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Inflação nos EUA sobe mais que o esperado em setembro, puxada pelos combustíveis

Índice de preços ao consumidor avançou 3,7% em 12 meses, impulsionado pela alta nos preços da gasolina, segundo dados oficiais citados pela BBC

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A inflação ao consumidor nos Estados Unidos acelerou para 3,7% no acumulado de 12 meses até setembro, superando as expectativas do mercado, segundo informações divulgadas pela BBC. O movimento foi puxado principalmente pelo encarecimento dos combustíveis automotivos.

De acordo com o Bureau of Labor Statistics, citado pela reportagem, os preços dos combustíveis para veículos saltaram 34,2% no intervalo de 12 meses. Somente em setembro, a alta mensal foi de 9,1%, respondendo por mais da metade do avanço total da inflação no período.

Energia pressiona o índice geral

O levantamento mostra que a inflação de energia como um todo cresceu 20,4% ao longo do ano, refletindo altas nos preços de combustível, serviços de energia e eletricidade. O óleo combustível, usado em aquecimento residencial, teve alta de 74,2% no período de 12 meses, de acordo com os dados citados pela BBC.

Atenção do Federal Reserve

Segundo a reportagem, especialistas afirmam que o Federal Reserve, responsável por definir a taxa de juros do país, deve monitorar de perto se o encarecimento da energia começa a se espalhar para outras áreas da economia, como os preços de alimentos, pressionando ainda mais a inflação geral.

Alimentos e núcleo seguem contidos

Por ora, a inflação de alimentos permanece sob controle: ficou estável no mês de setembro e acumulou alta de 2,5% em 12 meses, conforme os dados reportados. Já o núcleo da inflação, que exclui os componentes de alimentos e energia, ficou em 2,6% no período.

O que isso significa para o investidor

O avanço da inflação acima do esperado tende a reforçar a cautela do Federal Reserve em relação a cortes de juros, especialmente enquanto o componente de energia mostrar força concentrada, como os saltos de 34,2% nos combustíveis e 74,2% no óleo combustível apontados pelos dados oficiais citados pela BBC. Para investidores expostos a ativos americanos, esse cenário pede atenção redobrada às próximas leituras de preços, sobretudo para verificar se a pressão energética começa a contaminar itens como alimentos, hoje com variação mais contida de 2,5% ao ano.

O núcleo de inflação em 2,6%, abaixo do índice cheio, ainda sugere que a pressão de preços está concentrada em energia, e não disseminada pela economia. Esse diferencial é um dos pontos que o mercado deve acompanhar nas próximas divulgações, já que uma eventual migração da pressão de custos para outros setores alteraria as apostas sobre o ritmo de juros nos Estados Unidos e, por consequência, o apetite por risco em mercados emergentes, incluindo o Brasil.

Agregado por AAR News · fonte: BBC

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