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IBM, Oracle, Intel e IonQ rejeitam tokenização de ações pela OKXICE

Lista de objeções à joint venture entre OKX e ICE chega a 26 empresas, em meio a dúvidas sobre o novo regime da SEC para negociação de ações via blockchain

Ler na fonte → CoinDesk

IBM, Oracle, Intel e IonQ decidiram não participar do plano da OKXICE para oferecer versões tokenizadas de suas ações, segundo noticiou a CoinDesk. Com essas quatro adesões à lista de recusas, o total de empresas que optaram por ficar de fora do projeto chega a 26.

A informação consta de um aviso público atualizado, divulgado pela OKXICE — a joint venture formada pela corretora de criptoativos OKX e pela Intercontinental Exchange (ICE), controladora da NYSE — datado de segunda-feira, 26 de outubro. As quatro empresas se somam a uma lista que já incluía nomes como Microsoft, Alphabet, Goldman Sachs, Cisco e Wells Fargo, conforme relatado pela CoinDesk.

O mecanismo de objeção da SEC

O crescimento da lista de recusas expõe uma dificuldade central para a OKXICE e para o arcabouço regulatório recém-criado pela SEC: convencer as próprias companhias listadas a aceitarem ter suas ações negociadas nesse novo formato. A chamada 'Innovation Exemption', com validade de cinco anos, permite que plataformas qualificadas testem a negociação de ações baseada em blockchain em horário contínuo, 24 horas por dia. Ao mesmo tempo, a regra dá às empresas de capital aberto a opção de barrar a inclusão de suas ações nesse tipo de negociação.

Segundo a CoinDesk, a OKXICE publicou seu primeiro aviso público em 4 de outubro, detalhando planos para operar por meio de pools de liquidez do Uniswap v4 na blockchain XLayer, da própria OKX, com liquidações realizadas em stablecoins. A estrutura prevista utilizaria criadores de mercado automatizados — sistemas que executam negociações a partir de pools de ativos, em vez do tradicional livro de ofertas que casa compradores e vendedores diretamente.

Pelas regras do novo regime, as plataformas são obrigadas a notificar as empresas emissoras e conceder um prazo de 30 dias para que elas se manifestem contra a inclusão de suas ações antes que a negociação tokenizada comece a valer.

Maioria das empresas da lista original já recusou

As quatro novas recusas divulgadas estavam entre as 62 companhias que compunham a lista original proposta pela OKXICE. Segundo apuração da CoinDesk, isso eleva para 23 o número de objeções dentro desse grupo inicial de 62 empresas. A contagem total de 26 objeções também inclui Cerebras Systems, Arm Holdings e Wells Fargo, que não faziam parte da seleção original divulgada pela joint venture.

A reportagem da CoinDesk se soma a cobertura anterior sobre o tema: na semana passada, segundo apuração da Reuters, a lista de objeções já somava 22 empresas, incluindo Cisco, Wells Fargo, Marvell, Arm, Intuit e Moderna, que também haviam optado por ficar fora da iniciativa.

Cautela das emissoras e incerteza sobre benefícios

O volume crescente de recusas reforça um quadro de cautela inicial das empresas diante do novo arcabouço da SEC. Segundo especialistas do setor ouvidos pela CoinDesk para seu boletim Tokenization Weekly, as regras dão às companhias poder de decisão sobre como suas ações passam a circular on-chain, mas a própria estrutura do mecanismo tende a empurrar as empresas para a recusa: objetar não tem custo, enquanto o silêncio permite que a negociação tokenizada comece sem que haja, depois, um mecanismo claro para reverter esse consentimento. Para equipes jurídicas e de relações com investidores que ainda estão se familiarizando com o modelo, dizer não garante mais tempo para entender as implicações antes de se comprometer.

O benefício financeiro para as emissoras também permanece incerto. A tokenização poderia gerar demanda adicional, especialmente de investidores estrangeiros, mas isso pode não ser suficiente para compensar preocupações com uma negociação de menor liquidez e em horário contínuo, fora da estrutura de mercado tradicional à qual as empresas estão habituadas — avaliação atribuída por Reid Noch, da TD Securities, à CoinDesk.

O que isso significa para o investidor

Para quem acompanha o mercado de ativos tokenizados, o movimento sinaliza que a adesão das grandes emissoras de ações americanas ao novo regime da SEC está longe de ser automática. O salto de 22 para 26 objeções em poucos dias — considerando a apuração mais recente da CoinDesk frente à cobertura anterior baseada na Reuters — mostra que o fenômeno não se limita a um grupo isolado de empresas, mas se espalha por setores distintos, de tecnologia a serviços financeiros.

Investidores interessados em exposição a ações tokenizadas via OKXICE devem monitorar de perto a composição final da lista de ativos disponíveis, já que companhias de peso como Microsoft, Alphabet, Goldman Sachs e agora IBM, Oracle e Intel já optaram por ficar fora. Isso reduz, ao menos no lançamento inicial, o leque de nomes de grande capitalização acessíveis por essa via.

A incerteza sobre o benefício financeiro para as próprias emissoras — mencionada por especialistas da TD Securities à CoinDesk — é outro ponto a observar: se a tokenização não demonstrar vantagens claras em termos de demanda ou liquidez, o ritmo de objeções tende a se manter elevado, o que pode limitar o alcance prático do novo regime da SEC nos próximos meses.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos