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Lucros bilionários das petroleiras chegam em meio a alertas técnicos sobre o setor

CNBC traz estimativas de resultados recordes para Exxon, Chevron, ConocoPhillips e refinarias, mas analista da BTIG recomenda cautela com as ações do setor

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A temporada de balanços das grandes petroleiras promete números expressivos, segundo reportagem da CNBC. A emissora destaca que os próximos dias concentram divulgações de resultados, uma conferência de peso no setor de energia e desdobramentos da crise energética europeia, em um momento de tensão geopolítica no Oriente Médio.

De acordo com a CNBC, as estimativas para ExxonMobil, Chevron e ConocoPhillips apontam lucro por ação mais que dobrado em relação ao ano anterior. A reportagem afirma que o caso das companhias voltadas ao refino é ainda mais acentuado.

O destaque do refino

A estimativa de lucro por ação da Marathon Petroleum citada pela CNBC é de US$ 25,37. Para efeito de comparação, a reportagem lembra que, três meses antes, a empresa havia reportado US$ 17,73 por ação, superando a projeção de US$ 14,27. Um ano antes, segundo a CNBC, a companhia sediada em Ohio havia lucrado US$ 4,51 por ação.

A publicação atribui o salto à combinação entre a alta do petróleo e, principalmente, à ampliação da chamada 'crack spread' — a margem entre o preço do petróleo bruto e o dos produtos refinados. Segundo a CNBC, a expectativa é de que as vendas da companhia aumentem em US$ 13 bilhões em um único ano.

Guidance pesa mais que o resultado em si

A reportagem da CNBC pondera que, para as quatro companhias mencionadas, as projeções futuras devem ganhar mais atenção dos investidores do que os números já realizados. Mudanças nos planos de investimento de capital anunciadas junto aos balanços tendem a ser monitoradas de perto pelo mercado, segundo a emissora.

A CNBC também menciona que os resultados bilionários devem reacender críticas da classe política ao setor em meio à alta dos preços do petróleo. Uma fonte do setor ouvida pela emissora afirmou que a indústria já está 'acostumada' a esse tipo de crítica, mas gostaria de mais atenção ao caráter cíclico do negócio — com ciclos de bonança e de baixa — e à ideia de que os lucros atuais servem como reserva para os períodos em que os preços do petróleo voltarem a cair.

Alerta técnico da BTIG

A CNBC traz a avaliação de Jonathan Krinsky, analista gráfico da BTIG, que recomenda cautela com o setor de energia. Segundo ele, o índice S&P Refining Index acumula alta de quase 160% em 2026, o melhor desempenho anual em pelo menos três décadas.

Krinsky, citado pela reportagem, escreveu que o mercado deveria, no mínimo, esperar uma consolidação dos preços, mas que é mais provável uma reversão de baixa significativa. O analista também afirmou não gostar dos gráficos de Valero e Marathon Petroleum — sobre esta última, disse que a ação 'ainda não rompeu sua tendência de alta, mas parece estar perto disso', segundo a CNBC.

Tensões no Oriente Médio e o risco para o petróleo

A reportagem da CNBC também aborda a agenda de viagens do autor da coluna, que inclui a conferência ADIPEC, em Abu Dhabi, um dos principais encontros do setor de energia no mundo, com reuniões previstas com executivos e líderes de países produtores sobre petróleo, gás, commodities e o Estreito de Hormuz — tudo em meio a temores de que haja uma nova rodada de ataques a alvos iranianos ou à infraestrutura energética do Irã.

Segundo a CNBC, uma viagem planejada a Riad havia sido cancelada semanas antes depois que os houthis lançaram ataques a alvos civis em Riad e outras cidades sauditas. A emissora também menciona uma publicação feita pelo autor em sua conta no X, com uma foto tirada por um amigo em Dubai mostrando um navio da Marinha dos Estados Unidos vigiando à distância no Golfo Pérsico. Segundo a reportagem, a presença naval americana ajuda a garantir o fluxo de petróleo por Hormuz, mas há o risco de que uma escalada da guerra do Irã, com novos ataques americanos a alvos iranianos, provoque uma alta nos preços do petróleo.

A crise energética europeia

A CNBC relata que a guerra do Irã e o risco em Hormuz adicionaram uma camada extra a uma situação já delicada na Europa, mas ressalta que essa não é a causa principal da crise energética do continente. Segundo a reportagem, a invasão russa e a guerra de quatro anos contra a Ucrânia agravaram um quadro que já vinha de decisões de política energética tomadas anos antes.

O autor afirma cobrir a crise energética europeia há cinco anos, passando por Reino Unido, Alemanha, Bélgica e Holanda, e que a próxima parada será a Itália. Segundo a CNBC, os níveis de armazenamento de gás natural na Europa estão abaixo da média recente, e os preços do GNL importado estão próximos de máximas históricas.

Nuclear e GNL americano

A reportagem da CNBC também cita uma entrevista com o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, concedida a partir de uma usina nuclear na zona rural de Illinois. Segundo a emissora, o departamento de Wright está oferecendo bilhões de dólares em garantias de empréstimo para ampliar a capacidade nuclear nos Estados Unidos. A conversa também tratou de petróleo, Irã, Hormuz e da importância do GNL americano para manter o funcionamento do sistema energético europeu, de acordo com a CNBC.

O que isso significa para o investidor

Os números esperados para Exxon, Chevron, ConocoPhillips e, sobretudo, para as refinarias como Marathon Petroleum reforçam o momento favorável de margens no setor de energia — mas o alerta técnico da BTIG mostrado pela CNBC é um lembrete de que preço de ação e fundamento de curto prazo nem sempre caminham juntos. Uma alta de quase 160% em um ano, como a do índice de refino citada por Krinsky, tende a embutir expectativas já otimistas, o que exige atenção redobrada ao guidance das empresas e aos planos de capital anunciados nos próximos balanços.

Para quem acompanha o mercado brasileiro, o desenrolar da tensão em Hormuz e da crise de gás na Europa é relevante indiretamente, via preço internacional do petróleo e seus efeitos sobre ações de energia listadas no exterior e sobre o câmbio. Qualquer escalada militar envolvendo o Irã, como aventada pela CNBC, tende a gerar volatilidade pontual nos preços do petróleo, com reflexos possíveis sobre ativos brasileiros ligados à commodity.

Às 17h21 (horário de Brasília) de 29 de outubro de 2026, o S&P 500 operava a 7.720,39 pontos, com queda de 0,30% no dia, segundo dados do scanner da TradingView — um pano de fundo de cautela moderada que reforça a recomendação de seletividade feita pela BTIG para o setor de energia. Investidores expostos a petroleiras e refinarias devem monitorar não apenas os resultados em si, mas principalmente as projeções de investimento e os comentários das companhias sobre o ciclo de preços à frente.

Agregado por AAR News · fonte: CNBC

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos