O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou que pretende eliminar a alíquota de 12% do imposto sobre exportação de petróleo bruto caso seja eleito. A declaração foi dada em entrevista ao podcast Market Makers, em São Paulo, nesta quinta-feira (6).
Segundo o parlamentar, a medida tributária — instituída em contexto de tensões geopolíticas — pode gerar efeitos negativos sobre a produção. Ele traçou paralelo com a Argentina, que adotou imposto semelhante sobre exportações de carne e enfrentou queda na oferta e alta de preços.
A alíquota de 12% foi mantida em julho pelo Comitê de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex), com caráter temporário de até 60 dias e reavaliação prevista em 30 dias. O órgão justificou a decisão pela deterioração do cenário no Oriente Médio.
Revisão da reforma tributária
Flávio Bolsonaro também voltou a defender mudanças na reforma tributária, que deve entrar em vigor a partir de 2027 e está atualmente em fase de testes. Para o senador, o volume de exceções previstas no texto pode levar o Brasil a ter o maior Imposto sobre Valor Agregado (IVA) do mundo.
O parlamentar argumentou que a modernização do sistema deveria priorizar a simplificação e a redução da carga tributária. Ele defendeu cortes nas exceções setoriais e a criação de mecanismos com previsibilidade de extinção ao longo do tempo.
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