Cripto · Segurança

Golpista de falsos empregos online perde quase US$ 5 milhões em bitcoin

Chainalysis identifica fraudador como uma das maiores vítimas de carteiras Ledger comprometidas por chip espião

Ler na fonte → CoinDesk

Um golpista que havia faturado milhões enganando vítimas com ofertas falsas de emprego online acabou do outro lado de uma fraude: perdeu mais de US$ 4,9 milhões em bitcoin depois que criminosos exploraram uma vulnerabilidade em carteiras físicas Ledger, segundo a empresa de análise de blockchain Chainalysis.

A Chainalysis afirmou, em publicação na rede X nesta quinta-feira, que o responsável pelo esquema havia transferido os recursos obtidos ilicitamente para três endereços de carteiras Ledger. Esses endereços acabaram esvaziados por atacantes, que retiraram 60 bitcoin do fraudador.

Como funcionava o golpe original

Segundo a Chainalysis, o esquema que originou os fundos roubados era o chamado "task scam": vítimas recebiam pagamentos iniciais para publicar avaliações falsas de produtos ou impulsionar vendas online. Em seguida, eram informadas de que suas contas apresentavam saldo negativo e que precisariam depositar dinheiro próprio para conseguir sacar os supostos ganhos acumulados.

A violação nos dispositivos Ledger

O episódio se soma a um caso mais amplo envolvendo dispositivos Ledger comercializados por uma revendedora do Sudeste Asiático chamada CryptoBilis. Investigadores encontraram implantes de hardware não autorizados nesses aparelhos, capazes de transmitir informações de recuperação de carteira por rede móvel, o que teria permitido a atacantes acessar o bitcoin armazenado nos dispositivos afetados.

No caso relatado pela Chainalysis, o próprio golpista teria usado carteiras com esse tipo de comprometimento para guardar o produto de sua fraude, o que resultou na perda dos fundos para terceiros.

O que isso significa para o investidor

O episódio ilustra um ponto relevante para quem guarda ativos digitais: a segurança de uma carteira de hardware depende também da integridade da cadeia de distribuição do dispositivo, não apenas do software ou da senha utilizada. Comprar equipamentos de revendedores não oficiais, como no caso da CryptoBilis citado pela Chainalysis, pode expor o usuário a riscos que passam despercebidos até o momento do saque.

Vale notar que o AAR News já havia noticiado, em 15 de outubro de 2026, os planos da Ledger de lançar um dispositivo chamado Atom, que funcionaria como smartphone com modo protegido para gestão de ativos digitais — um movimento que reforça a importância de proteger fisicamente o hardware usado para guardar criptomoedas. O caso relatado pela Chainalysis reforça esse ponto de atenção mesmo antes de qualquer lançamento desse tipo.

Para o investidor de varejo, a lição prática é redobrar a verificação da origem de carteiras físicas antes da compra e desconfiar de canais de venda não oficiais. Já para quem acompanha o mercado de bitcoin de forma mais ampla, episódios como esse tendem a ser pontuais e não costumam, por si só, mover o preço do ativo — que, segundo dados do TradingView, era cotado em US$ 81.554,76 no fechamento de 16 de outubro de 2026, com queda de 0,70% no dia.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos