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EUA ameaçam suspender fornecimento de armas à Ucrânia, diz FT

Jornal britânico apurou que Washington pressiona Kiev a parar ataques a refinarias russas sob risco de cortar inteligência e mecanismo de compras militares

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O governo dos Estados Unidos estaria ameaçando suspender o sistema que viabiliza a compra de armamento pela Ucrânia como forma de forçar Kiev a interromper os ataques contra instalações de infraestrutura energética na Rússia. A informação foi publicada pelo Financial Times neste domingo, com base em relatos de autoridades europeias que tiveram contato direto com representantes norte-americanos sobre o tema.

Segundo o jornal, essas autoridades foram procuradas por telefone ou informadas indiretamente sobre a movimentação dos EUA, que estariam pressionando tanto capitais europeias quanto o próprio governo ucraniano para que os ataques às refinarias de petróleo russas cessem.

A Reuters, que também repercutiu o caso, afirmou não ter conseguido confirmar de forma independente as informações até o momento da publicação. A Casa Branca, por sua vez, não respondeu prontamente a pedidos de comentário sobre o assunto.

Ameaça inclui corte de inteligência e mecanismo de compras

De acordo com a reportagem do Financial Times, a mensagem transmitida por Washington não se limitaria à suspensão de armamentos: incluiria também a possibilidade de interromper o compartilhamento de inteligência militar com a Ucrânia, além de suspender o chamado mecanismo Purl — a Lista de Necessidades Prioritárias da Ucrânia, usada para viabilizar a aquisição de armas norte-americanas pelo país.

Uma autoridade que teria recebido contato de um representante do Ministério da Defesa dos EUA relatou ao jornal que as ligações não se restringiram a Kiev. Segundo essa fonte, citada pelo FT, Washington estaria em contato também com diversos governos europeus sobre o tema.

Anúncio de Trump sobre cessar-fogo energético gerou dúvidas

A revelação do Financial Times vem na sequência de um anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também feito neste domingo, sobre um cessar-fogo energético entre Rússia e Ucrânia. Trump afirmou que a trégua entraria em vigor de forma imediata.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, no entanto, disse que ainda aguardava detalhes concretos sobre os termos do acordo, o que deixa em aberto o alcance real da medida anunciada por Washington.

O que isso significa para o investidor

Episódios como este reforçam um componente de risco geopolítico que tende a pesar sobre o apetite por ativos de risco globalmente, especialmente em mercados emergentes como o brasileiro. Tensões envolvendo fornecimento de armas, infraestrutura energética russa e a postura dos EUA no conflito têm potencial de afetar a percepção de risco internacional, ainda que os desdobramentos concretos para preços de commodities e câmbio dependam de como a situação evolui nos próximos dias.

Para o investidor brasileiro, o episódio é mais um lembrete de que fatores externos ligados ao conflito na Ucrânia continuam no radar, num momento em que a cobertura da AAR News já vinha discutindo o descompasso entre o ciclo de juros no Brasil e a postura do Federal Reserve nos Estados Unidos como fator relevante para a migração de recursos à renda variável local.

Vale acompanhar se a incerteza em torno do cessar-fogo energético anunciado por Trump se traduz em volatilidade adicional nos mercados de energia, o que poderia reverberar sobre ativos ligados a commodities negociados no Brasil. Até o momento, no entanto, não há confirmação independente do conteúdo das ameaças atribuídas aos EUA, o que recomenda cautela na leitura dos próximos desdobramentos.

Agregado por AAR News · fonte: InfoMoney

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos