$ 1,6 trilhão e o mais valioso de sua categoria no mundo.

Para Saylor, o chamado "capital digital" seria a principal aplicação prática do bitcoin, e preservar riqueza ao longo de gerações representaria uma ambição maior do que simplesmente sustentar uma boa conversa social.

O que isso significa para o investidor

A divergência entre Calacanis e Saylor ilustra uma tensão que atravessa o mercado cripto há anos: de um lado, quem cobra casos de uso concretos e adoção cotidiana; de outro, quem defende o bitcoin como reserva de valor de longo prazo, à margem de aplicações práticas imediatas. Essa dualidade tende a se manter enquanto o preço oscilar sem uma tendência clara de médio prazo.

Vale lembrar que o AAR News já registrou movimentos recentes do bitcoin ligados a fatores macroeconômicos — como a alta acima de US$ 77 mil após o Banco do Japão elevar juros a 1,25%, em meio a fluxos de carry trade, e um padrão de recuo observado antes de decisões do Federal Reserve que remeteu ao cenário de 2022. Segundo o scanner da TradingView, em 19 de setembro de 2026 às 10h11 (horário de Brasília), o bitcoin era cotado a US$ 81.229,93, com alta de 0,51% no dia.

Para o investidor brasileiro, o episódio reforça a importância de separar ruído de debate público — como a troca entre os dois investidores — de fatores estruturais de preço, como política monetária global e fluxos institucionais. Discussões sobre a utilidade do bitcoin não substituem o acompanhamento de indicadores concretos de mercado antes de qualquer decisão de alocação.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos