Crédito · Estados Unidos

Mesmo após alta de juros do Fed, dá para achar boa taxa em empréstimo pessoal

CNBC lista estratégias como elevar o score de crédito, buscar co-signatário e usar garantias para reduzir o custo do crédito ao consumidor nos EUA

CNBC

Ler na fonte → CNBC

O Federal Reserve elevou a taxa básica de juros pela primeira vez desde 2023, informou a CNBC. Segundo o veículo, quando o Fed sobe seu juro de referência, o custo de captação dos bancos tende a aumentar, e essa despesa costuma ser repassada aos consumidores por meio de taxas mais altas em empréstimos pessoais.

Ainda assim, a reportagem aponta que não é impossível conseguir uma boa APR (taxa percentual anual) mesmo nesse cenário. As recomendações giram em torno de três frentes: elevar o score de crédito antes de solicitar o empréstimo, buscar um co-signatário ou co-tomador com bom histórico, e comparar propostas de diferentes credores antes de fechar negócio.

Score de crédito como principal alavanca

De acordo com a CNBC, quanto mais alto o score de crédito, maior a chance de obter uma taxa melhor. A maioria dos credores exige um FICO Score mínimo de 580 para aprovação, enquanto pontuações de 740 ou mais costumam abrir acesso às taxas mais atrativas. Um score elevado também pode permitir prazos de pagamento mais longos e valores emprestados maiores.

A reportagem orienta consultar o histórico de crédito no site AnnualCreditReport.com e verificar o score junto à emissora do cartão de crédito, embora nem sempre estejam disponíveis as pontuações FICO e VantageScore das três agências de referência. O serviço CreditWise, da Capital One, oferece gratuitamente o FICO Score 8 da TransUnion, enquanto o Experian Boost® fornece o relatório de crédito da Experian e o respectivo score FICO 8 gerado a partir dele. Já uma assinatura paga do myFICO dá acesso às pontuações das três agências, incluindo versões especializadas usadas em financiamentos imobiliários e de veículos.

Sobre o Experian Boost®, a matéria cita um aumento médio de 13 pontos no score, embora os resultados variem conforme o histórico de cada consumidor, e o modelo de pontuação utilizado também pode mudar conforme detalhado no site do serviço. Já os planos FICO Basic, Advanced e Premier utilizam a Experian isoladamente no plano Basic, e as três agências — Experian, Equifax e TransUnion — nos planos Advanced e Premier, que também trazem acesso a versões adicionais de score.

Com dados da plataforma de comparação LendingTree, a CNBC destaca que um FICO Score na faixa considerada muito boa, entre 740 e 799, pode resultar em uma APR até 13% menor do que a obtida por quem está na faixa ruim, de 579 pontos ou menos. Para elevar o score antes de solicitar o crédito, a reportagem recomenda manter um histórico de pagamentos em dia — item que responde por 35% do cálculo do FICO Score — e reduzir a taxa de utilização do limite disponível, seja quitando faturas, seja pedindo à emissora do cartão um aumento do limite total.

Co-signatário ou co-tomador reduz risco percebido

Contar com alguém de bom histórico de crédito disposto a garantir o empréstimo pode melhorar bastante as chances de conseguir uma APR mais baixa, segundo a CNBC. Com base em dados do credor online Earnest, um co-tomador com crédito excelente pode reduzir em até cinco pontos percentuais a taxa aplicada, a depender do score do solicitante principal.

A reportagem diferencia as duas figuras: o co-signatário se responsabiliza pelo pagamento em caso de inadimplência do titular, enquanto o co-tomador assume a mesma obrigação, mas participa da solicitação do empréstimo desde o início e pode compartilhar a titularidade legal de qualquer bem adquirido com o valor emprestado.

Nem todos os credores permitem incluir outros solicitantes, aponta a CNBC. Entre as opções citadas, a Upgrade aceita co-tomadores em empréstimos conjuntos, e a OneMain Financial permite a inclusão de co-signatários.

Garantias podem compensar um crédito mais fraco

A maior parte dos empréstimos pessoais é concedida sem garantia, mas, segundo a reportagem, oferecer um bem como colateral pode melhorar as chances de aprovação com taxa baixa para quem tem crédito fraco.

As plataformas Upstart e Oportun permitem usar como garantia um veículo já quitado, desde que não haja gravame vigente, o carro esteja segurado e atenda a exigências de idade e quilometragem, entre outros critérios citados pela CNBC.

Já a Best Egg permite garantir o empréstimo com elementos fixos do imóvel do solicitante, como armários embutidos, luminárias ou móveis de banheiro. Segundo a matéria, esse formato normalmente evita o risco de execução da casa em caso de inadimplência, mas o saldo devedor precisa ser quitado antes de vender ou refinanciar o imóvel.

A CNBC detalha as condições do Best Egg Personal Loan: APR entre 0,99% e 9,99% do valor emprestado, com tarifa de 15 dólares em caso de saldo insuficiente na conta do tomador. Entre os pontos positivos listados, empréstimos garantidos têm, em média, desconto de 20% na APR em comparação aos sem garantia, e fatores além do score de crédito são considerados na análise, com possibilidade de liberação do crédito em até 24 horas e aceitação tanto de veículos quanto de elementos do imóvel como garantia. Como ponto negativo, a reportagem cita uma tarifa de originação mais alta do que a de alguns concorrentes e a impossibilidade de incluir co-signatários ou co-tomadores nesse produto.

Comparar propostas continua sendo decisivo

Independentemente de o ciclo de juros estar em alta ou não, a CNBC recomenda sempre pesquisar entre diferentes credores antes de fechar um empréstimo. É possível, segundo a reportagem, obter uma pré-aprovação para ter noção da taxa e do prazo prováveis sem que isso prejudique o score de crédito.

Na comparação entre credores, a matéria orienta observar a APR — que incorpora tarifas e é um indicador mais completo do custo total do que apenas a taxa de juros nominal. Também recomenda restringir a busca a credores cujos requisitos de score e de relação dívida-renda sejam compatíveis com o perfil do solicitante, escolher prazos de pagamento alinhados ao orçamento — lembrando que prazos mais longos reduzem a parcela mensal, mas aumentam o total de juros pagos ao longo do contrato —, garantir que o valor emprestado cubra as necessidades sem exigir tomar mais do que o necessário, e avaliar se a parcela mensal cabe no orçamento, sem tomar a decisão apenas pelo tamanho do pagamento.

O que isso significa para o investidor

A cobertura do AAR News sobre o mesmo ciclo mostra um mercado ainda digerindo os efeitos da primeira alta de juros do Fed em três anos: os futuros de Wall Street chegaram a recuar após o anúncio e depois buscaram recuperação, enquanto o presidente Trump reiterou publicamente que gostaria de ver os juros caírem para 1% ou menos, mesmo mantendo apoio ao atual chair do Fed. Esse pano de fundo de tensão entre política monetária e pressão política ajuda a explicar por que o custo do crédito ao consumidor, tema da reportagem da CNBC, ganha relevância justo agora.

Para quem investe no Brasil e acompanha ativos ligados a crédito ao consumidor nos EUA, o recado prático da matéria é que o encarecimento do funding bancário tende a se refletir de forma desigual entre credores e perfis de tomador — o que reforça a importância de monitorar como fintechs de crédito pessoal, bancos digitais e plataformas de empréstimo ajustam suas políticas de aprovação e tarifação diante de um Fed mais restritivo.

Vale acompanhar também o desdobramento da pressão política de Trump sobre o Fed, tema já registrado pelo AAR News: caso essa pressão avance para uma mudança efetiva de rota nos juros, o custo do crédito ao consumidor — e, por extensão, a rentabilidade de negócios expostos a empréstimos pessoais — pode se alterar nos próximos trimestres. Até lá, a orientação da própria reportagem, de otimizar score de crédito, buscar garantias ou co-tomadores e comparar propostas, segue sendo o caminho mais direto para mitigar o impacto do ciclo atual de juros mais altos.

Agregado por AAR News · fonte: CNBC

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos