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Índice do medo de Wall Street dispara e traders apostam em alta adicional

VIX ultrapassa 22 pontos pela primeira vez em quatro meses após venda generalizada em ações ligadas a IA; volume de opções sugere proteção para novembro

Índice do medo de Wall Street dispara e traders apostam em alta adicional
CNBC

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O Cboe Volatility Index, o chamado índice do medo de Wall Street, superou a marca de 22 pontos nesta sessão, nível que não via há quatro meses, segundo reportagem da CNBC. O movimento acompanhou uma liquidação em papéis ligados a inteligência artificial e reacendeu o apetite por proteções contra novas quedas.

Um conjunto de operações no mercado de opções chamou atenção de analistas por apostar que o indicador permanecerá elevado até novembro. De acordo com a CNBC, um investidor comprou 9.200 contratos de call com vencimento em 18 de novembro e strike de 20 pontos, pagando US$ 1,7 milhão, além de 12.500 contratos de call para o mesmo vencimento com strike de 23 pontos, por US$ 1,1 milhão — uma aposta de que o VIX fechará acima de 23 pontos até a terceira semana de novembro.

Rolagem de proteções preocupa especialistas

Brent Kochuba, fundador da SpotGamma e colaborador da CNBC, avaliou que a velocidade com que o VIX subiu na sessão, somada ao volume elevado de negociação de opções sobre o índice, indica que investidores estão realizando lucro em posições de outubro e migrando a proteção para contratos de novembro, na expectativa de uma correção mais ampla do mercado. Segundo ele, houve vários negócios de calls para novembro que superaram US$ 1 milhão em prêmio isoladamente.

CoreWeave e Nasdaq sob pressão

O pano de fundo da escalada do VIX foram sinais de fragilidade no setor de inteligência artificial e temores envolvendo a CoreWeave, provedora de serviços de nuvem voltada a cargas de IA. A reportagem da CNBC aponta que a ação da companhia recuou 13% no pregão. O Nasdaq, por sua vez, caiu 2%, no pior desempenho diário desde 5 de junho.

Calls dominam negociação de opções

Entre os dez contratos de VIX mais negociados na sessão de sexta-feira, nove eram calls, e seis tinham strikes acima do patamar para onde o índice recuou após o pico inicial, segundo a CNBC. Essas nove operações concentraram cerca de 36% de todo o prêmio negociado em opções do VIX no dia, reforçando a leitura de que parte relevante do mercado está posicionada para um novo salto de volatilidade. A reportagem destaca ainda que a próxima semana trará um teste importante para esse cenário, com a divulgação de resultados de Tesla, SpaceX e Meta.

O que isso significa para o investidor

O movimento do VIX reforça um quadro que a cobertura recente do AAR News já vinha sinalizando: por trás de índices que flertavam com máximas históricas, havia dispersão relevante entre ações individuais, com estrategistas de casas como Goldman Sachs, Morgan Stanley e Deutsche Bank divergindo sobre os riscos à frente. A escalada de posições protetoras para novembro sugere que parte do mercado não vê essa dispersão como passageira.

Para o investidor brasileiro com exposição a ativos americanos, o episódio é um lembrete de que a concentração de ganhos em nomes ligados a inteligência artificial — caso da CoreWeave — pode se traduzir em volatilidade abrupta quando surgem dúvidas pontuais sobre esse segmento. Segundo o scanner da TradingView, em 16/10/2026 às 20h40 BRT o Nasdaq operava em 26.140,03 pontos, com queda de 2,14% no dia, movimento compatível com o estresse relatado pela CNBC.

O calendário de resultados da próxima semana, com Tesla, SpaceX e Meta, tende a funcionar como termômetro para saber se a aposta em um VIX mais alto até novembro se confirma ou se o mercado volta a acomodar a volatilidade. Até lá, o aumento do volume em opções de proteção é um sinal a ser monitorado por quem administra carteiras com exposição a tecnologia e IA nos Estados Unidos.

Agregado por AAR News · fonte: CNBC

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos