Mercados · Geopolítica

Merz rejeita acordo entre EUA e Rússia sobre exportação de diesel

Chanceler alemão diz que Alemanha e Europa não aceitarão a medida e defende sanções mais duras contra Moscou

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O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, criticou nesta segunda-feira, 12, o entendimento firmado entre os governos dos Estados Unidos e da Rússia para exportação de diesel. Em coletiva de imprensa em Berlim, ele afastou qualquer possibilidade de a Europa endossar um arranjo que, na sua leitura, reduz a pressão sobre o Kremlin.

Segundo Merz, o bloco europeu tomou conhecimento do acordo, mas considera a decisão inaceitável tanto para a Alemanha quanto para o restante da Europa. Ele reafirmou que a manutenção das sanções contra a Rússia segue sendo a estratégia adotada, sob o argumento de que Moscou só se mostra disposto a negociar quando está sob pressão concreta.

Crítica aos ataques russos e pedido por mais sanções

O chanceler alemão também condenou os ataques recentes atribuídos à Rússia contra alvos na Ucrânia. Para ele, diante da ofensiva contra a infraestrutura energética civil ucraniana, os países ocidentais deveriam avançar para sanções ainda mais rigorosas, e não para medidas que aliviem o isolamento russo.

Merz afirmou que Moscou não tem correspondido de forma positiva às propostas mais recentes de negociação e que o país só deve se sentar à mesa diante de "pressão real". Ele citou como exemplo a proposta de cessar-fogo energético apresentada pelo presidente americano Donald Trump no fim de semana.

Segundo o chanceler, a resposta russa a essa proposta veio na forma de ataques em larga escala contra a infraestrutura energética civil da Ucrânia, o que, em sua avaliação, reforça a tese de que concessões não surtem efeito sobre o comportamento de Moscou.

O que isso significa para o investidor

A fala de Merz amplia o ruído geopolítico em torno de um acordo que já havia repercutido nos mercados globais. O AAR News noticiou que o pacto entre Trump e Putin sobre diesel contribuiu para a alta de 423 pontos do Dow Jones na sexta-feira anterior, em uma sessão também marcada pela queda das teles após acordo de espectro envolvendo a SpaceX. A divergência agora aberta entre Washington e os principais governos europeus sobre como tratar a Rússia pode reduzir a previsibilidade desse tipo de catalisador para os índices americanos.

Para o investidor que acompanha ativos sensíveis a commodities energéticas e a sanções, a resistência europeia ao acordo sinaliza que o tema está longe de encerrado, com potencial de novos capítulos regulatórios e diplomáticos. Isso tende a manter volátil o apetite por risco em setores ligados a energia e defesa na Europa.

No Brasil, o episódio integra um quadro mais amplo de fatores externos que influenciam o fluxo de capital para a Bolsa, em meio ao cenário já discutido pela Ágora sobre o descompasso entre os juros brasileiros e americanos. Investidores locais devem monitorar se a tensão entre EUA e Europa sobre a Rússia se traduz em maior aversão a risco global, o que poderia afetar a atratividade relativa dos ativos emergentes, incluindo os brasileiros.

Agregado por AAR News · fonte: InfoMoney

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos