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CFTC rebate argumento da CME em disputa sobre perpétuos nos EUA

Agência diz que operadora não comprovou prejuízo com nova política de perpétuos e questiona legitimidade jurídica da ação

CFTC rebate argumento da CME em disputa sobre perpétuos nos EUA
CoinDesk

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A Commodity Futures Trading Commission (CFTC) apresentou uma petição em tribunal contestando a base legal do processo movido pela CME Group contra a nova política do órgão para contratos futuros perpétuos. Segundo a CoinDesk, a agência argumenta que a CME não demonstrou estar sofrendo dano concreto com a mudança regulatória, o que a deixaria sem legitimidade processual para prosseguir com o litígio.

O caso tem potencial para definir os rumos dos perpétuos nos Estados Unidos, um tipo de contrato que permite especular sobre o preço futuro de um ativo, normalmente com posição alavancada e sem data de vencimento definida.

Origem do conflito

Em maio, a CFTC abriu caminho para a oferta de perpétuos no mercado americano ao aprovar o primeiro contrato perpétuo de bitcoin, movido pela Kalshi. A decisão sinalizava disposição do órgão para estimular a expansão desses produtos no país, como parte da resposta à agenda pró-cripto do presidente Donald Trump, que incluiu a defesa de trazer os perpétuos para o mercado doméstico. A agência afirmou que passaria a regular esses produtos caso a caso, enquadrando-os como futuros.

A CME Group, que opera as principais praças globais de negociação de derivativos, reagiu na Justiça contestando essa abordagem. A empresa sustenta que os perpétuos não deveriam ser tratados como futuros porque não têm data de encerramento — e que, por isso, seriam na verdade swaps, categoria sujeita a um regime regulatório diferente. A CFTC, por sua vez, afirmou em tribunal que a CME não tem o direito de impedir o avanço da nova política.

Argumento da CFTC contra a legitimidade da CME

Em petição apresentada na sexta-feira, a CFTC afirmou que alegações de aumento de concorrência, sem indicação plausível de prejuízo financeiro iminente, não conferem à CME legitimidade para contestar as ações da agência. O órgão destacou ainda que o volume de contratos futuros de cripto na própria CME na verdade cresceu desde a mudança de política.

A CFTC havia pedido pela primeira vez, no mês passado, que um juiz federal rejeitasse o processo movido pela CME. A petição mais recente detalha os argumentos contra a legitimidade jurídica da empresa para seguir com a ação.

CME Group (CoinDesk Archives)
CME Group (CoinDesk Archives) · Foto: CoinDesk

"A CME precisa alegar de forma plausível um aumento real ou iminente da concorrência", argumentou a CFTC, segundo a CoinDesk. "A CME nem sequer fez isso."

A agência também acusou a CME de contradição: segundo a petição, a empresa tem dito a investidores que não identificou demanda por perpétuos e que esses contratos não seriam substitutos dos futuros que já oferece. "A CME não pode se posicionar de um jeito perante o tribunal e de outro perante o público investidor em suas teleconferências de resultados", afirmou a CFTC no documento, de acordo com a reportagem.

Procurada pela CoinDesk, a CME não respondeu de imediato a pedido de comentário sobre a nova petição da CFTC.

Avaliação de analistas

Jaret Seiberg, analista de políticas públicas da TD Cowen, avaliou em nota a clientes na segunda-feira que a CME ainda pode levar vantagem no litígio, tanto por sua posição como concorrente quanto pelo argumento de que os perpétuos poderiam ser corretamente classificados como swaps. Ainda assim, segundo o analista, o tempo para a consolidação desse novo mercado está se esgotando.

O que isso significa para o investidor

O desfecho dessa disputa judicial tem peso direto sobre o desenho regulatório dos perpétuos nos Estados Unidos — e, por extensão, sobre como operadoras de cripto e investidores institucionais poderão acessar esse tipo de contrato no mercado americano. Caso a CFTC prevaleça e a ação da CME seja rejeitada por falta de legitimidade, a trajetória de expansão iniciada com a aprovação do perpétuo de bitcoin da Kalshi em maio tende a ganhar tração, ampliando a oferta desses produtos sob a estrutura regulatória já sinalizada pela agência.

Por outro lado, se prevalecer o argumento da CME de que os perpétuos deveriam ser tratados como swaps, o arcabouço regulatório muda substancialmente, com possíveis atrasos na expansão do mercado doméstico e impacto sobre quem já posicionou expectativas de crescimento nesse segmento, incluindo plataformas como a própria Kalshi.

Para o investidor com exposição a cripto, o episódio reforça que o ambiente regulatório americano para derivativos digitais segue em formação, com decisões judiciais pontuais capazes de alterar o ritmo de adoção. O pano de fundo segue sendo o de um bitcoin negociado perto de US$ 81.911,98 às 17h37 BRT desta segunda-feira, com variação de −0,15% no dia, segundo dados do TradingView — nível que, combinado à movimentação regulatória em curso, mantém o mercado de derivativos cripto nos EUA como ponto de atenção para quem acompanha tanto o ativo quanto a infraestrutura que viabiliza sua negociação.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos