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Óleo de aquecimento custa o dobro no Reino Unido às vésperas do inverno

Em áreas sem gás encanado como Middleton-in-Teesdale, famílias enfrentam contas acima de £1.000 para abastecer tanques de óleo

A woman is standing inside in front of a notice board, she has long blonde wavy hair and is wearing a pale blue zip up anorak.
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Moradores de Upper Teesdale, no norte da Inglaterra, encaram o inverno com um problema concreto no orçamento: o preço do óleo de aquecimento doméstico está, segundo a BBC, mais do que o dobro do valor registrado no mesmo período do ano passado.

A região de Middleton-in-Teesdale não tem acesso à rede de gás encanado, o que torna a maioria das residências dependentes de sistemas de aquecimento movidos a óleo. Isso significa que, para encher os tanques, muitas famílias precisam desembolsar de uma só vez mais de £1.000, segundo a reportagem.

Dados citados pela BBC indicam que domicílios em áreas rurais de Teesdale, Weardale, Northumberland e partes de North Yorkshire estão pagando atualmente cerca de £600 por uma entrega de 500 litros de óleo de aquecimento, o equivalente a aproximadamente £1,19 por litro.

Em outubro de 2025, de acordo com a mesma fonte, o preço do óleo de aquecimento doméstico estava na casa dos 52 pence por litro — um patamar bem inferior ao atual e que ajuda a dimensionar o salto reportado pelos moradores da região.

A alta tem gerado preocupação em comunidades onde grande parte da população não tem alternativa a não ser recorrer a sistemas de aquecimento a óleo, justamente por estarem fora do alcance da rede de gás.

Compra coletiva como alternativa

Para tentar amenizar o impacto nos bolsos locais, a organização Upper Teesdale Agricultural Support Services (UTASS), sediada em Middleton-in-Teesdale, mantém um grupo de compras coletivas de óleo de aquecimento, voltado a ajudar moradores a conseguir preços menores.

Segundo a BBC, o esquema funciona reunindo pedidos de várias famílias da região e fazendo compras mensais em maior volume, o que permite reduzir o custo em cerca de 3 pence por litro.

A entidade afirma que o grupo de compras se tornou uma ferramenta relevante para ajudar famílias a administrar o orçamento doméstico em períodos de custos de energia elevados. A própria UTASS depende de óleo de aquecimento para climatizar seus escritórios.

Emma Spry, gestora da UTASS, destacou à BBC que o esquema ajuda no 'fluxo de caixa' dos moradores. De acordo com ela, normalmente é preciso comprar mais de 1.000 litros de uma vez para obter desconto, mas o programa da organização tem pedido mínimo de 500 litros, o que permite diluir o custo para quem participa.

Relatos de moradores

Kim Richardson, que vive em Middleton-in-Teesdale há mais de 20 anos e acabou de entrar no esquema de compras da UTASS, disse à BBC que 'o preço do óleo disparou, está no dobro do que era no ano passado'. Segundo ela, sua necessidade é de 1.000 litros, o que representará 'uma fortuna'.

Richardson relatou ainda que o marido prefere desligar o aquecimento para economizar, mas ela gosta de manter a casa aquecida. Ela mencionou que o verão quente ajudou a reduzir o consumo de óleo durante os meses mais quentes, o que alivia um pouco a pressão antes do inverno.

A reportagem indica que diversas famílias da região tentam se planejar enchendo os tanques durante os meses mais quentes, quando os preços por vezes ficam mais baixos.

Para outros moradores, porém, o custo do óleo de aquecimento simplesmente não cabe no orçamento. Pauline Thompson, que mora na localidade, disse à BBC que não usa óleo de aquecimento por causa do preço e recorre a aquecedores elétricos a óleo (oil filled radiators).

'Se precisamos de água quente para o banho, eu fervo a chaleira. Óleo de aquecimento é caro demais para usar', afirmou Thompson. Ela contou que, ao se mudar para a região, consultou a companhia elétrica sobre a forma mais barata de aquecer a casa e recebeu a indicação dos radiadores elétricos. Thompson disse que recebe pension credits (um benefício social do Reino Unido) e que, para ela, simplesmente não é viável arcar com o óleo.

A BBC observa que, sem acesso ao gás encanado, moradores da região têm menos opções diante do aumento dos custos de aquecimento. Com a aproximação do inverno, organizações como a UTASS têm incentivado quem está preocupado com os gastos a buscar esquemas que possam ajudar a reduzir o valor pago.

O que isso significa para o investidor

O caso retratado pela BBC é pontual e geograficamente localizado, mas ilustra um fenômeno relevante para quem acompanha o setor de energia: a dependência de combustíveis alternativos ao gás encanado em mercados desenvolvidos ainda deixa bolsões de consumidores expostos a oscilações de preço significativas, sem rede de proteção regulatória equivalente à de commodities mais monitoradas.

Para investidores com exposição a distribuidoras de combustíveis líquidos, logística de óleo diesel/heating oil ou fundos ligados a energia no Reino Unido e Europa, episódios como esse funcionam como termômetro de demanda sazonal: o salto reportado entre outubro de 2025 e o início do inverno atual sugere pressão de custo que pode se refletir em margens de distribuidoras regionais e em volumes de venda, a depender da elasticidade da demanda em áreas sem alternativa de aquecimento.

Vale acompanhar também o desdobramento de iniciativas de compra coletiva, como a promovida pela UTASS: esquemas desse tipo tendem a se multiplicar em cenários de alta sustentada de preços de energia, e podem sinalizar tanto estresse de consumo quanto oportunidades para empresas que oferecem soluções de agregação de demanda ou alternativas elétricas de aquecimento, caso a migração relatada por moradores como Pauline Thompson se torne tendência mais ampla.

Agregado por AAR News · fonte: BBC

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos