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CPI de setembro nos EUA vem acima do esperado e derruba o bitcoin

Dados de inflação mais quentes reacendem debate sobre novas altas de juros pelo Federal Reserve, segundo a CoinDesk

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A inflação ao consumidor nos Estados Unidos acelerou mais do que o previsto em setembro, reabrindo espaço para que o Federal Reserve promova mais de um aumento de juros nos próximos meses, segundo reportagem da CoinDesk.

De acordo com o levantamento divulgado na quarta-feira pelo Bureau of Labor Statistics, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) subiu 0,6% em setembro, ante alta de 0,4% em agosto. O número veio em linha com a expectativa dos economistas, também de 0,6%.

Na comparação anual, porém, o CPI avançou 3,7%, acima dos 3,4% registrados em agosto e também acima da previsão de mercado, que era de 3,6%.

O núcleo do índice, que exclui os preços de alimentos e energia, também surpreendeu: subiu 0,3% em setembro, mesmo ritmo de agosto, mas acima da previsão de 0,2%. Na base anual, o núcleo avançou 2,6%, contra 2,4% no mês anterior e acima da estimativa de 2,5%.

A reação do mercado cripto foi imediata: segundo a CoinDesk, o bitcoin caiu US$ 1 mil após a divulgação dos dados, saindo de US$ 83.212,45 para US$ 82.800.

Treasuries e ações também sofrem

O impacto não ficou restrito às criptomoedas. O mercado de títulos públicos americanos registrou forte pressão: o rendimento do Treasury de 10 anos subiu 9,3 pontos-base, para 5,308%, enquanto o papel de 2 anos avançou 13,1 pontos-base, atingindo 4,924%.

Os futuros do Nasdaq 100 recuavam 0,65% e os do S&P 500, 0,3%, segundo a CoinDesk. O ouro também cedeu, com queda de 1,5%, cotado a US$ 4.116 a onça.

Hipótese de alta já em outubro

Antes da divulgação dos números, uma série de dirigentes do Fed já havia sinalizado a possibilidade de uma nova alta de 25 pontos-base nos juros ainda este ano. O mercado precificava esse cenário esperando que o banco central mantivesse a taxa estável na reunião deste mês, deixando o aumento para o encontro final do ano, em dezembro.

Com os dados de inflação de setembro vindo mais quentes do que o previsto, a CoinDesk aponta que a possibilidade de uma alta de juros já em outubro volta a ganhar força entre os agentes de mercado.

O que isso significa para o investidor

A cobertura recente do AAR News já havia destacado que o bitcoin testava o suporte de US$ 82 mil à espera justamente desses dados de inflação, com a queda nos rendimentos dos Treasuries dando algum fôlego à criptomoeda, mas com saída de recursos de ETFs mantendo os investidores cautelosos. O resultado do CPI de setembro reforça esse cenário de cautela: a disparada simultânea dos rendimentos de 2 e 10 anos tende a pressionar ativos de risco, cripto incluída.

Segundo cotações do scanner TradingView referenciadas em 14/10/2026 às 11h32 BRT, o bitcoin operava a US$ 81.953,49, com queda de 1,34% no dia, enquanto o ouro recuava 1,54%, para US$ 4.096,54. No mesmo horário, o S&P 500 caía 0,60% e o Nasdaq, 0,91% — movimento que indica que a pressão vista após o CPI de setembro ainda reverbera no mercado.

Para quem investe no Brasil e mantém exposição a ativos digitais ou a ações americanas, o episódio reforça a importância de monitorar de perto as próximas falas de dirigentes do Fed e, principalmente, a reunião de política monetária deste mês. Caso o banco central opte por não esperar até dezembro e eleve os juros já em outubro, a tendência é de volatilidade adicional em bitcoin, ouro e bolsas americanas.

Vale ainda observar, como mostrou outra reportagem recente da CoinDesk citada pelo AAR News, que nem todo o mercado cripto reage da mesma forma a esses choques macroeconômicos: enquanto bitcoin e ether operam de lado, tokens específicos como o STX, da camada 2 Stacks, têm mostrado dinâmica própria, descolada do humor geral do mercado. Isso sugere que, mesmo em cenários de aperto monetário, a seletividade dentro da classe de ativos digitais pode seguir sendo relevante para o investidor.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos