Os futuros das bolsas de Nova York operavam sem direção definida na noite de segunda-feira, enquanto investidores aguardavam uma leva de balanços corporativos de peso, segundo a CNBC. Os contratos futuros do Dow Jones Industrial Average subiam 30 pontos, enquanto os futuros do S&P 500 e do Nasdaq-100 se mantinham perto da estabilidade.
Os grandes bancos JPMorgan Chase, Goldman Sachs, Citigroup e Wells Fargo devem divulgar seus resultados antes da abertura do pregão de terça-feira. A seguradora UnitedHealth, integrante do Dow, também está na lista de divulgações do dia.
Segundo a reportagem, esses primeiros resultados podem dar o tom para uma temporada de balanços marcada por expectativas elevadas. Analistas ouvidos pela FactSet projetam, em média, crescimento de quase 30% nos lucros das empresas do S&P 500 em relação ao mesmo período do ano anterior.
Anthony Saglimbene, estrategista-chefe de mercado da Ameriprise, afirmou que três grupos devem moldar a leitura dos investidores sobre a temporada: bancos, como termômetro da saúde do consumidor e das empresas; big techs, pela monetização de inteligência artificial; e energia, pela durabilidade dos lucros ligados ao petróleo. Ele acrescentou que a saúde de consumidores e empresas, em meio a juros mais altos, custos elevados e preocupações macroeconômicas, será acompanhada de perto em todos os setores ao longo da temporada.
Ainda segundo a CNBC, os investidores vão analisar nesta terça-feira os dados de vendas de imóveis existentes, além de pronunciamentos dos dirigentes do Federal Reserve Christopher Waller, Tom Barkin e Susan Collins. Mais adiante na semana, a divulgação dos dados de inflação de setembro pode mexer com os rendimentos dos Treasuries, que recentemente atingiram máximas de décadas. O mercado de títulos dos EUA ficou fechado na segunda-feira em razão do feriado do Indigenous Peoples' Day.
Wall Street encerrou a segunda-feira em sessão mista: o Dow Jones fechou com alta de mais de 195 pontos, enquanto quedas em ações do setor de memória levaram Nasdaq Composite e S&P 500 a terreno negativo no dia.
O que esperar dos balanços dos grandes bancos
De acordo com dados da LSEG citados pela CNBC, o JPMorgan Chase deve reportar crescimento de lucro em dois dígitos na comparação anual. O Goldman Sachs deve registrar avanço de 10% na receita e de cerca de 6% no lucro. O Citigroup, segundo a mesma fonte, deve apresentar crescimento acentuado de lucro na comparação com o ano anterior. Já o Wells Fargo deve reportar expansão de lucro superior a 10%.
Syndax Pharmaceuticals cai após teste clínico de fase 2
As ações da Syndax Pharmaceuticals recuaram 15% depois que a empresa informou que o composto axatilimab não atingiu o desfecho primário em um teste de fase 2 voltado ao tratamento de fibrose pulmonar idiopática.
Nick Botwood, chefe de pesquisa e desenvolvimento da Syndax, afirmou em comunicado que o estudo MAXPIRe não atingiu o desfecho primário e que a empresa ficou decepcionada com o resultado, dada a racionalidade científica promissora no tratamento da doença.
Caso as perdas registradas no after-hours se confirmem no fechamento de terça-feira, será o pior dia da ação desde 6 de maio de 2025, quando o papel caiu 22%.
O que isso significa para o investidor
A semana concentra um volume relevante de informação para quem acompanha o mercado americano, com peso direto sobre ativos globais e sobre o apetite por risco. Os resultados dos grandes bancos funcionam como primeiro indicador concreto da temporada de balanços, e a reação do mercado a esses números tende a influenciar o humor de curto prazo em bolsas ao redor do mundo, incluindo ativos brasileiros sensíveis a fluxo externo.
Conforme o scanner da TradingView, em 12/10/2026 às 19h32 (horário de Brasília), o S&P 500 operava em 7.807,24 pontos, com leve queda de 0,06% no dia, enquanto o Nasdaq marcava 27.245,90 pontos, recuo de 0,44%. Esses números mostram um mercado que, às vésperas dos balanços bancários, ainda não precificou de forma clara otimismo ou pessimismo em relação à temporada.
Para o investidor brasileiro, o ponto de atenção prático é a combinação entre os resultados bancários, a divulgação dos dados de inflação de setembro e as falas de dirigentes do Federal Reserve ao longo da semana — fatores que, juntos, podem pressionar os rendimentos dos Treasuries e, por consequência, afetar o custo de capital global e o fluxo para mercados emergentes.
Vale ainda observar casos pontuais como o da Syndax, que ilustram como resultados de testes clínicos podem gerar movimentos abruptos em ações específicas, reforçando a importância de avaliar risco idiossincrático mesmo em carteiras diversificadas internacionalmente.
Agregado por AAR News · fonte: CNBC
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