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Dow sobe 423 pontos na sexta e Wall Street fecha semana positiva

Índices americanos avançam com acordo de diesel entre Trump e Putin, enquanto disputa por espectro da SpaceX derruba teles e setor de IA segue pressionado

Dow sobe 423 pontos na sexta e Wall Street fecha semana positiva
CNBC

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Os três principais índices de Wall Street encerraram a sessão de sexta-feira em alta, encerrando uma semana marcada por volatilidade nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, oscilações no petróleo e recuo no segmento de inteligência artificial. Segundo a CNBC, o movimento ocorreu em meio à tentativa dos investidores de recuperar o fôlego após dias mais turbulentos.

O Dow Jones Industrial Average liderou os ganhos do dia, somando 423,31 pontos, ou 0,83%, e fechando aos 51.654,95 pontos. O S&P 500 avançou 0,59%, a 7.811,54 pontos, enquanto o Nasdaq Composite subiu 0,64%, encerrando aos 27.366,17 pontos, de acordo com a reportagem.

Fechamento em alta nos três principais índices

A reportagem da CNBC destaca que os índices renovaram as máximas do dia depois que o presidente Donald Trump afirmou que o presidente russo Vladimir Putin concordou em fornecer diesel tanto aos Estados Unidos quanto ao mercado global. Os preços do petróleo, que já haviam fechado ligeiramente mais altos — com os futuros do West Texas Intermediate perto de US$ 92 por barril e o Brent acima de US$ 104 — recuaram de forma discreta após o anúncio, já fora do horário de fechamento oficial.

Trump anuncia acordo de diesel com Putin

De acordo com publicação do próprio Trump na rede Truth Social, citada pela CNBC, a Rússia fornecerá imediatamente mais de 300 mil toneladas de diesel ao mercado global, seguidas por 500 mil toneladas em novembro e 1 milhão de toneladas logo depois. Moscou ainda entregaria outras 3 milhões de toneladas, segundo o texto, condicionadas à situação das refinarias russas.

A reportagem lembra que os preços do diesel subiram ao redor do mundo depois que a Ucrânia intensificou ataques a refinarias russas, levando Moscou a proibir as exportações do combustível para o mercado internacional. O Irã e seus aliados houthis também atacaram refinarias no Oriente Médio, o que, segundo a CNBC, aprofundou as restrições de oferta de combustível.

SpaceX fecha acordo de espectro e pressiona as teles

As ações da SpaceX, companhia de satélites e exploração espacial liderada por Elon Musk, subiram 1% depois que a empresa anunciou um acordo para comprar um portfólio nacional de espectro de radiofrequência, segundo a CNBC. Em contrapartida, papéis de AT&T, Verizon e T-Mobile caíram, com investidores temendo que o movimento intensifique a concorrência no setor.

O impacto mais forte recaiu sobre a Verizon: as ações da operadora chegaram a cair mais de 9% na sessão da tarde, caminhando para o pior desempenho diário em mais de duas décadas, de acordo com a reportagem. Caso o fechamento se confirmasse nesse patamar, seria o pior dia da companhia desde 22 de julho de 2002, quando o papel recuou quase 12%.

Tecnologia e saúde lideram os ganhos do dia

Além da SpaceX, outros nomes de tecnologia avançaram na sessão, com destaque para o setor de software. A Palo Alto Networks subiu 5%, enquanto CrowdStrike e Palantir Technologies avançaram 4% e 5%, respectivamente, segundo a CNBC. Entre as chamadas "Magnificent Seven", a Microsoft subiu 2% e a Amazon ganhou 3%.

Fora do setor de tecnologia, a área de saúde também se destacou. Merck e Gilead Sciences subiram mais de 2% cada, de acordo com a reportagem. Ações ligadas a vacinas, como a Moderna, também avançaram com o otimismo em torno de esforços do National Institutes of Health voltados a vacinas contra o câncer.

Ações de vacinas disparam com programa do NIH

A CNBC relata que as ações de Moderna e Novavax subiram depois que o The New York Times noticiou que o NIH planeja lançar um esforço público-privado para acelerar o desenvolvimento de vacinas personalizadas contra o câncer. O programa deve começar em dezembro e terá como foco inicial os cânceres de pâncreas, fígado e colorretal, além de determinados tumores pediátricos. Muitos dos tratamentos experimentais utilizam tecnologia de mRNA para treinar o sistema imunológico a atacar proteínas específicas dos tumores.

Segundo a reportagem, a correlação mais direta é com a Moderna, que já desenvolve uma vacina personalizada de mRNA contra o câncer em parceria com a Merck. A ação acumula alta superior a 600% em 2026, sendo a de melhor desempenho entre os componentes do S&P 500 no ano, de acordo com a CNBC.

Movimentos individuais: Humana, Apple e Park Aerospace

A reportagem também destacou outras movimentações relevantes do pregão. Entre seguradoras de saúde, os papéis reagiram à divulgação, pelos Centers for Medicare & Medicaid Services, das notas de 2027 no Medicare Plan Finder, referência para o período de inscrição aberta no outono americano. As ações da Humana dispararam 12% depois que o maior contrato de Medicare Advantage da seguradora teve sua nota elevada, enquanto a Alignment Healthcare desabou quase 14%.

A Apple caiu quase 2% depois que a Nikkei Asia informou que a empresa está cortando pedidos de componentes para o iPhone 18 Pro diante de demanda mais fraca do que a esperada. Segundo a publicação citada pela CNBC, os pedidos de produção de outubro para esse modelo e para o iPhone 18 Pro Max foram reduzidos em 15% em relação ao planejamento original.

Já a Park Aerospace, fabricante de materiais compostos para o setor aeroespacial, perdeu 9% no pregão. A empresa reportou lucro de 21 centavos por ação sobre receita de US$ 20,8 milhões no segundo trimestre, ante 12 centavos por ação e US$ 16,4 milhões no mesmo período do ano anterior, de acordo com a CNBC. Mesmo com a queda do dia, o papel ainda acumula alta de 25% em 2026.

Rali da IA segue pressionado após revelação sobre receita da OpenAI

A sessão de sexta-feira contrastou com a de quinta, quando ações de tecnologia ligadas à inteligência artificial sofreram depois que a CNBC confirmou que a OpenAI informou a investidores uma receita anualizada de US$ 50 bilhões ao final de setembro. No mês anterior, havia circulado amplamente a cifra de US$ 68 bilhões, mas uma fonte familiarizada com o assunto disse à emissora que esse número também incluía receita bruta proveniente de parceiros.

O Nasdaq caiu mais de 1% na quinta-feira, registrando sua maior perda em um único dia desde meados de agosto — o segundo pregão consecutivo de queda depois de ter alcançado recordes históricos no início da semana, segundo a reportagem.

Adam Crisafulli, da Vital Knowledge, avaliou que a correção reflete desequilíbrios extremos de posicionamento que ainda precisam ser dissolvidos, o que torna improvável, em sua visão, uma recuperação rápida em forma de "V" para o complexo de ações ligadas a IA. Segundo ele, a questão central no tema de IA não está na diferença entre receita bruta e recorrente anualizada, mas em dois pontos: a percepção de que os laboratórios de fronteira, isoladamente, são negócios cada vez menos atrativos, e sinais crescentes de que o mercado está reagindo contra o volume de dívida e capital acionário direcionado ao setor.

Apesar da volatilidade provocada pelos rendimentos de títulos de prazo mais longo, que atingiram máximas de 24 anos ao longo da semana, os três principais índices caminharam para um período de cinco dias positivo. O Nasdaq avançou 0,6% na semana, o Dow subiu 0,9% e o S&P 500 ganhou cerca de 1,2%, de acordo com a CNBC.

Temporada de balanços e tensão geopolítica no radar

A reportagem destaca que, na próxima semana, a temporada de resultados ganha ritmo com a divulgação de balanços de bancos e de outras companhias relevantes, como Johnson & Johnson e UnitedHealth. Ambas devem reportar na terça-feira, ao lado de nomes como Wells Fargo e Citigroup.

Michael Monaghan, da Founder ETFs, disse à CNBC manter uma visão construtiva para as ações até o fim do ano, apoiado no crescimento esperado dos resultados corporativos. Ainda assim, ele avalia que o conflito no Oriente Médio — e seu impacto sobre o petróleo — pode continuar pesando sobre o mercado, mesmo após Trump ter afirmado nesta semana que os Estados Unidos não atacarão o Irã antes das eleições de meio de mandato, no início de novembro.

Segundo o gestor, esse é um dos fatores que impedem o mercado de refletir plenamente a força da narrativa de lucros no curto prazo, já que um conflito mais violento, mais intenso ou com expansão territorial ainda não estaria precificado pelos investidores, de acordo com suas declarações à CNBC.

Oposição a data centers vira tema das eleições de meio de mandato

A CNBC também relata que a oposição pública à construção de data centers e o sentimento negativo em relação à inteligência artificial de forma geral vêm crescendo, transformando o tema em uma das questões centrais das eleições de meio de mandato de 2026, marcadas para 3 de novembro. Wall Street, por sua vez, apostou pesadamente em IA, com gastos de capital projetados em mais de US$ 5 trilhões até 2030, mesmo com a tecnologia ainda sem comprovação ampla em termos de rentabilidade e produtividade, segundo a reportagem.

Ed Mills, analista político da Raymond James, disse à CNBC que o que ouve com frequência de investidores é a expectativa de que a resistência aos data centers seja apenas uma reação política passageira, que se dissiparia após as eleições. Para ele, porém, o cenário tende a se agravar depois do pleito, algo que classificou como um ponto cego relevante para o mercado.

Fed aponta aumento da inadimplência das famílias americanas

Em outro destaque da cobertura, o Federal Reserve informou nesta sexta-feira que a capacidade das famílias americanas de manter os pagamentos de dívidas em dia se deteriorou nos últimos três anos, atingindo patamares não vistos desde o período posterior à crise financeira global, segundo levantamento do próprio banco central citado pela CNBC.

O que isso significa para o investidor

O conjunto de notícias da sessão mostra um mercado que segue dividido entre dois movimentos simultâneos: a recuperação pontual de ativos de risco, puxada por setores como software, saúde e biotecnologia, e a persistência de dúvidas estruturais sobre a sustentabilidade do ciclo de investimentos em inteligência artificial. Para quem monitora exposição a ativos americanos a partir do Brasil, o episódio da OpenAI e a reação do Nasdaq na quinta-feira reforçam que a narrativa de receita do setor de IA continua sensível a revisões e pode gerar oscilações bruscas, mesmo com os índices fechando a semana em alta — segundo o scanner da TradingView consultado pelo AAR News em 10/10/2026 às 08h41 BRT, o S&P 500 operava a 7.811,54 pontos (+0,59% no dia) e o Nasdaq a 27.366,17 pontos (+0,64% no dia), níveis que refletem justamente esse fechamento positivo de sexta-feira.

O acordo de diesel anunciado por Trump e a reação do petróleo merecem atenção específica de investidores com exposição a energia e a moedas emergentes, já que qualquer sinalização de alívio na oferta global de combustíveis tende a influenciar expectativas de inflação e, por consequência, a trajetória dos juros americanos — tema que, segundo a própria cobertura da CNBC, já vinha pressionando os mercados ao longo da semana com os rendimentos dos Treasuries em máximas de 24 anos.

O movimento da SpaceX no mercado de espectro e o tombo da Verizon ilustram como decisões estratégicas de players não tradicionais do setor de telecomunicações podem provocar reprecificação rápida de concorrentes estabelecidos. Investidores posicionados em teles americanas — diretamente ou via fundos globais — devem acompanhar os próximos desdobramentos regulatórios e competitivos desse acordo.

Por fim, a proximidade das eleições de meio de mandato de novembro e o alerta de analistas como Ed Mills sobre a oposição a data centers somam-se à temporada de balanços que se inicia na próxima semana, com bancos, Johnson & Johnson e UnitedHealth entre os primeiros a reportar. Esse calendário concentra, num curto espaço de tempo, fatores políticos, regulatórios e de resultados corporativos capazes de redefinir o apetite por risco em ativos ligados à tecnologia e à infraestrutura de inteligência artificial — um ponto de atenção direto para quem monta carteiras internacionais a partir do Brasil.

Agregado por AAR News · fonte: CNBC

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos