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Circle mira entrada em cerca de 50 mercados emergentes com USDC

CEO Jeremy Allaire diz à Reuters que demanda por dólar digital cresce no Sudeste Asiático, América Latina e Oriente Médio

Circle CEO Jeremy Allaire (Danny Nelson/CoinDesk)
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A emissora de stablecoins Circle planeja ampliar sua presença para cerca de 50 mercados emergentes e em desenvolvimento, à medida que a procura por pagamentos em dólar digital se intensifica em regiões como Sudeste Asiático, América Latina e Oriente Médio. A informação foi dada pelo CEO da empresa, Jeremy Allaire, em entrevista à Reuters, segundo reportagem da CoinDesk.

A Circle é a emissora da USDC, segunda maior stablecoin do mundo, atrás apenas da USDT, emitida pela Tether. Segundo dados citados pela CoinDesk, a USDC tem cerca de 73,3 bilhões de dólares em circulação — outro trecho da reportagem aponta 72,6 bilhões de dólares, conforme dados da própria CoinDesk — e responde por aproximadamente um quarto do mercado de stablecoins, enquanto a USDT controla perto de 60% do setor.

Inflexão para o mainstream

Allaire descreveu o momento atual como um ponto de inflexão para o setor. Segundo ele, empresas e indivíduos no Sudeste Asiático, na América Latina e no Oriente Médio recorrem cada vez mais a stablecoins para pagamentos e outros serviços financeiros. 'We're kind of going through an inflection point... a transition right now', afirmou o executivo à Reuters, acrescentando que essa transição representa a passagem da fase inicial de adoção da tecnologia blockchain para uma etapa de escala mainstream.

A movimentação ocorre num contexto em que as stablecoins — criptoativos desenhados para manter paridade de 1:1 com moedas tradicionais — deixam de se restringir à negociação de criptomoedas e passam a ser usadas em pagamentos do dia a dia e em transferências internacionais de recursos. Para a Circle, a entrada em mais mercados significa disputar diretamente espaço com bancos e empresas de pagamento na movimentação transfronteiriça de dinheiro.

Aquisição, nova blockchain e aprovação regulatória

Para sustentar essa expansão, a Circle já fechou acordo para comprar a empresa de pagamentos sediada em Cingapura, Tazapay, por 400 milhões de dólares. A operação deve dar à Circle acesso a redes bancárias e de pagamento locais em mais de 100 mercados, segundo a reportagem, e pode ajudar a companhia a avançar em países onde a USDT da Tether tradicionalmente tem domínio.

Além da aquisição, a Circle lançou sua própria blockchain, batizada de Arc, voltada para transações de pagamentos e operações financeiras. A empresa também obteve aprovação federal nos Estados Unidos para atuar como trust bank em julho, segundo a CoinDesk.

Regulação mais clara e disputa com bancos

Allaire atribuiu parte do avanço da adoção de stablecoins a um ambiente regulatório mais definido, citando o GENIUS Act, legislação americana que trata do tema. Ele disse ainda que bancos tradicionais estão desenvolvendo suas próprias moedas digitais, movimento que afirmou receber bem.

'There's a very, very long time where the banking industry fought successfully to keep other people out, and I think they are no longer in charge, and the innovators are having their day', disse o executivo à Reuters.

O CEO da Circle também mencionou o uso crescente da USDC por agentes de inteligência artificial — programas capazes de realizar pagamentos de pequeno valor de forma autônoma para acessar informações e serviços online.

O que isso significa para o investidor

A movimentação da Circle se insere num quadro mais amplo de expansão da infraestrutura digital global, tema que o AAR News já acompanhou sob outro ângulo: em outubro de 2026, o Congresso americano debatia quem deve bancar a modernização da rede elétrica exigida pela própria economia digital, segundo cobertura anterior do AAR News (14/10/2026). O investidor que acompanha o setor de stablecoins deve observar como a disputa por participação de mercado entre USDC e USDT evolui à medida que a Circle executa aquisições e lança nova infraestrutura própria, como a blockchain Arc.

Vale também monitorar o avanço regulatório nos Estados Unidos, citado por Allaire como fator de estímulo à adoção, e a forma como bancos tradicionais reagem ao avanço de emissoras privadas de stablecoins — um movimento que pode reconfigurar a cadeia de pagamentos transfronteiriços nos próximos anos. O reconhecimento recente de instituições como UBS Brasil e XP no SRP Americas Awards 2026, por inovação em operações estruturadas na América do Norte e América Latina, segundo o AAR News (13/10/2026), reforça que o interesse institucional por inovação financeira na região é crescente, ainda que trate de um segmento distinto do de stablecoins.

Para investidores expostos a ativos digitais ou a empresas de pagamentos com atuação em mercados emergentes, a expansão da Circle é um indicador a acompanhar: tanto pelo potencial de crescimento de receita da companhia quanto pelo risco competitivo que representa para bancos e processadoras de pagamento tradicionais nessas geografias.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos