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Futuros de Nasdaq sobem em compra na baixa após tombo das ações de IA

Após semana de forte correção ligada a temores sobre o ciclo de investimentos em inteligência artificial, futuros americanos abrem domingo em alta cautelosa

Futuros de Nasdaq sobem em compra na baixa após tombo das ações de IA
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Os futuros de ações nos Estados Unidos voltaram a subir na noite de domingo, em um movimento de recomposição cautelosa depois de uma semana marcada por forte liquidação em papéis ligados ao tema de inteligência artificial. Segundo a CNBC, os futuros do Nasdaq-100 avançavam 0,4%, os do Dow Jones subiam 0,2% (110 pontos) e os do S&P 500 ganhavam 0,2%.

A estabilidade nos preços do petróleo no início do domingo também deu algum suporte ao apetite por risco, de acordo com a reportagem.

Pior semana em meses para as bolsas americanas

A CNBC lembra que o S&P 500 perdeu quase 2% na semana anterior, a maior queda semanal desde o fim de junho. Já o Nasdaq recuou 4,5%, interrompendo uma sequência de quatro semanas consecutivas de alta.

O gatilho, segundo a reportagem, foi a divulgação de que a receita trimestral da Anthropic no terceiro trimestre somou US$ 16,8 bilhões — alta em relação aos US$ 11,6 bilhões do segundo trimestre, conforme apurou a própria CNBC com fontes. Mesmo com o crescimento, o número acendeu um alerta entre investidores quanto ao ritmo de expansão da construção de infraestrutura de IA.

CoreWeave no epicentro dos temores com crédito

A ação da CoreWeave, empresa de computação em nuvem voltada à IA que usa grandes volumes de dívida para erguer data centers alugados a companhias de tecnologia, despencou 25% na semana — sua maior queda semanal desde novembro de 2025, segundo a CNBC. A reportagem aponta que investidores do mercado de crédito corporativo passaram a evitar os papéis da empresa, com os contratos de credit default swap da companhia atingindo níveis de estresse.

O movimento não ficou restrito à CoreWeave. Operadores do Goldman Sachs, citados pela CNBC, afirmaram na sexta-feira que os spreads de crédito ligados à IA e, especificamente, aos chamados hyperscalers estão nos níveis mais amplos do ano. Segundo a mesma nota, da última vez em que os spreads estiveram próximos desse patamar, as ações subjacentes negociavam 15% mais baixas.

"O alargamento em todo o complexo forçou os investidores a encarar o que acontece quando o crescimento dos gastos com IA desacelera. O capex do setor provavelmente já atingiu o pico, e financiamento, sustentabilidade e retorno sobre o capital se tornaram o debate central, em vez da próxima revisão de resultados de curto prazo", disseram os operadores do Goldman, segundo a CNBC. Eles acrescentaram que "o pessimismo está aumentando, a amplitude de mercado está baixa, e [na sexta-feira] vimos o segundo maior volume de opções de venda negociadas, atrás apenas de junho deste ano".

Petróleo sob vigilância com tensões geopolíticas

Os investidores também monitoravam de perto o mercado de petróleo diante da intensificação de ataques a navios no Golfo Pérsico e da troca de ataques entre Ucrânia e Rússia contra infraestrutura energética. A Ucrânia atingiu um terminal petrolífero em São Petersburgo, na Rússia, neste domingo, segundo a CNBC.

Contratos futuros de petróleo com vencimento mais longo começaram a subir diante da expectativa de que as interrupções em infraestrutura energética possam se estender até 2027, aponta a reportagem.

Apesar disso, os contratos futuros de Brent e WTI recuavam no domingo. O Brent cedia 1%, a US$ 108,80 o barril, enquanto o petróleo americano perdia 0,2%, a US$ 101,18, segundo dados citados pela CNBC.

A reportagem informa ainda que incêndios atingiram um terminal e um depósito de petróleo em São Petersburgo após a Ucrânia lançar uma onda de ataques com drones no domingo, segundo publicação do governador da região, Alexander Beglov. Já no Golfo Pérsico, dois petroleiros foram atacados na costa da Arábia Saudita na sexta-feira, de acordo com registros de incidentes do United Kingdom Maritime Trade Operations Centre citados pela CNBC.

Semana de resultados como teste para o mercado

A CNBC destaca que uma série de balanços de grandes companhias, incluindo Meta Platforms e Tesla, chega ao mercado ao longo desta semana, com expectativa de que os resultados ajudem a estabilizar o humor dos investidores após a turbulência recente.

O que isso significa para o investidor

Os números citados pelo Goldman Sachs e reproduzidos pela CNBC sugerem que o mercado de crédito está precificando um cenário mais incerto para o ciclo de investimentos em IA do que o mercado acionário até então reconhecia — spreads nos níveis mais amplos do ano tendem a anteceder, e não seguir, ajustes relevantes em preços de ações, como o próprio relatório observa ao comparar com episódios anteriores.

Segundo o scanner da TradingView, em 18/10/2026 às 20h21 (horário de Brasília), o S&P 500 era cotado a 7.659,44 pontos, com queda de 1,09% no dia, e o Nasdaq a 26.140,03 pontos, com recuo de 2,14% no dia — números que confirmam, na prática, a pressão descrita pela CNBC sobre os ativos ligados à tecnologia e à inteligência artificial.

Para quem investe no Brasil, o episódio reforça a importância de acompanhar não apenas o desempenho das ações de IA, mas também o comportamento do mercado de crédito corporativo americano, especialmente de empresas altamente alavancadas como a CoreWeave. Um aperto nas condições de financiamento desse setor pode se propagar para índices amplos e para ativos de risco globalmente, inclusive ETFs e fundos com exposição a tecnologia americana.

A semana de resultados com Meta e Tesla, mencionada pela CNBC, deve funcionar como termômetro imediato: números que sustentem a narrativa de crescimento podem conter a aversão a risco, enquanto decepções tendem a aprofundar o movimento de cautela já verificado no mercado de crédito ligado à IA.

Agregado por AAR News · fonte: CNBC

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos