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Magalu, Hapvida e construtoras puxam recuperação após tombo na véspera

Setores sensíveis aos juros revertem parte das perdas recentes na B3, segundo InfoMoney

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Companhias mais expostas ao custo do crédito registraram recuperação nesta terça-feira (27), um dia depois de sofrerem perdas expressivas na Bolsa brasileira. Nomes de varejo, saúde e construção civil estiveram entre os principais ganhos do Ibovespa, informa o InfoMoney, num movimento que os investidores leem como recomposição parcial após a onda de vendas desencadeada pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o levantamento do InfoMoney, a Tenda liderou os ganhos do pregão, com papel avançando 8,86%, cotado a R$ 22,73. A cotação da TradingView, captada às 17h07 de 27/10/2026, mostra a ação ainda subindo no dia, a R$ 22,83, alta de 9,34%.

Logo atrás da Tenda apareceram outras companhias com forte recuperação diária: uma concessionária de rodovias e uma fabricante de equipamentos de telecomunicações também figuraram entre as maiores altas do índice, segundo a reportagem. Pelo scanner da TradingView, referente ao mesmo horário, a ação da concessionária operava a R$ 5,81 (+11,95% no dia) e a da fabricante de equipamentos, a R$ 14,16 (+6,39%).

Entre os papéis de saúde e varejo, o InfoMoney aponta como destaques a operadora de planos de saúde e a varejista de eletroeletrônicos, ambas revertendo parte das perdas acumuladas recentemente. A ação da operadora de saúde subia 5,03%, segundo o InfoMoney; a TradingView registrava R$ 4,20 para o papel, equivalente a avanço de 5,53% no pregão. Já a varejista avançava 4,15% no mesmo dia, de acordo com a reportagem.

Na construção civil, uma incorporadora também apareceu entre as recuperações do dia, com valorização de 4,21%, segundo o material original.

O tombo da véspera

O movimento de terça-feira ocorre na esteira de uma sessão de fortes perdas na segunda-feira (26), quando ações de varejo e construção civil ampliaram as quedas acumuladas desde a reeleição de Lula. O InfoMoney atribui o recuo ao temor dos investidores com o quadro fiscal, com os juros em patamar elevado e com os efeitos desse cenário sobre setores que dependem fortemente de crédito.

A varejista de eletroeletrônicos acumulou queda de 58% no pregão seguinte à reeleição do presidente, segundo a reportagem, enquanto outras empresas ligadas ao consumo também amargaram perdas relevantes no período. No segmento de construção, incorporadoras chegaram a registrar recuos superiores a 40% no mesmo intervalo, de acordo com o InfoMoney.

Por que esses papéis reagem tanto

O InfoMoney explica que essas empresas costumam apresentar maior sensibilidade às expectativas sobre a taxa de juros, uma vez que dependem do financiamento para viabilizar vendas de imóveis, parcelamentos e outras formas de crédito ao consumidor. Assim, qualquer sinal de alívio nas perspectivas para os juros tende a beneficiar essas ações de forma mais acentuada que a média do mercado.

No caso da varejista, a recuperação do dia devolveu uma parte das perdas acumuladas nos pregões anteriores, mas, segundo a reportagem, o papel segue muito distante dos patamares anteriores ao ciclo de desvalorização iniciado após a eleição de 2022.

A oscilação da operadora de saúde segue lógica parecida, aponta o InfoMoney: o mercado costuma classificá-la como um ativo de maior exposição aos juros, o que ajudaria a explicar tanto a intensidade das quedas quanto a força da recuperação observada no pregão de terça-feira.

Apesar da reação do dia, a reportagem destaca que analistas mantêm cautela: varejo, saúde e construção continuam entre os setores mais expostos às discussões sobre trajetória fiscal, inflação e rumo da política monetária nos próximos meses.

O que isso significa para o investidor

A alternância abrupta entre tombo e recuperação em um único pregão reforça o diagnóstico de que esses setores operam como termômetro das expectativas de juros no mercado brasileiro. Para quem investe nessas companhias, o episódio sugere que a volatilidade deve persistir enquanto não houver clareza maior sobre a trajetória fiscal e monetária do país.

Vale lembrar que, segundo cobertura anterior do AAR News, a Bolsa já havia registrado sua maior alta diária em seis anos entre o primeiro e o segundo turno eleitoral, impulsionada por fluxo estrangeiro recorde e queda dos juros longos, conforme avaliações do Goldman Sachs e do UBS à época. O movimento desta semana mostra que esse otimismo inicial não se sustentou de forma linear, com reversões bruscas nos dois sentidos.

Para o investidor de perfil mais conservador, episódios como esse reforçam a importância de calibrar exposição a ativos de alta sensibilidade a juros, como varejo, construção e saúde, considerando o apetite a risco e o horizonte de investimento. Já para quem busca oportunidades táticas, a recuperação após quedas acentuadas pode representar momentos de entrada, mas o próprio InfoMoney alerta que a cautela dos analistas em relação ao cenário fiscal e monetário permanece — fator que deve seguir no radar nas próximas semanas.

Agregado por AAR News · fonte: InfoMoney

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos