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Dólar sobe ante real com mercado à espera de Fed e Copom

Moeda americana reverte queda inicial enquanto investidores aguardam decisões de juros nos dois países; crise no STF também pesa

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O dólar à vista reverteu a leve queda da abertura e passou a operar em alta contra o real nesta quarta-feira (16), em sessão marcada pela expectativa em torno das decisões de política monetária do Federal Reserve e do Comitê de Política Monetária (Copom).

Às 10h35, a moeda americana avançava 0,13%, negociada a R$ 5,161 na venda. No mercado futuro, o contrato para outubro — atualmente o mais líquido na B3 — registrava ganho de 0,09%, cotado a R$ 5,176.

Fed deve elevar juros pela primeira vez desde 2023

O banco central norte-americano anuncia sua decisão às 15h (horário de Brasília). A expectativa do mercado é de elevação de 0,25 ponto percentual na taxa básica, o que marcaria o primeiro aumento desde 2023.

A medida é vista como resposta à inflação que permanece elevada e ao movimento global de encarecimento do crédito. A atenção dos investidores estará voltada para a forma como o presidente do Fed abordará essa primeira alteração na política monetária sob sua gestão.

Segundo a cobertura anterior do AAR News, o mercado precificava em 92,3% a probabilidade de alta de juros nesta semana, conforme dados de 14 de setembro. O rendimento do Treasury de dez anos havia tocado 5% — maior patamar desde outubro de 2023 — antes de recuar.

Copom deve cortar Selic pela quinta vez seguida

No Brasil, o Banco Central deve anunciar ao fim do dia a quinta redução consecutiva da taxa Selic, também em 0,25 ponto percentual. Será a última decisão do Copom antes da eleição presidencial marcada para outubro.

O movimento de afrouxamento monetário no Brasil ocorre em direção oposta à esperada nos Estados Unidos, refletindo dinâmicas distintas de inflação e atividade econômica nos dois países.

Tensão no STF permanece no radar

A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal segue entre os fatores observados pelos investidores. Na véspera, a corte adiou decisão final sobre a possibilidade de unificar a análise de dois processos distintos.

Um deles envolve relatório da Polícia Federal que teria identificado mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes. O outro trata de pedido feito por Moraes que acusa o ministro André Mendonça de abuso de autoridade e improbidade administrativa.

A indefinição sobre o desfecho da questão adiciona camada de incerteza ao ambiente doméstico, em momento já sensível pela proximidade do calendário eleitoral.

O que isso significa para o investidor

A sessão de hoje concentra dois dos eventos mais relevantes para a formação de preços de ativos globais: as decisões simultâneas de juros nas duas maiores economias das Américas. Para quem investe no Brasil, a combinação de aperto nos EUA e afrouxamento doméstico tende a pressionar o real, especialmente se o Fed sinalizar trajetória de novos aumentos à frente.

Conforme dados da TradingView de 16 de setembro às 11h26, o dólar operava a R$ 5,1560, com alta de 0,05% no dia — movimento que se intensificou ao longo da manhã. A direção da moeda nas próximas sessões dependerá menos das decisões em si, já amplamente precificadas, e mais do tom adotado por ambos os bancos centrais em suas comunicações.

O cenário descrito pelo AAR News em 14 de setembro — no qual analistas viam possibilidade de alta nas bolsas mesmo com juros subindo nos EUA, caso a medida ancorasse os yields longos — permanece em jogo. Se o Fed adotar postura cautelosa e sinalizar pausa após este ajuste, o alívio pode se estender ao real. Caso contrário, a pressão sobre emergentes deve se acentuar.

No front doméstico, a indefinição no STF adiciona ruído político em momento delicado. Investidores devem acompanhar não apenas o desfecho dos processos envolvendo os ministros, mas também eventuais desdobramentos que possam afetar a percepção de risco institucional às vésperas da eleição presidencial.

Agregado por AAR News · fonte: InfoMoney

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos