O dólar fechou em leve alta frente a moedas fortes nesta sexta-feira, 23, segundo a Dow Jones Newswires, em movimento acompanhado pelos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, que refletiam a disparada dos preços do petróleo.
Por volta das 16h50 (horário de Brasília), a moeda americana era cotada a 156,90 ienes, enquanto o euro recuava a US$ 1,1196 e a libra esterlina cedia a US$ 1,3373. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, avançava 0,2%, a 101,810 pontos, com variação semanal de 0,03%.
Tensão geopolítica dá suporte ao dólar
De acordo com relatos do Wall Street Journal citados pela reportagem, a moeda americana encontrou amparo em uma nova escalada das tensões entre Irã e Estados Unidos, somada à continuidade de ataques promovidos pelos houthis. Esse cenário levou o petróleo a registrar alta expressiva no dia, fator que também pressionou os rendimentos dos Treasuries para cima.
Divergência sobre o efeito da IA no câmbio
A matéria aponta divergência entre casas de análise sobre o impacto das preocupações ligadas à inteligência artificial no comportamento do dólar. O banco ING avalia que a moeda americana perdeu parte de seu status como ativo de refúgio, permanecendo exposta ao que descreve como uma crise ligada ao setor de IA. Já a Convera defende leitura distinta: as liquidações associadas a ativos de IA tenderiam a gerar apenas movimentos passageiros de correção na cotação do dólar, caso o nervosismo fique restrito a esse segmento e não contamine o crédito nem leve companhias a reduzir seus investimentos.
Indicadores mistos nos EUA e na Europa
Ainda nos Estados Unidos, os índices de gerentes de compras (PMI) composto e de serviços recuaram, ao mesmo tempo em que as expectativas de inflação no país subiram de forma moderada. Com a reunião de política monetária do Federal Reserve marcada para a próxima semana, o ING estima que o dólar deve preservar a maior parte dos ganhos acumulados em setembro, na avaliação do banco, porque a comunicação da autoridade monetária americana continuaria sustentando os rendimentos dos títulos do país.
No continente europeu, o PMI também caiu, embora ainda indicando expansão da atividade. Na França, o indicador atingiu o menor patamar em quatro meses, sinalizando contração da economia local segundo os dados citados na reportagem.
Dólar canadense reage a notícia sobre tarifas
O dólar canadense se valorizou frente ao par americano depois que o Wall Street Journal informou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve retirar as tarifas de 50% aplicadas a produtos do Canadá. No horário de referência citado na matéria, o dólar americano recuava a 1,4006 unidades da moeda canadense.
O que isso significa para o investidor
O movimento descrito reforça um padrão já conhecido: o dólar segue reagindo mais a choques geopolíticos e à trajetória dos juros americanos do que a um único fator isolado. A divergência entre ING e Convera sobre o papel da inteligência artificial no apetite por dólar é um sinal de que o mercado ainda não tem consenso sobre até onde esse tema pode afetar fluxos cambiais — vale acompanhar se o estresse em ativos ligados a IA se espalha para crédito corporativo, como alertou a Convera.
Para quem acompanha o câmbio no Brasil, vale notar o contraste entre o cenário externo e o doméstico: segundo o scanner TradingView, em 23/10/2026 às 20h52 (horário de Brasília), o dólar era negociado a R$ 4,9652, com queda de 1,73% no dia, e o euro a R$ 5,5617, recuo de 1,87% no dia — movimento de enfraquecimento das moedas fortes frente ao real que ocorre no mesmo pregão em que o dólar global ganhava força contra ienes, euro e libra no exterior.
A reunião do Fed na semana seguinte tende a ser o próximo catalisador relevante para o dólar, já que a comunicação da autoridade monetária americana deve influenciar diretamente os rendimentos dos Treasuries, variável que a própria reportagem aponta como motor do movimento cambial desta sexta-feira. Investidores expostos a moedas e a ativos de risco globais devem monitorar tanto o desfecho da tensão entre Irã e Estados Unidos quanto sinais adicionais sobre o apetite por dólar como reserva de segurança.
Agregado por AAR News · fonte: InfoMoney
Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos
