O Google anunciou que seu chip quântico Willow consegue preparar estados quânticos especiais necessários para cálculos avançados com aproximadamente 40 vezes menos erros do que antes, segundo a CoinDesk.
A companhia associa o avanço à redução de um dos principais gargalos de hardware que, no futuro, poderiam viabilizar tentativas de quebrar carteiras de bitcoin, incluindo endereços da era Satoshi Nakamoto.
Contexto do setor
O tema da computação quântica já havia motivado reação do setor cripto: em outubro, nove empresas formaram a Quantum Alliance após alerta sobre 6,4 milhões de bitcoin considerados vulneráveis a esse tipo de ataque, embora haja divergência entre os participantes sobre o prazo real do risco e sobre a possibilidade de congelar moedas expostas.
O que isso significa para o investidor
Para quem detém bitcoin, especialmente em carteiras antigas associadas à era Satoshi, o anúncio do Google é um lembrete de que o risco quântico, hoje teórico, pode deixar de ser hipotético à medida que a tecnologia avança — ainda que não haja, neste momento, indicação de que o Willow já seja capaz de quebrar criptografia usada em carteiras.
O debate dentro da própria Quantum Alliance sobre congelar ou não moedas vulneráveis mostra que o setor ainda não tem consenso sobre como responder a esse tipo de ameaça, o que é um ponto de atenção para investidores que avaliam exposição de longo prazo ao ativo.
Às 20h12 BRT de 17 de outubro, o bitcoin era cotado a US$ 81.248,42, com queda de 0,33% no dia, segundo o scanner da TradingView — um nível de preço que não reflete, por ora, qualquer precificação de risco quântico pelo mercado.
Vale acompanhar se outras empresas de computação quântica replicam avanços semelhantes ao do Google e se a comunidade cripto avança em soluções de migração criptográfica, tema que deve ganhar mais espaço na pauta de segurança do setor nos próximos meses.
Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk
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