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Lara Resende propõe Selic 'tabelada' e ajuste fiscal pelos juros

Economista do Plano Real defende metas fiscais e monetárias conjuntas, com queda gradual da Selic a 7,5% em 12 meses

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Uma proposta do economista André Lara Resende, apontado como um dos formuladores do Plano Real, voltou a colocar em debate a forma como o Brasil combina política monetária e ajuste fiscal. Segundo o InfoMoney, ele defende que o cerne do problema fiscal do país está no serviço da dívida, não apenas no gasto público corrente.

A proposta prevê a definição conjunta de metas fiscais e monetárias, em vez de tratá-las como esferas separadas. Pelo plano descrito pelo InfoMoney, o Banco Central reduziria a Selic de forma gradual até chegar a 7,5% em um horizonte de 12 meses.

Papel das reservas cambiais

Outro ponto da proposta envolve o uso das reservas internacionais do país. De acordo com o InfoMoney, as reservas poderiam ser usadas para suavizar eventual depreciação do real ao longo do processo de ajuste da taxa de juros.

A ideia de atrelar a trajetória da Selic a um cronograma pré-definido — o que o InfoMoney descreve como uma taxa 'tabelada' — é o elemento mais controverso da proposta, por romper com o modelo de decisão discricionária adotado atualmente pelo Banco Central a cada reunião do Copom.

O que isso significa para o investidor

Uma eventual adoção de uma trajetória pré-definida para a Selic alteraria a lógica de precificação de ativos de renda fixa e de risco no Brasil, hoje ancorada nas decisões reunião a reunião do Copom. Investidores acompanham com atenção qualquer sinalização de mudança no arcabouço de política monetária, já que isso afeta diretamente a curva de juros futuros e a atratividade relativa de títulos públicos.

O uso de reservas cambiais para conter depreciação do real, caso avance como ideia de política, também é um ponto a monitorar, especialmente para quem opera no câmbio ou mantém exposição a ativos dolarizados. A proposta de Lara Resende se soma a um debate mais amplo sobre o espaço fiscal do país, tema também presente em discussões recentes sobre desonerações e nível da dívida bruta, segundo cobertura do AAR News.

Por ora, trata-se de uma proposta em discussão, sem indicação de adoção formal pelo Banco Central ou pelo governo. O investidor deve acompanhar se a ideia ganha tração em fóruns de política econômica e se autoridades monetárias se manifestam sobre a viabilidade de atrelar a Selic a metas pré-definidas.

Agregado por AAR News · fonte: InfoMoney

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos